Recreativa:

CAPA & CONTRACAPA


Santa Teresa

No ano centenário da morte de Santa Teresa do Menino Jesus, Jean-François Six publica esta obra que constitui nas palavras do Autor, "uma investigação acerca do itinerário espiritual" da santa de Lisieux, no período de dezoito meses que antecederam a sua morte.

O livro em apreço, por um lado, recorda a história de algo pouco conhecido - o "retoque" que a prioresa do Carmelo efectuou no texto redigido por Teresa - e, por outro, recupera a "história verídica dos derradeiros meses de vida" terrena da santa carmelita.

Tendo tido acesso aos manuscritos redigidos pela mão de Santa Teresa, Jean-François Six dá-nos dela uma "imagem nova, atraente e simpática", uma "figura cheia de vida, de vigor, e até de humor".

(Jean-François Six, Luz na Noite. Os últimos 18 meses de Teresa de Lisieux. Trad. José Maria da Fonseca. Ed. Franciscana, Braga, 1997. À venda na Livraria Telos, R. Stª Catarina, 521, Porto)


Problemas do quotidiano

Crónicas várias publicadas por Daniel Sampaio, em vários órgãos de comunicação social ao longo de quatro anos (1993 - 1997), surgem reunidas neste volume, sob o pretexto (válido) de constituirem "bases úteis de trabalho, sobretudo no contexto escolar."

Daniel Sampaio é um conhecido médico psiquiatra, bem conhecido pela sua atenção aos problemas-realidades da adolescência e autor de uma obra considerável neste domínio.

Nestas cerca de 60 crónicas, encontramos, na opinião do editor, uma reflexão serena e segura" sobre questões do "nosso quotidiano: o ensino, a família, a droga, o suicídio juvenil, a adolescência".

(Daniel Sampaio, A Cinza do Tempo. Ed. Caminho, Lisboa, 1997. À venda na Livraria Telos, R. Stª Catarina, 521, Porto)


Os jovens e o Espírito

Em tempo de meditação motivada pela proximidade da entrada no terceiro milénio da era cristã, Adérito Gomes Barbosa, sugestionado pelo pensamento do Papa João Paulo II, apresenta-nos uma interessante proposta de reflexão para grupos de jovens. À luz da realidade portuguesa, conhecendo as "ânsias, aspirações e os desafios no caminhar para um trabalho de qualidade com jovens", o Padre Adérito Barbosa contribui desta forma para o trabalho que, nas comunidades cristãs, é necessário realizar com a Juventude. Os animadores e outros agentes eclesiais têm aqui uma boa proposta de trabalho, conduzido-se e deixando-se conduzir pelo Espírito Santo, rumo ao novo milénio.

(Adérito G. Barbosa. Jovens com o Espírito Santo às Portas do Terceiro Milénio. Ed. Paulinas - Departamento Nacional da pastoral Juvenil. Lisboa, 1997. À venda na Livraria Telos, R. Santa Catarina, 521, Porto)
Bernardino Chamusca
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Conhecer o Porto em 7 dias perfeitos

"O Porto em 7 dias", ou seja, ficar a conhecer a cidade do Porto e suas redondezas numa visita programada para sete dias repletos é a proposta de Júlio Couto neste excelente guia que integra a colecção "Descobrir o Porto", dirigida por esse outro apaixonado pela cidade Património Mundial que é Hélder Pacheco.

Para conhecer bem uma cidade, não há nada melhor do que andar a pé pelas suas ruas, cheirar os odores dos estabelecimentos, sentir o falar do povo, palpar o pulsar do comércio. Andar a pé, de preferência em pequeno grupo é uma forma insubstituível de o visitante se identificar com a cidade que é objecto do seu itinerário.

Assim, o Porto. Uma cidade que se revela sempre diferente, onde o cinzento atribuido à sua paisagem urbana se dissipa na luz da manhã ou no cintilar luminoso de uma tarde perfeita à beira Douro. Sem esquecer a brilhante paisagem nocturna que se avista das margens de Vila Nova de Gaia.

