Eclesial:


Comunhão Anglicana

No Seminário de Cristo-Rei, V. N. de Gaia, decorreu, há pouco, um encontro entre bispos anglicanos e velho-católicos da Europa para debaterem assuntos de natureza ecuménica e Pastoral relacionados com as duas comunhões. Foram analisadas as implicações dos acordos feitos entre as Igrejas da Inglaterra e a Reformada Alemã e entre as Igrejas Anglicanas de Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales e as Igrejas Luteranas do Norte da Europa. Foi analisada tanmbém a declaração que consagra a relação entre as Igrejas Reformadas e Anglicanas. Além de D. Fernando Soares, bispo da Igreja Lusitana, participaram ainda três bispos de Igrejas de Inglaterra, um das capelanias americanas na Europa e um da Igreja espanhola, para além de quatro vetero- católicos: de Utreque (Holanda), Suíça, Alemanha e Polónia.

As Igrejas da Comunhão Anglicana e as Velho-Católicas têm um acordo de plena comunhão aceitando os seus ministérios e sacramentos. Desde há alguns anos que este tipo de encontros se realizam em diversos países, embora seja a primeira vez que se têm lugar em Portugal.
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NA COMUNHÃO DAS IGREJAS


BRAGANÇA

Ainda a propósito dos 450 anos da criação da Diocese, realiza-se de 7 a 10 de Outubro próximo, na cidade de Bragança, um congresso histórico. A iniciativa partiu da comissão executiva das celebrações jubilares, com a colaboração de diversas entidades governamentais, concretamente do Ministério da Cultura.

Ao longo de quatro dias diversos especialistas abordarão temáticas como: Bragança e a sua história, as relações Igreja-Estado - de 1545 até ao liberalismo e do liberalismo aos nossos dias, as pessoas e as instituições e ainda a religiosidade popular e a pastoral.

A Diocese de Bragança-Miranda foi criada pelo Papa Paulo III, a pedido de D. João III e foi primeiramente fundada em Miranda do Douro. Mais tarde, a cidade de Bragança seria escolhida para sede da Diocese.


VISEU

Com 80 anos de idade, faleceu, no dia sete, Monsenhor Celso Tavares da Silva, director do Jornal da Beira

Monsenhor Celso Tavares da Silva nasceu em Cedrim, Sever do Vouga, a 29 de Fevereiro de 1916. Ordenado padre a 30 de Abril de 1939, exerceu as funções de prefeito no Seminário de S. José, em Fornos de Algodres, pároco de Santiago de Besteiros e arcipreste de Oliveira de Frades, tendo fundado o Externato Lafonense. Mais tarde, 1968 foi chamado para o Seminário Maior de Viseu para exercer as funções de Vice-Reitor e de Reitor a partir de 1977. Em 1973 foi nomeado Cónego e em 1982 designado, pela Santa Sé, Monsenhor. Desde esta data e até ao dia da sua morte, desempenhou as funções de Director do semanário diocesano Jornal da Beira.

O seminário Maior de Viseu acaba de ser filiado na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.

A apresentação oficial da Filiação do Seminário de Viseu, que envolve também o Seminário de Lamego, teve lugar, no passado dia sete, em sessão solene que contou com a presença dos responsáveis pelas instituições envolvidas no processo. Na sessão solene, D. Américo, Bispo de Lamego, depois de afirmar a sua concordância com o processo seguido, falou das carências de que sofre a zona da sua Diocese e dos remédios que considera urgentes para a sua solução. Face à desertificação humana com paróquias apenas com trinta ou quarenta habitantes, gente na sua maior parte muito idosa sem esperança de uma próxima repovoação é preciso actuar procurando prender os filhos da Diocese à própria terra, com a criação de cursos superiores que se adequem à própria realidade da região no único objectivo de servir os nossos jovens, convidando-os a fixar-se na sua própria terra.

Por seu lado D. António Monteiro, Bispo de Viseu, recordou a história do processo da filiação e a sua importância para toda a região, em termos eclesiais.


AVEIRO

A vivência de uma Igreja-Comunhão deve dominar a celebração do Dia da Igreja Diocesana, escreve D. António Marcelino.

A descoberta de uma Igreja-Comunhão é uma necessidade de todos que precisam de se encontrar com os outros, de ouvir e contar a sua caminhada ao longo do ano, de partilhar alegrias e preocupações, de sentir o pulsar da Igreja na sua comunhão paroquial, no seu movimento apostólico, no seu grupo, na sua família. De ouvir e de dizer como foi o Ano Pastoral que está a terminar, que iniciativas se levaram a cabo, que desafios se sentiram, que ajudas se experimentaram. E em tudo isto, escreve D. António, pulsa a Comunhão, cresce a partilha, aumenta a corresponsabilidade. Todos ficamos mais próximos, mais amigos.


