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SEMANA A SEMANA


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...INTERNACIONAL


As eleições presidenciais realizadas na Arménia, no passado dia 22 de Setembro, conduziram à reeleição de Levon Ter-Petrossian que obteve 51,75 por cento dos votos. Recorde-se que esta eleição foi duramente disputada e acompanhada por manifestações hostis ao governo na capital daquela antiga república soviética. O líder da oposição, Vazguen Manukian, obteve neste acto eleitoral 41,39 por cento dos votos.

O presidente da República Francesa, Jacques Chirac, falando na Igreja de Santa Ana, em Jerusalém, no decurso da visita que fez à região, reiterou a posição francesa de que Jerusalém deve ser uma cidade aberta tanto aos cristãos da Palestina e do muindo inteiro, como também a todas as religiões.

Entretanto, a Síria está pronta pora a guerra com Israel, segundo afirmou a televisão israelita, se o governo de Netanyhau se recusar a devolver o montes Golan.

Forças ruandesas e zairenses têm-se defrontado na planície de Uvira, no leste do Zaire, fazendo com que milhares de refugiados do Ruanda e do Burundi se tenham dirigido, em busca de lugar mais seguro, para a região de Bukavu, mais a norte. Segundo fontes internacionais, mais de 200 mil refugiados abandonaram os campos na planície de Uvira na tentativa de escapar à violência que ali reina.

O ministro ruandês dos Negócios Estrangeiros, por seu turno, acusou as tropas zairenses de serem cúmplices de genocídios cometidos por extremistas hutus.

Monsenhor Jean-Louis Tauran, alto responsável pela diplomacia da Santa Sé, chegou a Cuba, convidado pelas autoridades locais, a fim de realizar uma visita que dará outro impulso ao processo de normalização das relações diplomáticas entre Cuba e o Vaticano. Esta visita reveste-se de grande significado, sendo a primeira de carácter diplomático nos tempos mais recentes, já que, em 1974, o Cardeal Casarolli tinha efetuado uma visita àquele país, mas a convite da Conferência Episcopal cubana.

- O Parlamento polaco, ignorando a oposição dos católicos, anulou a legislação existente no país que proibia o aborto e legalizou esta prática, permitindo a interrupção voluntária da gavidez até às 12 semans de vida do feto.

A nova lei polaca provocou "profunda mágoa" na Papa que afirmou em público: "Um povo que mata as suas próprias crianças é um povo sem futuro!"

Os bispos espanhóis têm tecido duras críticas ao vice-presidente do Governo, Francisco Alavrez Cascos, um homem de 49 anos, influente no Partido Popular (no poder), por causa do seu casamento civil com uma jovem de 22 anos, Gemma Ruiz. Alvarez Cascos é pai de três filhos e divorciado, e, por isso, apenas pôde casar-se pelo civil, o que motivou o arcebsipo de Toledo a acusá-lo de viver em "adultério permanente e público." O escândalo, que já assumira garndes dimensões devido à diferença de idade de Francisco e Gemma, dilatou-se com as posições públicas dos bispos de Mondonedo, Madrid, Sevilha e Oviedo, por exemplo, todos na linha de que tal casamento "não é conforme à vida cristã" e "contradiz os compromissos eleitorais de apoio à família" assumidos pelos políticos do PP.

O chanceler alemão, Helmut Khol, efectuou uma visita oficial à Indonésia onde procurou alargar as possibilidades de negócio dos industriais alemães, na perspectiva de fazer frente à aguerrida concorrência do Japão, Formosa e Coreia do Sul.

Khol, que foi alertado pelo Primeiro-Ministro português para a situação que se vive em Timor, à chegada a Djakarta manifestou vontade de se encontrar com D. Ximenes Belo, recente Prémio Nobel da Paz.

As Nações Unidas, através do seu Programa Alimentar Mundial (PAM), revelou que foram encontradas na Serra Leoa (país da costa ocidental africana, situado entre a República da Guiné e a Libéria) centenas de pessoas que pareciam "esqueletos vivos", depois de terem servido mais de cinco anos como escravas da Frente Patriótica Revolucionária Unida, liderada por Foday Sankoh.

Segundo responsáveis do PAM, milhares de outras pessoas poderão ter sido utilizadas pelos rebeldes, num país cujo subsolo é rico em minerais, mas onde a insegurança e a guerra civil têm provocado um caos total e permanente.
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PONTO DE VISTA

A honra da escrita

Diz-se, há muito, que a comunicação social é um poder. Ninguém duvida que o é. Olhando para os jornais, para a televisão e para a rádio, vemos que por aqueles filtros passam os acontecimentos que mexem o mundo. No tumulto das notícias que se amontoam numa Redacção seleccionam-se as mais significativas, o que pressupõe uma escolha inevitavelmente subjectiva. É, no entanto, de registar a coincidência verificada nos noticiários dos vários jornais, o que denota uma maturidade que aproxima, por isso, os critérios de avaliação.

Os jornalistas têm o seu código de honra, que é tanto mais de cumprir quanto é certo que o resultado do seu trabalho desagua sempre na praça pública. Isto é, no espaço aonde chega a notícia. Existe um código deontológico. Mas este de pouco vale se, a autenticá-lo, não estiver a consciência do jornalista e o respeito que deve ter por ele e pelos outros.

Vem isto a propósito da quebra de deontologia há dias praticada por um jornal desportivo, ao dar a ressonância de notícia a uma conversa que fora acordado ser de carácter privado. O que foi grave, não só pelo facto em si como pelo perigo de as pessoas poderem concluir que sempre que falem com um profissional da Informação se arriscam a ver publicado o que dizem. Ninguém esqueça, porém, que a andorinha não faz a Primavera.

Os jornalistas franceses souberam, anos antes de o presidente Pompidou morrer, que ele tinha cancro. Não deram notícia. aquele que o fizesse sabia que esgotaria a edição do seu jornal. Mas ninguém o fez. E se fosse em Portugal?
Pacheco de Andrade
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