No domingo, dia 16, houve Missa Cantada na igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, que tem como reitor o P. Agostinho Borges, seguida de convívio com música popular e uma boa festa à maneira portuguesa.
No dia 7, às 18 horas, ali decorrera um concerto de Música Sacra do Séc. XIX com obras inéditas de Francisco Santos Pinto (1815-1860), retiradas de manuscrito existente no arquivo do Instituto Português de Santo António em Roma e que agora foram transcritas para este concerto. Tratou-se de um Kyrie, Gloria e Credo de uma Missa para 4 vozes, e de um Te Deum para 3 vozes e pequena orquestra. Participaram o Ançãble Vocal de Santo António dos Portugueses com Lurdes Martins, Ewa Lusnia, Roberto Colavalle e Pedro Miranda, José Carlos de Miranda e Isaías Hipólito, e o organista Massimo Scapin.
Santos Pinto nascera em Lisboa, tendo aprendido a arte musical com o cantor da capela Real da Bemposta, Teotónio Rodrigues.
Passou a cantar na igreja e aprendeu depois violino, tendo ingressado na banda aos 15 anos. Em 1830 foi admitido na irmandade de Santa Cecília e dispensado de exame «por ser músico das reais cavalariças», que haveria de fundir-se com a Orquestra da Real Câmara. Recebeu lições de Eleutério Leal e de Manuel Botelho e foi contratado como primeiro corneta de chaves da Banda da Guarda Real da Polícia. Como compositor, serviu absolutistas e liberais, e entrou depois para a banda do Teatro S. Carlos nas modalidades de trompa e de clarim.
Além de muita música religiosa,
foi compositor do bailado de Vestris «Adoração
do Sol» e de outros para os teatros de S. Carlos e de D.
Maria, que foram depois apresentados também no estrangeiro.
São conhecidas duas grandes Missas a 4 vozes e orquestra,
um Te Deum dedicado a D. Fernando e uns ofícios
para a Semana Santa com Miserere e Lamentações.
Foi professor no Conservatório e mestre director em S.
Carlos. Faleceu em 1860 com 45 anos de idade.
Orfeonistas de Coimbra
As escadas da Trinitá dei Monti, na Piazza di Spagna, Roma, foram, nos dias 8, às 20,30 horas, e nos dias 11 e 16, palco de concertos/serenata pelo Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, encerrando em festa as comemorações do VIII Centenário do Nascimento de Santo António de que fez parte ainda a Exposição Encontro de Culturas, numa iniciativa que teve o apoio da Embaixada de Portugal junto da Santa Sé e da Comissão Nacional da Exposição Encontro de Culturas.
No dia 15, sábado, realizou-se um encontro que congregou os padres, religiosos(as) portugueses que estão em Roma. Depois da Eucaristia concelebrada, houve caldo verde, fados e canções populares.
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