Sociedade:

SEMANA A SEMANA


Início

... INTERNACIONAL


ALBÂNIA - O Conselho Nacional do Partido Democrático, que detém o poder na Albânia, confirmou na capital, Tirana, a candidatura do presidente Sali Berisha a um segundo mandato, apesar da onda de contestação, com violência à mistura, que tem varrido o país, em protesto contra a política aplicada por Berisha.

O actual presidente é acusado de violar sistematicamente a Constituição e de ter instaurado um controlo pessoal do poder, incluindo a polícia e os "media".

Entretanto, o Parlamento albanês teve de reunir de emergência depois de, na noite de 28 de Fevereiro, terem eclodido motins armados na cidade de Vlore, causando preocupações aos países vizinhos, nomeadamente a Grécia e a Itália. Os parlamentares decretaram o estado de emergência por tempo indeterminado.


ISRAEL - O Movimento de Resistência "Hamas" prometeu um novo derramamento de sangue, nos territórios palestinianos, se se concretizar a decisão israelita de construir um novo colonato judaico na periferia ocidental de Jerusalém.

A construção de um bairro judeu na colina de Jebel Abu Ghneim (Har Homa, em hebraico) provocou reacções consonantes da Jordânia, da Síria e do Egipto, estando a questão agendada para uma reunião da Liga Árabe.


FRANÇA - A Assembleia Nacional francesa aprovou por 113 votos a favor e 61 contra a polémica lei da emigração elaborada pelo governo na pessoa do ministro do Interior Michel Debré. Os deputados dos partidos que sustentam o governo - RPR (neogaulistas) e UDF (liberais do centro) - votaram a favor do projecto tendo os deputados socialistas e comunistas votado contra. Em todo o caso, o artigo 1º do diploma legislativo, sobre os certificados de alojamento, foi completamente reelaborado, devido aos protestos surgidos na sociedade francesa.


ANGOLA - O Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, vai deslocar-se a Luanda, no próximo dia 21 de Março, na sequência da prorrogação pela Assembleia Geral do mandato da Missão de Verificação da ONU em Angola (Unavem III).

Enquanto a visita não se realiza, o processo de normalização e de paz em Angola continua a "marcar passo", uma vez que a Unita não tem respeitado as diversas etapas e datas previstas para a formação do Governo de Unidade Nacional.

Por outro lado, segundo notícias veiculadas pelo embaixador português em Luanda, nas últimas semanas não tem havido avanços no processo de incorporação de elementos da Unita nas Forças Armadas, na desmobilização e na extensão da administração estatal a todo o território.


RÚSSIA - O general Alexander Lebed declarou estar disposto a liderar uma coligação de cerca de 50 partidos e movimentos políticos russos a fim de "tomar o poder de modo civilizado".

Lebed declarou ainda que não quer utilizar "acções estúpidas, como um 'putsh' ou um golpe de Estado" para alcançar o poder, preferindo liderar, na marcha para o Kremlin, o Partido Popular Republicano Russo (PPRP) que resultará da coligação daqueles partidos.

As sondagens de opinião apontam Lebed como o político mais popular do país, com 46 por cento das preferências, mais 16 por cento do que Ziuganov, outro potencial candidato à cadeira presidencial russa.


VIOLÊNCIA - A América Latina é a região do mundo mais atingida pela violência, segundo peritos da Organização de Estados Americanos (OEA) reunidos no Brasil. A média de homicídios é de 20 por cada 100.000 habitantes, sabendo-se que metade da população do Rio de Janeiro já foi vítima de alguma forma de violência.

O país com maior índice de violência é a Colômbia (89,5 homicídios por cada 100.000 habitantes), seguido da Jamaica (70), do Brasil (19,7) e do México (17,8).

Início


PONTO DE VISTA

Clonagem

As descobertas da Ciência são um gesto da criação, a centelha que Deus pôs no coração do homem, tornada labareda. Por isso, a Ciência não está, não pode estar, em contradição com a Fé nem esta com aquela, porque a fonte original de ambas é a mesma. A mão de Deus prolonga-se na mão do homem, e o acto criador continua a realizar-se em todas as parcelas do tempo.

Terá razão de ser a vaga de pânico que a recente descoberta de dois cientistas britânicos provocou em todo o mundo, ao fazerem a clonagem de uma ovelha - já existia com árvores - «nascida de um ovo onde foi colocado um património genético extraído, na íntegra, de uma célula de um único animal adulto»? É que, conhecida esta descoberta, pôs-se de imediato, a hipótese de, um dia, ser feita uma experiência semelhante com seres humanos. Os governos estão preocupados, não só com a possibilidade de isso se vir a realizar como, sobretudo, por nunca terem legislado no sentido de tal não ser permitido.

O que está a passar-se é algo de parecido com a descoberta da energia nuclear, uma árvore do bem e do mal (do mal, a bomba atómica) e, às vezes, das duas coisas juntas (as centrais nucleares que, a par de vantagens, contêm sementes de apocalipse).

Dá que pensar, este desesperado recurso dos governos ao veto da lei e à sua fragilidade. Assim, é permitido tudo o que o código legislativo não proíba. Preocupante, sem dúvida!...

Mais do que preocupante, trágico. Está a reerguer-se, nos nossos dias, a Torre de Babel, pelo que a confusão geral é já evidente. Apelamos para a ética, mas onde estão as suas raízes?

Porque o funda da questão é outro: Deus não tem nada a ver com isto?
Pacheco de Andrade
Início


«Justiça e Paz» ao lado das «vítimas»

A Comissão Nacional «Justiça e Paz», a que preside António Bagão Felix, criticou, há dias, o sistema de justiça português que «continua a não dar uma resposta que ponha a vítima ao abrigo de duplas e triplas vitimizações que a morosidade do processo, a fragilidade da posição da vítima e a despersonalização a que é sujeita acarretam».

Assinalando o Dia Europeu da Vítima celebrado no dia 22, insistiu que a vítima de crime representa «a face da moeda que, no seu verso, melhor dá a noção de criminalidade real com que a nossa sociedade se defronta». E denunciou a «quase inexistente preocupação em criar políticas pragmáticas de prevenção do crime, única forma de diminuir o número de vítimas».

Explicou depois que se tem dado demasiada importância à pessoa delinquente não se olhando à condição da vítima e que a defesa da vítima é ainda agravada por ser ao Estado que compete a sua defesa, o que faz com que «a vítima real acabe, ou esquecida, ou como protagonista de segunda linha».

Acrescentou depois que será preciso «encontrar formas de reparação das vítimas de crime, o que não acontece com o tratamento desumano que muitas vezes é praticado nas cadeias, nem com o alargamento das penas. E que a defesa dos interesses das vítimas não se consegue «com reacções de carácter vingativo».

A Comissão está a analisar outros problemas como os da educação, fiscalidade, família e o Rendimento Mínimo Garantido.
Início


Primeira Página Página Seguinte