| Sociedade: | ||
| Início |
Entretanto, Mobutu nomeou um novo primeiro-ministro,
Etienne Tshisekedi, um «opositor» histórico do
presidente zairense, enquanto os rebeldes de Kabila continuam
a avançar no sul do país, próximo da fronteira
da Zâmbia, aguardando-se para breve a tomada da cidade de
Lubumbashi.
UNIÂO -
A Rússia e a Bielorússia, através dos respectivos
presidentes, Boris Yeltsin e Alexandre Lukachenko, assinaram um
acordo de União entre os dois países e o seu futuro
estatuto. Esta União não cria um Estado único,
uma vez que ambos os países preservam a sua soberania,
mas é desejado um aumento da cooperação económica,
política e militar entre as duas repúblicas.
ALBÂNIA -
O primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, declarou que o seu
homólogo albanês, Bashkin Fino, reiterou a vontade
albanesa de ver uma força multinacional iniciar, o mais
rapidamente possível, as operações de paz
na Albânia.
Os países da OSCE (Organização
para a Segurança e a Cooperação na Europa)
estão convictos de que é necessário organizar
nos próximos 10 a 14 dias essa força, evitando alguns
erros cometidos na ex-Jugoslávia.
BRASIL -
O presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso, manifestou
a sua profunda indignação pelos actos de violência
contra civis perpetrados pela Polícia Militar de S. Paulo
e divulgados pelaTelevisão que recorreu às imagens
gravadas por um vídeo-amador. Tais imagens, de extrema
violência e assassínio, foram gravadas nos dias
3, 5 e 7 de Março à entrada de uma favela paulista,
vendo-se soldados da Polícia a agredirem e a torturarem
várias pessoas que detiveram, como se se tratasse de uma
operação de repressão de ladrões de
veículos.
PALESTINA -
Os dois palestinianos que morreram na passada semana na explosão
de bombas que transportavam e se destinavam a ataques contra colonos
israelitas na Faixa de Gaza, eram activistas da Jihad Islâmica.
Este atentado veio fazer crescer ainda mais a tensão entre
os palestinianos que vivem nos territórios confiados à
Alta Autoridade, presidida por Yasser Arafat, tensão essa
elevada pela decisão israelita de construir mais um colonato
na zona árabe de Jerusalém. Apesar dos esforços
internacionais e do apelo do primeiro-ministro de Israel a uma
nova Cimeira com Arafat, em território dos EUA, a verdade
é que não se vislumbra para breve nova acalmia nas
relações entre os dois povos.
ANGOLA -
Está marcada para o próximo dia 11 a tomada de posse
do Governo de Unidade e Reconstrução Nacional (GURN),
embora haja ainda algumas arestas a limar. Depois de todos os
deputados da UNITA terem chegado a Luanda e tomado posse dos seus
cargos, no início desta semana estava ainda por definir,
nos termos de uma lei da Assembleia Nacional angolana, o estatuto
ofocial de Jonas Savimbi. Os membros da UNITA fazem depender desta
aprovação a sua integração no GURN,
o que pode determinar que a cerimónia de tomada de posse
do novo executivo seja de novo adiada.
ARGÉLIA -
A violência voltou de novo à Argélia: pelo
menos 84 civis foram assassinados, a maioria por enforcamento,
em várias aldeias, por grupos armados, ocorrendo o maior
massacre a cerca de 80 quilómetros de Argel, a capital.
No lugar de Tahlit, 52 pessoas foram enforcadas por um grupo de
cerca de 40 homens armados. Mais uma vez os civis foram vítimas
de um conflito que se eterniza e que opõe os grupos islamitas
radicais ao regime militar argelino.
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É saudável para a Igreja que atitudes destas descubram o seu verdadeiro rosto e a resgatem de gestos de intolerância que mancharam algumas horas do seu passado.
A questão do aborto continuará a levantar polémica, sempre que algum drama, como o de Aldoar, ocupe os noticiários da comunicação social. Não deixa, no entanto, de impressionar a ligeireza com que, em alguns sectores da sociedade, é secundarizado o drama e se lhe prefere o oportunismo político.
Na verdade, é lamentável que, também aqui, as coisas se passem em termos de esquerda e direita, e que o voto de consciência se olhe como altamente suspeito. Assim, o grupo parlamentar dos sociais-democratas apresentou agora um projecto de lei de bases da família e outro de apoio à maternidade. Como disse um deputado, «é muito mais importante criarmos políticas de fermento da natalidade do que andarmos a debater a liberalização do aborto». Naturalmente que tudo está certo. Mas apetece dizer: então, só agora é que deram por isso?
| Pacheco de Andrade |
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