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SEMANA A SEMANA


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PONTO DE VISTA

Fatal destino

Excelente programa, o «70x7». Criado pelo padre António Rego e continuado por António Estanqueiro, é um dos raros espaços de reflexão da TV.

No último domingo, pudemos assistir a um debate sobre a violência, a qual tem sido vedeta no pequeno ecrã. Neste momento, e quando algum crime a que não estávamos acostumados começa a vulgarizar-se entre nós, não há um projecto pedagógico em qualquer dos três canais. Exceptuados alguns programas de Maria Elisa, de Margarida Marante ou de Miguel de Sousa Tavares, o resto ou é debate sobre política ou discussão inferiorizante sobre casos de futebol. Emparceirando com isto, um obsceno mostruário de violência, com programas que ou banalizam o homicídio, ou fazem do nosso quotidiano um palco de agressividade, ou, o que é pior, iniciam as crianças em ambas as coisas, com desenhos animados de uma crueldade assassina. Perante tal cenário, não há quem assuma a responsabilidade por dar um rumo civilizado ao mais poderoso meio de comunicação social, ao menos fazendo que com esta fúria demolidora concorram a qualidade e o nível artístico e envolvente de séries televisivas que dêem volta a tudo isto e arejem, com uma lufada de saúde, esta programação cancerígena.

Havia necessidade de canais que competissem com a televisão do Estado. Eles apareceram: a SIC e a TVI. Estava criado o momento de podermos assistir a programas de mais nível. Esperança rapidamente baldada. Em vez de melhorar, tudo piorou. E de tal modo que prepondera a febre das audiências, isto é, da publicidade, isto é, do dinheiro. É apoiada em tal tripé - audiência, publicidade, dinheiro - que, hoje, a TV se move
Pacheco de Andrade
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