| Sociedade: | ||
| Início |
Os protestantes organizaram uma grande marcha para celebar a vitória, há 300 anos, de Guilherme de Orange sobre as tropas católicas da Irlanda. A marcha da «Ordem de Orange» atravessou um bairro católico de Portdawn, próximo de Belfast, e este acto desencadeou uma onda de violentos protestos por parte dos católicos, levando centenas de pessoas a entrar em confronto com a polícia e as forças do exército britânico ali estacionadas.
Uma chuva de pedras lançada sobre
os manifestantes e um atentado com uma bomba num hotel de Enniskillen,
no sudoeste da Irlanda, que provocou mais de 40 feridos (a polícia
havia evacuado o hotel que alojava centenas de clientes e onde
decorrria uma festa de casamento) fez exacerbar os ânimos
e provocou o reforço do dispositivo militar britânico,
tendo chegado às proximidades de Belfast mais um milhar
de soldados.
BÓSNIA -
O Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Jugoslávia,
sediado em Haia (Holanda), emitiu um mandado de captura contra
os líderes político e militar sérvios da
Bósnia, Radovan Karadzic e Ratko Mladic. Os mandados autorizam
a detenção dos dois dirigentes que são acusados
de crimes contra a Humanidade e genocídio. Tais mandados
são enviados a todas as polícias membros da Interpol
e serão executados se aqueles líderes, que se recusam
a entregar-se, atravessarem quaisquer fronteiras internacionais.
TCHECHÉNIA -
Os Estados Unidos da América opõem-se a qualquer
tentativa de reacender a guerra na Tchechénia, considerando
que uma solução militar para o conflito «provocará
um desastre». A posição norte-americana tem
a ver com a reafirmação da opção militar
das autoridades de Moscovo, o que parece evidenciar-se com a verificação
de novos combates depois de uma trégua que coincidiu com
as eleições presidenciais na Rússia.
O general Lebed, que Ieltsin nomeou
Secretário do Conselho de Segurança russo, defendeu
a continuidade das operações militares e advertiu
que a independência daquela república caucasiana
pode provocar «uma grande guerra no Caucaso».
ZIMBABWE -
O presidente zimbabweano, Robert Mugabe, deverá matrimoniar-se
catolicamente no próximo mês com a sua secretária,
Grace Marufu, com a qual já se casara segundo o rito tradicional
africano. A cerimónia do casamento católico ocorre
depois de Mugabe ter vivido durante anos com duas esposas, a actual
e Sally, falecida em 1991. Os preparativos para o casamento católico
foram confirmados pelo arcebispo de Harare, Patrick Chakaipa,
notícia que sugere que o presidente zimbabweano sanou as
divergências com a Igreja Católica que criticava
a situação matrimonial de Mugabe.
PALESTINA -
O novo governo israelita, chefiado por Benjamin Netanyahu, está
a permitir a execução, nos próximos quatro
anos, de um novo plano de instalação de colonos
judeus em territórios onde vivem quase dois milhões
de palestinianos. O projecto é apoiado pelo novo Ministro
da Habitação, Meir Porush, elemento de uma aliança
política de partidos ultra-ortodoxos, que pretende relançar
a construção naqueles territórios. Esta decisão
pode bastar à concretização dos planos de
paz para a região que, na perspectiva de Shimon Peres e
do falecido Yitzhak Rabin, previa que não seriam erguidos
novos colonatos judaicos.
UNIÃO EUROPEIA -
O desemprego na União Europeia afectava, no passado mês
de Maio, 18,1 milhões de pessoas, representando 10,8 por
cento da população activa. São números
divulgados pelo Eurostat, organismo responsável pelas estatísticas
comunitárias, que revelou que nos EUA aquela taxa era de
5,6 e no Japão de 3,1.
A Espanha com 22,1 por cento continua a deter a taxa de desemprego mais elevada dos "Quinze", enquanto o Luxemburgo, com 3,1 por cento, e a Áustria, com 4,1 por cento se mantêm com os níveis mais baixos de desempregados.
Em Portugal, e relativamente a Maio de 1995, a referida taxa subiu de 7 para 7,6 por cento, tendo maior incidência nos portugueses de ambos os sexos com menos de 26 anos, franja onde o desemprego chega a atingir os 17 por cento, 4,1 por cento mais baixa do que a média comunitária. Neste escalão, a Espanha regista 41,5 por cento, a França 27,1 e a Suécia 23 por cento.
| Início |
É lamentável que tais erros resultem da inépcia, e não propriamente da distracção, de quem elabora os pontos escritos. O que leva a concluir que, perante a escabrosa percentagem de alunos reprovados, houve quem ficasse moralmente chumbado antes deles, com escândalo de quantos se habituaram, durante largos anos, a não ter problemas com a competência de quem ensinava. Hoje, infelizmente, não é assim.
Tudo isto leva a considerações inquietantes. Assim, é uma solução por baixo aquela que, artificialmente, aumenta de dois valores a classificação dada em pontos de exame de várias disciplinas, aos alunos do 12.º ano que não seguem para a Universidade. O desastre dos resultados apurados nas provas finais foi tal, que levou o Ministério da tutela a conceder um bónos para evitar um cemitério de reprovações. Sejamos claros: tapou-se com uma peneira uma vergonha escolar, de evidência tão estridente como o Sol. E é caso para inquirir se este desastre nacional que, todos os anos, se repete, mas que atingiu agora maior dimensão, deve ser atribuído aos alunos, aos professores, aos programas ou a um sistema que possibilita que, até ao 9.º ano, um aluno transite para o ano seguinte com, pelo menos, duas cadeiras reprovadas. Por outro lado, não é verdade que há professores que fizeram o seu curso através de passagens administrativas, o que os deixou impreparados?
A reforma educativa que se fez, há anos, deu estes resultados. E os frutos estão à vista.
| Pacheco de Andrade |
| Início |
| Primeira Página | Página Seguinte |