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ZAIRE - O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, apelou
ao líder rebelde zairense, Laurent Kabila, para encetar
negociações directas com o presidente Mobutu. Ao
mesmo tempo, Annan apelou a todos os Estados membros da ONU para
pressionarem Kabila e aqueles que o apoiam a sentarem-se à
mesa das negociações.
O repto de Kofi Annan foi ouvido por Nelson Mandela, presidente
da África do Sul, que se propõe receber os dois
líderes zairenses e os colocar frente a frente na Cidade
do Cabo.
BRASIL - A marcha dos «Sem-Terra», que demorou
dois meses a percorrer vários pontos do Barsil, ao longo
de 1.200 quilómetros, e foi organizadapelo «Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra» cehgou a Brasília
na passada semana, realizando uma grande manifestação
na Esplanada dos Ministérios da capital federal brasileira.
A Igreja, os sindicatos e os partidos políticos manifestaram o seu apoio a este Movimento, cujos participantes foram recebidos pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.
O presidente brasileiro prometeu que os problemas da distribuição de terras será resolvido e criticou o apoio dos países europeus aos «Sem-Terra», uma vez que, disse, a política económica e agrícola da Europa cria sérios problemas aos produtos agrícolas brasileiros exportados para a União Europeia.
A jornada de protesto, intensificada desde a chegada dos «Sem-Terra»
a Brasília na passada quinta-feira, prolongou-se por vários
dias, tendo congregado cerca de 60 mil pessoas.
SUDÃO - Uma organização religiosa
canadiana comprou recentemente a comerciantes sudaneses 319 escravos,
na sua maioria crinças, para os restituir à liberdade.
A organização «Crossroads Family of Ministries», com sede em Toronto, pagou cerca de 150 dólares canadianos (pouco mais de dezoito mil escudos) por cada escravo.
A compra foi feita há cerca de um mês numa povoação no centro-sul do Sudão e foi filmada por um cineasta, tendo passado numa estação de televisão canadiana por cabo.
Outros 200 escravos foram libertados graças a fundos obtidos
por outraorganização, esta europeia, a «Christian
Solidarity International» (CSI), que o obteve dinheiro na
Grã-Bretanha e na Suíça, principalmente.
ARÁBIA SAUDITA - Segundo as autoridades sauditas
343 pessoas morreram e cerca de 2.000 ficram feridas em consequência
de um devastador incêndio que devorou uma «cidade de
tendas» erguida nos arredores de Meca, centro espiritual
dos muçulmanos, no momento em que cerca de 2 milhões
de peregrinos ali acorreram por ocasião da «Haj»,
festa durante a qual sobem ao monte Arafat, lugar onde todo o
bom muçulmano deve visitar pelo menos uma vez na vida.
O incêndio devorou 70.000 tendas, tratando-se, segundo as
autoridades sauditas de um acto acidental e não criminoso.
ANGOLA - O mandato das forças da ONU encarregadas
de acompanhar em Angola o processo de paz e a aplicação
dos acordos de Lusaka, foi prorrogado até 30 de Junho,
por decisão unânime do Conselho de Segurança
das Nações Unidas.
Este gesto de apoio a Angola surge no momento em que o Governo
de Unidade e Reconciliação recentemente empossado
dá os primeiros passos de uma nova etapa em direcção
à consolidação da paz.
ALBÂNIA - Os partidos políticos albaneses
concordaram em realizar eleições gerais antecipadas
em 29 de Junho, de acordo com informações prestadas
pela OSCE (Organização para a Segurança e
Cooperação na Europa).
Esta notícia surge no momento em que as tropas sob mandato da ONU e chefia italiana desembarcam em território albanês para repor a segurança no país.
Os sei bispos albaneses, por seu truno, apelaram à Europa,
no sentido de esta consagrar mais atenção à
questão albanesa, congratulando-se pelo facto de «ter
sido evitado o pior, ou seja a guerra civil». A Conferência
Episcopal albanesa apelou também aos seus compatriotas
para se empenharem a fundo no caminho da justiça e do sacrifício
e a baterem-se contra a corrupção que ameaça
conduzir o país à ruína.
RÚSSIA - Boris Ieltsin, presidenete russo, e Helmut
Khol, canceler da Alemanha, reuniram-se em cimeira na cidade de
Baden-Baden, tendo anunciado, no final, que a NATO e a Rússia
chegaram a um acordo sobre o alargamento da Aliança Atlântica
aos países do ex-bloco soviético. O acordo deve
ser assinado em Paris no próximo dia 27 de Maio.
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Todavia, não se pode esconder um certo desencanto perante algumas sentenças proferidas em sede de Justiça. Brandura do Código Penal para determinadas situações de extrema gravidade e que têm a repulsa de toda a opinião pública? Mas será só isto?
Há dias, a Agência lusa noticiava que o Tribunal Constitucional do Porto absolveu um dos jovens "skinheads" acusados de terem agredido um estudante angolano, que abandonaram, inconsciente, na via férrea. Isto aconteceu a 18 de Novembro de 1989, já lá vão oito anos! Diga-se que eram 12 os heróicos agressores, e que, de um, desconhece-se o paradeiro, que mais quatro tinham sido absolvidos, e seis condenados a penas de prisão, que não chegaram a cumprir porque duas amnistias os deixaram impunes. Perante uma situação anedótica como esta, que pode um juiz fazer? Delicioso país o nosso, onde é possível alguém atentar contra a vida do seu semelhente sem que nada lhe aconteça. Tal como no Parque da Droga, em Zurique, onde afluiram milhares de estrangeiros toxicodependentes, também, por este andar, Portugal pode vir a ser um paraíso turístico para criminosos, dadas as amnistias que circulam à porta do tribunal. E, se alguém disser que, no nosso país, há aberrações na Justiça, encontrará neste caso uma delas.
| Pacheco de Andrade |
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Importará ter bem presente que não poderá haver segurança num Património que não está inventariado e as actuais circunstâncias de comércio de obras de arte põe particularmente em perigo muitas das obras que estão permanentemente expostas à devoção dos fiéis e muitas vezes em igrejas que estão abertas e sem a vigilância de ninguém.
Segundo o secretário da CNASPCI a Igreja tem à sua guarda 70 por cento do Património do País, um bem cultural de grande dimensão que não significará riqueza financeira, pois não pode ser alienado. E é por isso que não deve olhar-se para a Igreja «como se de um coleccionador se tratasse», devendo o Estado apressar-se a elaborar legislação adequada, tanto mais quanto a Igreja, salvo raras excepções, tem dado excelentes provas de saber produzir e conservar as obras de arte.
Em Junho, haverá um curso sobre «Segurança dos Monumentos e Obras de Arte da Igreja - Segurança contra furto e vandalismo» em que serão analisados os crimes contra o Património artístico, dados contributos para uma análise sociológica, dada a conhecer a legislação sobre o furto de obras de arte e informações sobre a cooperação internacional na recuperação dos bens culturais».
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