Sociedade:

SEMANA A SEMANA


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INTERNACIONAL



EUA / TIMOR - O presidente norte-americano, Bill Clinton, indicou, durante uma vista à Austrália, na passada semana, que está «preocupado» com a questão de Timor-Leste, embora também referisse não ter ainda tomado uma posição em relação a um possível referendo no território.

Ao mesmo tempo, Clinton afirmou que não tinha ainda recebido a carta que lhe foi endereçada por 15 senadores dos EUA, na qual apelam ao presidente norte-americano para abordar a questão de Timor com o presidenete inónésio, no decurso da cimeira da APEC - Conselho Económico da Ásia e do Pacífico, realizada nas Filipnas.


RÚSSIA - A televisão russa divulgou imagens de Boris Yeltsin a passear nos jardins do Hospital Central de Moscovo, depois da operação ao coração a que foi sujeito. O presidente declarou à televisão que se sente «pronto para as batalhas» que terá de enfrentar na governação do país.

Uma dessas batalhas pode ter a ver com o regresso do general Alexander Lebed ao Conselho de Segurança russo, de onde foi demitido por Yeltsin que, nas palavras de Lebed, terá sido «enganado por pessoas que se aproveitaram da sua doença.»


PALESTINA - Diversos países, coordenados pelo Banco Mundial, decidiram doar 845 milhões de dólares destinados a investimentos nos territórios que se encontram sob governo da Alta Autoridade Palestiniana. Este valor vai acima daquilo que Yasser Arafat admitia receber.

Ao mesmo tempo, as autoridades judaicas afirmaram que Israel vai prosseguir com a expansão dos colonatos na Cisjordânia: «Seguiremos a nossa vida na Judeia e na Samaria: não se pode refrear a marcha da vida» - declarou um responsável do gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.


ZAIRE / RUANDA - A Comissária da União Europeia, Emma Bonino, encarregada da coordenação do auxílio humanitário aos milhares de refugiados que vagueiam na fronteira entre o Zaire e o Ruanda, apontou um dedo acusador à comunidade internacional devido à indiferença que tem demonstrado na resolução desta grave questão. Neste momento, o número de refugiados deve atingir os 700 mil, embora se admita que o número de mortos seja bastante inferior ao que inicialmente se supunha. Bonino afirmou que a presença no local de uma força internacional, que será comandada por um general canadiano, é essencial para que as agências humanitárias possam intervir e salvar vidas naquele recanto do centro de África.


ANGOLA - A Comissão Política da Unita, através do seu Comité Permanente, fez saber que o Governo de Unidade e Reconciliação Nacional angolano, a constituir brevemente, deverá criar as condições necessárias para a realização de eleições legislativas em 1999. Recorde-se que a actual legislatura, resultante das eleições de 1992, viu o seu mandato prolongado, uma vez que o Governo angolano assumiu a impossibilidade prática de se realizarem eleições antes do fim de 1998.


ONU - O presidente da África do Sul, Nelson Mandela, criticou o veto dos Estados Unidos da América à recondução de Butros Ghali no cargo de secretário-geral da ONU, considerando que tal atitude é um mau exemplo para a democracia.

Os EUA vetaram a recondução de Ghali contra a opinião dos outros membros do Conselho de Segurança (França, Gã-Bretanha, Rússia e China) que apoiavam a continuidade do diplomata egípcio. Mandela argumentou que, depois deste precedente, que vai contra o consenso formado no Conselho de Segurança, «nenhum país respeitará as decisões maioritárias no seio das instituições internacionais».


CUBA - As autoridades cubanas autorizaram a entrada no país a cerca de 40 religiosos e religiosas, num gesto de boa vontade para com a Igreja Católica, poucos dias depois do encontro, no Vaticano, entre Fidel Castro e o Papa João Paulo II.

Este é o grupo mais numeroso a poder entrar em Cuba desde os anos 60 e engloba religiosos oriundos da Colômbia, México e Espanha. Entre eles encontra-se um sacerdote nascido em Cuba e que há vinte anos reclamava a possibilidade de exercer o seu múnus pastoral no país natal.
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PONTO DE VISTA

Segundo plano

Uma profissão tem algo de sagrado, na medida em que o seu exercício pressupõe um acto da criação, em que Deus subdelega no homem o seu poder sobre as coisas e sobre a Natureza. Por isso, tudo quanto fazemos é importante e ultrapassa aa futilidade das aparências. De algumas profissões costuma dizer-se que são um sacerdócio. Uma delas é a Medicina. O João Semana das «Pupilas do Senhor Reitor» é a exemplificação do médico que se comporta, na sua actuação, como se fosse membro da família do doente que vai visitar. Encara a actividade como um sacerdócio, o que leva a que as pessoas, para ele, estejam sempre em primeiro lugar.

Não foi isso o que aconteceu, há dias, em Barcelos. A RTP noticiou que uma criança tinha sido levada, pelos pais, ao hospital para ser operada. As dores que sentia anunciavam uma apendicite. Ali chegada, a intervenção cirúrgica não pôde realizar-se porque, ao que parece, aquele estabelecimento hospitalar não paga horas extraordinárias e, por isso, o cirurgião recusou operá-lo. Entretanto, aquela criança estava em perigo de vida, pelo que os pais tiveram de recorrer a uma clínica privada, onde pagaram 300 contos pela operação.

Qualquer comentário que se faça sobre este caso será, naturalmente, duro. O dinheiro valei mais do que a vida. E é inaceitável que um médico deixe de acudir a um doente em grave risco - e neste caso tratava-se de uma criança - só porque se encontra em litígio com a administração do seu hospital, por uma questão de dinheiro. Tudo, lamentável e triste. Porque nos diz que é o escudo que está em alta. Com a vida em segundo plano.
Pacheco de Andrade
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Madre Teresa hospitalizada

Madre Teresa de Calcutá, actualmente com 86 anos, foi de novo internada na passada sexta-feira, num hospital de Calcutá, com problemas respiratórios. Trata-se da terceira vez, no corrente ano, que Madre Teresa é internada. Segundo notícias veiculadas pela agência noticiosa indiana UNI, uma religiosa das Missionárias da Caridade, ordem fundada por Madre Teresa, declarou que esta teve problemas cardíacos e dores peitorais.

Entretanto, os médicos que assistiram Madre Teresa revelaram que o seu estado é estacionário e que reagiu bem à medicação que lhe foi ministrada para fazer face a problemas cardíacos.

Recorde-se que Madre Teresa, Prémio Nobel da Paz, já teve dois ataques cardíacos e vive com um regulador do ritmo cardíaco («pace-maker»).
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