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Francisco Vieira, presidente da CPM de Angra do Heroísmo, explicou, que, com a iniciativa, se pretende «sensibilizar técnicos, famílias e a comunidade em geral para os meios disponíveis para tratamentos de casos de violência nas famílias».
Ao justificar o tema escolhido para o encontro, referiu que se está, cada vez mais, a lidar com «numerosos casos de pobreza e violação dos direitos das crianças, incluindo agressões físicas e expulsão do lar familiar». No ano passado, a Comissão de Protecção de Menores de Angra do Heroísmo recebeu 86 denúncias, a maioria das quais por absentismo e abandono escolar.
Entre os docentes encontram-se Helder Pacheco, Natália Marinho, Luísa da Costa, J. Jaime Ferreira Alves, Elvira Mea, Armando Coelho, Frei Bernardo, O. P. . As sessões temáticas serão orientadas por Adriano Moreira, Armando Porto, Barbosa de Melo, Eduardo Lourenço, Jacinto Simões, João Salgueiro, José Augusto Seabra, José Hermano Saraiva, Júlio Resende, Manuel Machado Macedo. Haverá ainda cursos práticos de Música (José Atalaya), Cinema (José Marques) e também de Artes Plásticas e Computadores. A Direcção é do prof. Levi Guerra e do Eng. Joaquim Macedo.
Mais informações podem ser obtidas na sede (R. Santa Joana Princesa, 38 - 4150 Porto) ou pelo tel. 02-6102831, 6102941. Estão abertas as inscrições, das 9 às 12 e das 14 às 18 horas. As actividades iniciam em 20 de Outubro.
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A política seguida há muitos anos, antes do 25 de Abril e depois continuada até aos nossos dias, de substituir os bairros de lata por guetos de cimento, com os moradores daqueles sobrepostos em andares, tem sido uma política socialmente coxa. As pessoas importam menos do que as paredes, as quais, de madeira ou zinco, passaram a ser de cimento armado, mais sólidas e resistentes ao mau tempo do que aquelas. Se há uma alfabetização com vista à higiene e ao mundo de estar, essa tenta-se depois, e devia ser prévia, com as assistentes sociais geralmente entregues a uma tarefa hercúlea de reeducação dificílima.
As rusgas que as forças policiais fazem a alguns desses bairros são visitas à fronteira da cidade, porque é aí que, por força das circunstâncias, convivem com uma situação de carências centenas de famílias. Vendo bem, parece que em tudo isto há um vício de raiz ou, melhor, um grave equívoco. Não é com os governos a entenderem apenas pôr cobro, com os agentes de segurança, a alguma criminalidade nesses bairros que o problema se resolve. Porque, mais importante do que retaliar as pessoas, é pôr termo àquilo que as perverte. Isto é, ajudá-las a enfrentarem, a sério, a pobreza e o desemprego.
| Pacheco de Andrade |
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