| Sociedade: | |
| Início |
O pretexto para os confrontos foi a decisão de Israel em abrir um túnel arqueológico que passa sob o monte do Templo, onde se situam as duas grandes mesquitas de Jerusalém - a mesquita El-Aksa e a Dom do Rochedo, lugares sagrados para os seguidores do Islão.
O túnel datado de há mais de dois mil anos foi reaberto às visitas turísticas, o que foi entendido como uma ofensa àqueles lugares santos do Islão.
A ameaça de guerra generalizada que chegou
a pairar no ar foi, segundo tudo o indica, travada pela decisão
de Yasser Arafat de pôr termo aos confrontos utilizando
a polícia palestiniana e pela decisão de se encontrar
com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, sob patrocínio
dos EUA a fim de encontrar uma saída para mais esta crise.
ARMÉNIA - Dias
depois das eleições presidenciais na Arménia
que permitiram a reeleição de Levon Ter-Petrosian
(com 51,75 por cento dos votos), cerca de dez mil adeptos do candidato
derrotado, Vazguen Manukian, invadiram as instalações
do Parlamento e espancaram o presidente da assembleia e o seu
adjunto que tiveram de ser hospitalizados.
Em resposta unidades de elite do exército
ocuparam posições na capital, Erevan, guardando,
nomeadamente, o palácio presidencial e o edifício
da televisão, para tentarem evitar qualquer tentativa de
golpe.
AFEGANISTÃO - Os
rebeldes afegãos, denominados "taliban" - estudantes
de Teologia islâmica e fundamentalistas dessa religião
- tomaram pela força a capital do país, Cabul, e
instalaram o regime islâmico, revogando todas as leis e
costumes que entendem estar em oposição à
leis do Corão. O presidente afegão - Najibullah
- foi enforcado na praça pública e o novo regime
suspendeu o mandato de todos os representantes do Afeganistão
no estrangeiro.
BÓSNIA - Os resultados
das eleições do dia 14 de Setembro na Bósnia,
apesar das controvérsias que se geraram à sua volta,
foram confirmados pela OSCE (Organização para a
Segurança e a Cooperação na Europa), responsável
pela sua realização e organização.
Em consequência, a presidência colegial
da Bósnia para a qual foram eleitos o muçulmano
Alija Izetbegovic, o croata Kresimir Zubak e o sérvio Momcilo
Krajisnik já realizou a primeira reunião, tal como
havia sido previsto nos acordos de Dayton.
ARGÉLIA - Um atentado
com um carro armadilhado ocorrido no passado dia 27, num mercado
de Boufarik, a 20 quilómetros de Argel, provocou cerca
de 27 mortos, apesar de as informações oficiais
falarem apenas de sete. O número mais elevado de mortos
foi referido por elementos de grupos de autodefesa e ficou a dever-se
ao facto de, no momento, se encontrarem no mercado, além
dos clientes habituais, os convidados de um casamento. Este será,
assim, um dos mais sangrentos atentados ocorridos na Argélia.
BIRMÂNIA - A Junta
Militar que detém o poder na Birmânia decretou um
bloqueio de três dias à residência de Aung
San Suu Kyi, a líder oposicionista da Liga Nacional para
Democracia (LND) e deteve cerca de 300 militantes e simpatizantes
deste movimento. Os militares birmaneses contestam a reunião
promovida por aquela Nobel da Paz para comemorar o oitavo aniversário
da LND. O bloqueio impediu que cerca de 120 delegados se deslocassem
a casa de Aung Suu Kyi e cerca de 100 pessoas foram detidas pela
polícia quando para lá se dirigiam.
| Início |
Numa civilização de prazer como a nossa, que anacronizou valores que são intemporais, é difícil, praticamente impossível, se se adoptarem critérios em moda, estabelecer barreiras á livre escolha. A determinação e a vontade de cada um deixam de ter limites. Dir-se-á é que é quase impensável saber aonde poderá levar esta cavalgada sem fronteiras, que vê tudo na horizontal e que não suporta que se lhe anteponham os valores da vida. Há uma lógica desgraçada em toda esta confluência de desastre que, assumindo um hedonismo que ultrapassa tudo, estabelece uma anarquia de critérios em relação àquilo que no essencial valoriza e autentica o ser humano.
Pela primeira vez, um país, a Austrália, legaliza o suicídio, ao admitir a prática da eutanásia. E, também pela primeira vez, usufruindo a lei, um doente decide pôr termo à vida. Perante este facto, por enquanto insólito, os políticos daquele país reagiram negativamente, ao condenarem a morte por contra própria. Que consequências, que abusos, que interpretações, que aproveitamentos e, sobretudo, que desvalorização da vida decorrerão de uma liberdade pessoal que a ela mesma se suicida?
A vida é um dom, não é uma posse. Todos a administram, ninguém é senhor absoluto dela. Porque, se nos convencermos de que não é assim, então ficam abertas todas as portas para a aventura e para o apocalipse.
| Pacheco de Andrade |
| Início |
| Primeira Página | Página Seguinte |