![]() |
A acção modelar da Igreja em Timor-Leste, ou seja das comunidades, casas religiosas e do Bispo D. Ximenes Belo, e também a persistência da diplomacia itinerante de Ramos Horta encontraram surpreendente reconhecimento do mundo livre pela atribuição do Prémio Nobel da Paz. Ele assenta, entretanto, em dois sacrificados: as vítimas do Cemitério de Santa Cruz e outras, e uma multidão de presos e perseguidos de que é sinal eloquente Xanana Gusmão. E num «vencedor»: o poder das modernas técnicas de comunicação. |
Este prémio é, por isso, apelo a que prossiga a modelar acção da Igreja, também do Vaticano, apoiando o povo e exigindo que seja respeitada a sua cultura e a sua Fé, a que bispos e padres assumam essa missão «inofensiva» de anunciar o Evangelho e de «alimentar» a comunidade. E ainda a que os homens da política assumam também a sua missão, sem menosprezar a importância de persistentes conversações.
Revela, para além disso, como a Comunicação Social é hoje capaz de abater fronteiras, semeiar ideias e transformar em gritos a voz dos mais frágeis. Tal elemento de transformação social não pode mais ser esquecido e, saiba-se, também não pode ser deixado à mercê de poderes económicos que calem as causas incómodas para o seu domínio arbitrário.
Timor-Leste, que muito raramente aparecia nos órgãos de comunicação dos outros países, agora chegou a todo o mundo. Espera-se que dele receba aplauso, para que possa nascer um tempo novo de Paz, Justiça e Liberdade, a que essa pobre gente tem direito e que nunca teve.
| Primeira Página | Página Seguinte |