Por isso, perfeitamente de acordo com Hélder Pacheco, quando escreve no prefácio: "O Porto em 7 dias comprova o princípio de que um roteiro pode ser (também ou sobretudo?) livro de paixões, repositório de sentimentos e peregrinação ao interior de um país com sentido". Ou ao interior de uma cidade, do Porto sentido, para utilizar as palavras de Carlos Tê, musicadas por Rui Veloso, que Júlio Couto nos oferece.
(Júlio Couto, O Porto em 7 dias.
Col. Descobrir o Porto, 1. Ed. Campo das Letras, Porto, 1997).
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«Para Além das Estrelas o Amor»

O mundo da poesia vai-se encurtando de dia para dia. Tudo o que é belo na vida, vai desaparecendo. A matar saudades estive na minha aldeia alguns dias, só, isolado. Quis respirar o ar puro dos campos e ouvir o cantar do rouxinol. Mas já não há rouxinóis. As aves mais belas desaparareceram. Ms não desapareceu esta nostalgia agarrada ao cerne da alma de ouvir a voz da natureza. Mas quem ouve melhor a voz da natureza é o Poeta. O Poeta é um cantor. O poeta a sério encontra beleza por todo o lado. Rodrigo da Cunha, teimosamente, persiste em olhar para as estrelas, em cantar a natureza, obra do amor de Deus. Para além das estrelas ele consegue encontrae o amor e assim baptizou o seu último livro: Para Além das Estrelas o Amor.

O Senhor D. Manuel Martins para este livro escreveu palavras muito belas que intitulou «à laia de pórtico».

Não escreveu muito mas o que escreveu é uma página de antologia, que respira beleza por todos os lados. E a gente gosta de respirar beleza num mundo tão feio e tão corrupto.

Diz o Senhor Bispo: nós somos os únicos seres da criação que podemos parar, contenplar e cantar. Frande verdade.

Tudo no mundo moderno está em crise, particularmente os valores morais e espirituais. Os poetas escasseiam porque o dinheiro e o sexo tomaram a parte de leão. A poesia, pobre viuvinha a tiritar de frio, esconde-se e foge do mundo.

Rodrigo da Cunha reconhece que um dos prazeres maiores da vida é ser poeta, porque o poeta imagina, cria, percorre caminhos nunca andados, sabe onde se encontra a beleza, sabe ouvir as músicas dispersas ao longe, sabe viver e transmitir o que os outros não vêem e não entendem.

Mas não é poeta quem quer. É poeta quem nasceu para o ser, quem sente a poesia a correr nas veias. Rodrigo da Cunha desde há muito que entrou, por mérito próprio, na galeria dos poetas, dos verdadeiros poetas. Os seus livros de versos constituem verdadeiros sucessos.

Não há muito tempo que o livro «Mas... as estrelas continuam» fez a 2.ª edição, o que em Portugal e nomeadamente na poesia é bastante raro.

O Santo Padre João Paulo II, por intermédio de seu assessor Mons. L. Sandri, enviou-lhe uma mensagem e uma bênção especiais, cuja cópia o P. Rodrigo fez chegar às seus amigos. Algumas coisas parecendo que nada valem, valem muito e têm um forte poder estimulante, numa época e numa área onde os estímulos são tão poucos e tão fracos.

Acabei de ler «Para Além das Estrelas o Amor» com verdadeiro prazer espiritual, o único prazer que não cansa o homem. Felicito Rodrigo da Cunha por mais este livro de poesias de qualidade. Ele passeia sem medo pelo caminho mais difícil da poesia, o caminho do soneto. Oxalá que aquela força espiritual e o pendor poético nunca lhe faltem para poder continuar a minosear-nos com pedaços daquela beleza que não morre.
Alexandrino Brochado
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