Sociedade:

SEMANA A SEMANA


Início

Centenário do encerramentodo comércio ao Domingo

No dia 26, 6ª-feira, às 21,30 horas e no Ateneu Comercial do Porto (R. Passos Manuel) realiza-se uma sessão pública de comemoração do I centenário do encerramento do comércio ao Domingo, salientando que, hoje como há um século, é preciso lutar pelo fecho total do comércio ao Domingo. No dia 28, Domingo, pelas 15,30 horas, haverá uma concentração/convívio na Praça da Batalha, Porto.


Açores debatem violência na família

As Confissões de Protecção de Menores (CPM) dos Açores reúnem-se a 2 e 3 de Outubro, em Angra do Heroísmo, num encontro regional que tem como principal tema «A violência na Família».

Francisco Vieira, presidente da CPM de Angra do Heroísmo, explicou, que, com a iniciativa, se pretende «sensibilizar técnicos, famílias e a comunidade em geral para os meios disponíveis para tratamentos de casos de violência nas famílias».

Ao justificar o tema escolhido para o encontro, referiu que se está, cada vez mais, a lidar com «numerosos casos de pobreza e violação dos direitos das crianças, incluindo agressões físicas e expulsão do lar familiar». No ano passado, a Comissão de Protecção de Menores de Angra do Heroísmo recebeu 86 denúncias, a maioria das quais por absentismo e abandono escolar.


Instituto Cultural
D. António Ferreira Gomes

Foi criado há pouco o Instituto Cultural D. António Ferreira Gomes num objectivo de preencher, da melhor forma, o tempo dos que estão a passar de uma actividade profissional a uma «vida cultural». Através da participação em encontros, visitas guiadas e sessões temáticas orientadas por pessoas de inegável prestígio poder-se-á ir ao encontro do Homem na sua globalidade. A escolha do «Bispo do Porto» como patrono quer enaltecer a novidade do seu modo de presença cultural ao mundo, manter a sua memória e fazer com que os seus ensinamentos sejam seguidos.

Entre os docentes encontram-se Helder Pacheco, Natália Marinho, Luísa da Costa, J. Jaime Ferreira Alves, Elvira Mea, Armando Coelho, Frei Bernardo, O. P. . As sessões temáticas serão orientadas por Adriano Moreira, Armando Porto, Barbosa de Melo, Eduardo Lourenço, Jacinto Simões, João Salgueiro, José Augusto Seabra, José Hermano Saraiva, Júlio Resende, Manuel Machado Macedo. Haverá ainda cursos práticos de Música (José Atalaya), Cinema (José Marques) e também de Artes Plásticas e Computadores. A Direcção é do prof. Levi Guerra e do Eng. Joaquim Macedo.

Mais informações podem ser obtidas na sede (R. Santa Joana Princesa, 38 - 4150 Porto) ou pelo tel. 02-6102831, 6102941. Estão abertas as inscrições, das 9 às 12 e das 14 às 18 horas. As actividades iniciam em 20 de Outubro.
Início


PONTO DE VISTA

O essencial

A droga tem sido apontada como a causa principal da criminalidade na sociedade de hoje. Por sua vez as periferias urbanas são designadas como o pólo geográfico da insegurança que atemoriza o cidadão comum. Recentemente, um semanário revelava que a polícia não se aventura a entrar em certos bairros de Lisboa, por incapacidade de dominar a violência que aí se concentra. Tudo isto acaba por ser um sinal de alarme, com reflexos negativos na população.

A política seguida há muitos anos, antes do 25 de Abril e depois continuada até aos nossos dias, de substituir os bairros de lata por guetos de cimento, com os moradores daqueles sobrepostos em andares, tem sido uma política socialmente coxa. As pessoas importam menos do que as paredes, as quais, de madeira ou zinco, passaram a ser de cimento armado, mais sólidas e resistentes ao mau tempo do que aquelas. Se há uma alfabetização com vista à higiene e ao mundo de estar, essa tenta-se depois, e devia ser prévia, com as assistentes sociais geralmente entregues a uma tarefa hercúlea de reeducação dificílima.

As rusgas que as forças policiais fazem a alguns desses bairros são visitas à fronteira da cidade, porque é aí que, por força das circunstâncias, convivem com uma situação de carências centenas de famílias. Vendo bem, parece que em tudo isto há um vício de raiz ou, melhor, um grave equívoco. Não é com os governos a entenderem apenas pôr cobro, com os agentes de segurança, a alguma criminalidade nesses bairros que o problema se resolve. Porque, mais importante do que retaliar as pessoas, é pôr termo àquilo que as perverte. Isto é, ajudá-las a enfrentarem, a sério, a pobreza e o desemprego.
Pacheco de Andrade
Início


Primeira Página Página Seguinte