LEIRIA/FÁTIMA

Numa fase já adiantada da caminhada sinodal, os jovens continuam a ser os grandes dinamizadores. Segundo o Coordenador Geral do Sínodo, padre Jorge Guarda, os jovens têm sido dos mais entusiastas na nossa caminhada em comum, com um papel preponderante em todas as realizações. Este envolvimento dos jovens, com todos os dinamismos e exigências deverá merecer uma atenção especial da Igreja na sua pastoral, lembra o padre Jorge Guarda.

Depois das etapas iniciais, o trabalho actual incide mais, não tanto nas realizações visíveis, mas no fomento de um espírito de abertura, criatividade, renovação, que deve entrar no ritmo normal e na vida das comunidades, movimentos e serviços eclesiais. Daí o lançamento, em devido tempo, de guiões de reflexão para as comunidades, movimentos e serviços diocesanos, registando-se, neste momento, a chegada de centenas de conclusões de trabalhos ao Secretariado do Sínodo. Segue-se, agora, a eleição das pessoas -padres, religiosos e leigos - que participarão na Assembleia sinodal a realizar em Novembro próximo.


ÉVORA

Terminaram, no passado dia nove, as comemorações dos 350 anos da coroação de Nossa Senhora com Padroeira de Portugal. A Peregrinação mariana, a que presidiu o Cardeal Patriarca, foi um dos pontos altos das comemorações com a participação de milhares de fiéis vindos de todas as dioceses do país.

A anteceder a Peregrinação teve lugar, no dia anterior, um velada de oração, que incluiu eucaristia, exposição do santíssimo e procissão, com a orientação do Reitor do Santuário de Fátima, Monsenhor Luciano Guerra.

A Peregrinação terminou, no dia nove, com a celebração da Eucaristia. Na altura da homilia, D. António Ribeiro recordou Maria como exemplo ímpar de entrega incondicional a Deus, de humildade, de amor heróico e de elevação moral e, por isso mesmo, modelo da nossa vida cristã.


BEJA

A Diocese vai ter os primeiros Diáconos Permanentes. A cerimónia de ordenação será no próximo dia 29, na Sé Catedral, como anuncia, em Nota Pastoral D. Manuel Falcão.

Três anos depois do anúncio da necessidade de formação de diáconos a Diocese prepara-se para participar na festa de ordenação.

A ordenação de diáconos permanentes é duplamente enriquecedora para a Diocese. Primeiro pelo que representa de consagração de alguns dos seus membros da comunidade diocesana ao seu pleno serviço (...) mas esse enriquecimento também se fará sentir na clarificação e valorização prática da vocação e missão específicas dos presbíteros e bispos que, libertos pela ajuda dos diáconos, se poderão entregar com maior disponibilidade ao mais importante do ministério para o crescimento e santificação das comunidades que lhes estão confiadas, escreve D. Manuel Falcão.


FUNCHAL

A igreja não pode ficar virada para si mesma, mas tem necessidade de mostrar que as coisas sagradas e divinas não podem ficar encerradas nos templos, lembrou D. Teodoro de Faria na Festa do Corpo de Deus.

Perante milhares de pessoas na Praça do Município, no Funchal, o Bispo da Diocese disse ainda que como os nossos emigrantes quando bebem o vinho da sua terra ou comem o pão que os seus familiares amassaram em sua casa, têm a sensação que comem e bebem um pedaço da sua pátria, assim quem come o Corpo de Cristo e bebe do Seu sangue saboreia o alimento que veio do céu, a casa que Deus construiu para nós. Em dia de Festa da Eucaristia, D. Teodoro elogiou o papel dos Ministros Extraordinários da Comunhão, afirmando que não é uma honra que o Bispo concede a um cristão, mas um serviço que pede a um membro activo, em favor dos demais.

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Para salvar as crianças angolanas


A União das Misericórdias Portuguesas elaborou um projecto para apoiar os «meninos de rua» de Angola, estando à espera apenas da autorização do Governo para se implantar.

O projecto desenrolar-se-á em três fases: a primeira, no Centro de Luanda, visa o desenvolvimento de actividades de carácter mais urgente nas áreas na educação, saúde e alfabetização; a segunda fase será desenvolvida no antigo Centro de Cacuaco, que servirá de alojamento e também para acções de apoio psicológico, sanitário e formação profissional; a terceira, e última fase de projecto, visa a avaliação da situação de outras localidades do País e a elaboração de planos de auxílio.

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