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ÁFRICA - Milhares de pessoas, incluindo algumas dezenas de portugueses, tiveram de fugir da República Centro-Africana, em consequência de uma rebelião de militares contra o presidente Ange Felix Patassé.
As tropas francesas da Legião
Estrangeira garantiram o repatriamento de milhar e meio de estrangeiros
e evitaram a pilhagem do palácio presidencial, tentando,
ao mesmo tempo, obter uma trégua e uma base de acordo entre
os rebeldes e o governo, o que foi conseguido no passado domingo.
ALBÂNIA -
Realizaram-se na Albânia, no passado domingo, eleições
presidenciais, pela segunda vez após a queda do comunismo.
No entanto, os observadores internacionais detectaram casos de
irregularidades que podem confirmar os rumores de que o presidente
actual, Sali Berisha, carece de algum espírito democrático.
De facto, Berisha, eleito há quatro anos, marcou a sua
presença na presidência com uma deficiente gestão
e permitiu o crescimento da corrupção. Por outro
lado, enviou para a prisão ou afastou das listas eleitorais
os seus principais adversários políticos.
BULGÁRIA - O antigo rei dos búlgaros, Simeão II, foi recebido em apoteose na capital, Sófia, por cerca de 100 mil pessoas que lhe dispensaram um acolhimento verdadeiramente triunfal.
O rei Simeão foi afastado do trono búlgaro pelas tropas comunistas, no final da II Guerra Mundial, quando tinha apenas oito anos de idade e está em visita privada à Bulgária.
Não reclamando a restauração
da monarquia, Simeão II afirmou apenas que a recepção
de que foi alvo significa "que a Bulgária vai em direcção
à democracia, que somos livres."
ANGOLA - Luanda viveu alguns dias de tensão quando um autodenominado "núcleo de jovens do Sambizanga" pôs a circular um panfleto convidando a população a concentrar-se no antigo Campo da Revolução, na data do 19º aniversário da tentativa de golpe de estado que redundou no afastamento de Agostinho Neto do poder.
O governo do presidente José
Eduardo dos Santos tomou a sério esta convocatória
e o presidente não só anulou uma visita que deveria
fazer ao Japão, como prometeu aumentos de salário
aos elementos das Forças Armadas e proibiu a Imprensa de
se referir ao 19º aniversário da intentona.
BIRMÂNIA - A líder da oposição birmanesa, Suu Kyi, que durante anos esteve presa pelas autoridades militares da Birmânia, reuniu em sua casa 500 simpatizantes dos seus ideiais políticos e lançou um desafio à Junta Militar que governa o país desde as eleições realizadas há seis anos e que foram ganhas pela oposição, vitória que os militares não aceitaram.
Suu Kyi afirmou perante 10 mil pessoas, que se juntaram no exterior da sua casa, que o poder militar nunca conseguirá vencer o desejo de democracia do povo. Esta conferência realizada pela líder da oposição birmanesa é a primeira de uma série que tenciona levar a efeito e que, por certo, irá incomodar o poder militar.
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Os sete trapistas tinham idades compreendidas entre os 50 e os 80 anos e foram capturados no mosteiro de Nossa Senhora do Atlas, em Tibéhirine, a 70 quiómetros de Argel.
Segundo uma emissora marroquina, os monges foram executados pelo GIA depois de o presidente francês, Jacques Chirac, se ter recusado a negociar a sua libertação por troca com islamistas presos em França.
Cinquenta mil pessoas já morreram na Argélia na sequência de actos violentos desde 1992, ano em que o regime militar actualmente no poder anulou a segunda volta das eleições legistativas que os fundamnetalsitas estavam em vias de ganhar.
Entre os mortos nos últimos quatro anos estão mais de 100 estrangeiros. Em 1994, os elementos do GIA mataram três sacerdotes franceses e um belga dentro do próprio mosteiro, em Tizi Ouzou, no Nordeste do país.
A morte dos sete monges trapistas é a mais importante execução de franceses na Argélia. O governo francês pediu solenemente a todos os franceses, incluindo os religiosos, que se retirem da Argélia para que se não venham a repetir actos como este.
Entretanto, o Papa João Paulo II condenou o assassínio dos sete religiosos e apelou a todos os homens de boa vontade para não tolerarem mais crimes como aquele.
O Papa falava na Praça de S. Pedro, perante cerca de 50 mil pessoas, e saudou a morte dos sete trapistas como um "testemunho de amor", salientando que "a sua fidelidade, a sua coerência constituem uma honra para a Igreja e serão certamente uma semente de reconcilição e de paz para o povo argelino."
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