| Quatro padres, dois diáconos, oito acólitos e sete leitores foram, no Domingo, investidos na missão de serem um sinal de Esperança quando passam dois mil anos desde a Redenção de Jesus Cristo. |
A convite de D. José Augusto, administrador diocesano, coube a D. Júlio Rebimbas, arcebispo-bispo emérito do Porto, presidir à Eucaristia de Ordenações e de administração dos ministérios laicais. Participaram ainda cerca de 60 padres, entre o Cabido da Sé Catedral, os padres dos seminários, do pré-seminário e do pós-seminário, os párocos e outros padres. E a Sé encheu-se como um ovo, tendo ficado muita gente fora por não ter conseguido entrar.
Tratou-se, de facto, de uma grande e significativa celebração que ficará na memória de quantos nela participaram e também na de D. Júlio, pois viu concluir-se o seu ministério na Sé com uma numerosa celebração de Ordenações, como acontecera em Julho de 1983 quando chegou à diocese e ordenou dez presbíteros e um diácono.
Na homilia, D. Júlio saudou o administrador diocesano, D. José, e salientou a significativa presença das paróquias, famílias e jovens, num testemunho que não carece de mais discursos. Enumerou as comunidades donde vêm os novos presbíteros: S. Nicolau e Vila Boa do Bispo (Marco de Canaveses), Airães (Felgueiras) e Ferreira (Paços de Ferreira); e os diáconos: Tabuado (Marco de Canaveses) e Bairros (Castelo de Paiva); os acólitos provêm de Canedo (S.ª M.ª da Feira), Vilela (Paredes), Fornos e Soalhães (Marco de Canaveses), Paços de Ferreira, Gondar (Amarante) e dois de Airães (Felgueiras); e os leitores de Real (Castelo de Paiva), Cortegaça e Esmoriz (Ovar), S. Tiago de Bougado e S. Mamede do Coronado (Santo Tirso), Paço de Sousa e Lagares (Penafiel).
D. Júlio salientou que são chamados «à universalidade» e, em jeito de apresentação deste fruto do trabalho de tantos, desde a família, à paróquia, seminários e pré-seminário, disse: «Aqui estão e vão servir a Igreja do Porto com as suas qualidades e defeitos,... com a amizade, a esperança e a alegria de muitos».
Enalteceu a resposta que deram ao chamamento de Cristo e acrescentou que continuarão com «olhos e coração», numa vida «comprometida com a palavra dada, contando com a ajuda decisiva e permanente do Espírito, sem a qual ninguém é capaz de dizer que Jesus é o Senhor». Apontou depois os ordinandos deste dia como os «novos padres para o novo Milénio, para vós, para os vossos filhos e netos» e perguntou «como não havemos de ter esperança», quando vemos os seminários cheios e o Senhor que também hoje «bate à porta e chama».
D. Júlio terminou lembrando João Maria Vianey, o Santo Cura d'Ars, que o Papa Pio XI canonizou em 1925 e que em 1930 declarou Padroeiro dos Párocos de todo o mundo. E disse que a obra pastoral depende sobretudo de Deus e da santidade de cada um, concluindo: «Procurai responder nas vidas, ter a sabedoria e a inteligência, segundo a economia da graça de Deus nos tempos que correm. E nunca tenhais medo da alegria, de olhar sempre para a frente no mistério, que logo será desvendado, do nosso futuro».
No fim da celebração a festa prosseguiu no Seminário Maior. Além dos habituais convidados, ordenados, instituídos e famílias, estiveram presentes os párocos que desde há alguns anos têm acolhido estagiários, formando o que pode chamar-se o Pós-Seminário e que deu já relevantes provas de serviço eclesial ao ministério ordenado.
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