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INTERNACIONAL


ISRAEL - As eleições gerais reallizadas em Israel no passado dia 29 de Maio, contrariando as projecções, deram a vitória ao candidato do Partido Likhud, Benjamin Netanyahu, que será o novo primeiro-ministro, e consequente derrota do actual detentor do cargo e líder do Partido Trabalhista, Shimon Peres.

A vitória tangencial de Netanyahu resumiu-se a uma escassa vantagem de 0,6 por cento, enquanto na votação paralela para o Knesset (Parlamento) a vitória, com 35% dos votos, pertenceu ao Partido Trabalhista.

As primeiras declarações do novo primeiro-ministro foram de molde a acalmar os ânimos dos países árabes e dos palestinianos, pois Benjamin Netanyahu reafirmou o seu propósito de fazer avanços no processo de paz no Médio-Oriente.

CHINA - Um grupo de dissidentes chineses apelou para a libertação de todos os presos políticos e à reavaliação do movimento pró-democracia da Praça de Tianamen, esmagado pelo exército em 4 de Junho de 1989.

Numa petição enviada à Assembleia Nacional Popular, supremo órgão legislativo da China, o grupo diz que «o governo devia apresentar desculpas públicas pela morte de centenas de manifestantes e indemnizar as famílias dos que morreram" naquele massacre.

ALBÂNIA - O Partido Socialista Albanês (ex-comunista) acusou o presidente albanês em exercício, Sali Berisha, de ter perpetrado um «golpe de Estado» por ocasião das eleições legislativas do passado dia 26 de Maio, porque o «escrutínio foi estritamente controlado e manipulado pela polícia, governo e SHIK (a polícia secreta)».

Por outro lado, em confirmação aos protestos dos socialistas, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) declarou que foram constatadas numerosas irregularidades nas eleições albanesas.

SAHARA - O Conselho de Segurança da ONU adoptou por unanimidade uma resolução em que reafirma o «empenhamento da comunidade internacional na prossecução dos esforços tendentes à organização de um referendo livre, justo e imparcial do povo do Sahara Ocidental, em conformidade com o plano de paz aceite pelas duas partes em conflito, nomeadamente Marrocos e a Frente Polisário».

ITÁLIA - O novo governo italiano, chefiado por Romano Prodi, obteve o voto de confiança da Câmara dos Deputados, onde os partidos unidos na coligação «Oliveira», de que Prodi é líder, não têm a maioria absoluta.

Uma das primeiras tarefas do Governo de Prodi será a elaboração de um mini-orçamento suplementar para 1996; por outro lado, em resposta à proposta de Umberto Bossi, líder da Liga do Norte, para um referendo sobre a separação entre o Norte (que designa como «Padania») e o Sul, Prodi afirmou que uma das prioridades do seu executivo é a transformação do actual sistema de governo, fortemente centralizado, numa estrutura mais federal.

Entretanto, um autodenominado «governo da Padania», liderado pelo antigo ministro do Orçamento, Giancarlo Pagliarini, prestou juramento em Pontida, perante cerca de 50 mil pessoas.

VENEZUELA - O ex-presidente venezuelano, Carlos Andres Perez, foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão no seu domicílio pelo Supremo Tribunal de Caracas, após um longo julgamento sobre diversas acusações de corrupção. Perez, que tem 73 anos, foi eleito por duas vezes para a presidência da Venezuela e afirmou-se disposto a obedecer ao Tribunal, apesar de considerar a sentença "uma monstruosa decisão legal".

BÓSNIA - A Bósnia terá eleições federais em Setembro, de acordo com uma decisão tomada em Genebra numa cimeira presidida pelos EUA. Os norte-americanos pretendiam nesta cimeira obter a neutralização do líder sérvio da Bósnia, Radovan Karadzic, procurado pelo Tribunal Internacional de Haia por crimes de guerra, mas tal não foi conseguido. Os EUA, juntamente com a França, Grã-Bretanha, Alemanha e Rússia, insistiram junto dos presidentes da Croácia, Franjo Tudjmam, e da Bósnia, Alija Izetbegovic, para conseguirem o afastamento de Karadzic, uma medida concreta para a aplicação dos acordos de Dayton e para a realização de eleições em Setembro.

UCRÂNIA - A Ucrânia tornou-se, desde o dia 1 de Junho, um país sem armas nucleares, ao transferir para a Rússia a última das ogivas que permanecia no seu território. O anúncio foi feito pelo presidente ucraniano, Leonid Kuchma, que pediu aos outros Estados para também eles acabarem com os seus arsenais nucleares. Uma outra ex-república soviética, o Kazaquistão, também renunciou à posse de armas nucleares.
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