Rio Meão (S.ª M.ª da Feira)

Uma igreja nova em 1999

D. Manuel Pelino, bispo auxiliar, presidiu na tarde de Domingo à bênção da primeira pedra da igreja de Rio Meão, Santa Maria da Feira, comunidade a que preside o P. Joaquim de Sousa Lamas.

A tarde de Domingo foi bem chuvosa, pelo que não pôde ser campal a Eucaristia da Bênção da primeira pedra. Mas nem por isso o povo arredou pé, num sinal de que abraça com entuasiasmo um tal empreendimento.

Na homilia, D. Manuel lembrou que a Igreja deve ser espaço de fraternidade e diálogo, até entre religiões diferentes, e que precisa de construções materiais que permitam um melhor encontro e convívio entre todos. E acrescentou que, como aconteceu com o românico, os edifícios destinados ao culto são «um sinal de transcendência e a marca da Fé que um povo peregrino deixa às gerações vindouras. D. Manuel lembrou que «é precisa uma igreja nova e que o povo se congregue à volta deste objectivo para que se conclua quanto antes». E, dirigindo-se às pessoas mais empenhadas na obra, garantiu que a construção material fará crescer também a vitalidade da comunidade cristã.

O Governador Civil, Presidente da Câmara e representante da Comissão de Coordenação da Região Norte, juntamente com outras autoridades, sublinharam a certeza de que, em breve, Rio Meão terá uma igreja nova. Do Estado estão garantidos 62 mil contos, tendo já vindo 18 mil, a Câmara Municipal prometeu 17 mil e 500 contos, e a Paróquia tem já vinte mil. Em contactos feitos com a indústria e o comércio locais foram prometidos cerca de 25 mil contos, pelo que poderá ser de festa o caminho desta construção. Nesse sentido, se preparou a paróquia que agora apenas terá de arranjar algumas dezenas de milhar numa obra que ascenderá a mais de 150 mil.

Como todos acreditam, em 1999, a obra criada pelo Arq. Ludgero Castro e a edificar atrás da velha igreja estará pronta para a inauguração a igreja iniciada no dia em que o Papa completou 77 anos. Depois da inauguração do Centro Paroquial em Outubro de 1992, esta era a maior necessidade de uma paróquia de cerca de seis mil habitantes. A velha igreja, de traça românica mas muito danificada, merecerá, então, o empenho de muitos para que se torne visita obrigatória nos circuitos turísticos de Santa Maria da Feira.


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