| Sociedade: | |||
Portugal é o quarto país
mais inseguro da União Europeia,
visto que 34 por cento dos portugueses receiam ser alvo de agressões
quando passeiam, sobretudo à noite. A informação
consta de um inquérito, cujos resultados foram divulgados
no "seminário sobre deliquência urbana ligada
ao consumo de drogas", que decorreu em Bruxelas.
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Ao mesmo tempo, Clinton afirmou que
não tinha ainda recebido a carta que lhe foi endereçada
por 15 senadores dos EUA, na qual apelam ao presidente norte-americano
para abordar a questão de Timor com o presidenete inónésio,
no decurso da cimeira da APEC - Conselho Económico da Ásia
e do Pacífico, realizada nas Filipnas.
RÚSSIA -
A televisão russa divulgou imagens de Boris Yeltsin a passear
nos jardins do Hospital Central de Moscovo, depois da operação
ao coração a que foi sujeito. O presidente declarou
à televisão que se sente «pronto para as batalhas»
que terá de enfrentar na governação do país.
Uma dessas batalhas pode ter a ver com
o regresso do general Alexander Lebed ao Conselho de Segurança
russo, de onde foi demitido por Yeltsin que, nas palavras de Lebed,
terá sido «enganado por pessoas que se aproveitaram
da sua doença.»
PALESTINA -
Diversos países, coordenados pelo Banco Mundial, decidiram
doar 845 milhões de dólares destinados a investimentos
nos territórios que se encontram sob governo da Alta Autoridade
Palestiniana. Este valor vai acima daquilo que Yasser Arafat admitia
receber.
Ao mesmo tempo, as autoridades judaicas
afirmaram que Israel vai prosseguir com a expansão dos
colonatos na Cisjordânia: «Seguiremos a nossa vida
na Judeia e na Samaria: não se pode refrear a marcha da
vida» - declarou um responsável do gabinete do primeiro-ministro,
Benjamin Netanyahu.
ZAIRE / RUANDA -
A Comissária da União Europeia, Emma Bonino, encarregada
da coordenação do auxílio humanitário
aos milhares de refugiados que vagueiam na fronteira entre o Zaire
e o Ruanda, apontou um dedo acusador à comunidade internacional
devido à indiferença que tem demonstrado na resolução
desta grave questão. Neste momento, o número de
refugiados deve atingir os 700 mil, embora se admita que o número
de mortos seja bastante inferior ao que inicialmente se supunha.
Bonino afirmou que a presença no local de uma força
internacional, que será comandada por um general canadiano,
é essencial para que as agências humanitárias
possam intervir e salvar vidas naquele recanto do centro de África.
ANGOLA -
A Comissão Política da Unita, através do
seu Comité Permanente, fez saber que o Governo de Unidade
e Reconciliação Nacional angolano, a constituir
brevemente, deverá criar as condições necessárias
para a realização de eleições legislativas
em 1999. Recorde-se que a actual legislatura, resultante das eleições
de 1992, viu o seu mandato prolongado, uma vez que o Governo angolano
assumiu a impossibilidade prática de se realizarem eleições
antes do fim de 1998.
ONU -
O presidente da África do Sul, Nelson Mandela, criticou
o veto dos Estados Unidos da América à recondução
de Butros Ghali no cargo de secretário-geral da ONU, considerando
que tal atitude é um mau exemplo para a democracia.
Os EUA vetaram a recondução
de Ghali contra a opinião dos outros membros do Conselho
de Segurança (França, Gã-Bretanha, Rússia
e China) que apoiavam a continuidade do diplomata egípcio.
Mandela argumentou que, depois deste precedente, que vai contra
o consenso formado no Conselho de Segurança, «nenhum
país respeitará as decisões maioritárias
no seio das instituições internacionais».
CUBA -
As autoridades cubanas autorizaram a entrada no país a
cerca de 40 religiosos e religiosas, num gesto de boa vontade
para com a Igreja Católica, poucos dias depois do encontro,
no Vaticano, entre Fidel Castro e o Papa João Paulo II.
Este é o grupo mais numeroso
a poder entrar em Cuba desde os anos 60 e engloba religiosos oriundos
da Colômbia, México e Espanha. Entre eles encontra-se
um sacerdote nascido em Cuba e que há vinte anos reclamava
a possibilidade de exercer o seu múnus pastoral no país
natal.
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Não foi isso o que aconteceu, há dias, em Barcelos. A RTP noticiou que uma criança tinha sido levada, pelos pais, ao hospital para ser operada. As dores que sentia anunciavam uma apendicite. Ali chegada, a intervenção cirúrgica não pôde realizar-se porque, ao que parece, aquele estabelecimento hospitalar não paga horas extraordinárias e, por isso, o cirurgião recusou operá-lo. Entretanto, aquela criança estava em perigo de vida, pelo que os pais tiveram de recorrer a uma clínica privada, onde pagaram 300 contos pela operação.
Qualquer comentário que se faça sobre este caso será, naturalmente, duro. O dinheiro valei mais do que a vida. E é inaceitável que um médico deixe de acudir a um doente em grave risco - e neste caso tratava-se de uma criança - só porque se encontra em litígio com a administração do seu hospital, por uma questão de dinheiro. Tudo, lamentável e triste. Porque nos diz que é o escudo que está em alta. Com a vida em segundo plano.
| Pacheco de Andrade |
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Entretanto, os médicos que assistiram Madre Teresa revelaram que o seu estado é estacionário e que reagiu bem à medicação que lhe foi ministrada para fazer face a problemas cardíacos.
Recorde-se que Madre Teresa, Prémio Nobel da Paz, já teve dois ataques cardíacos e vive com um regulador do ritmo cardíaco («pace-maker»).
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