| Mundo: | ||
AUSTRÁLIA
O parlamento da Austrália aprovou
um projecto de lei para anular a legislação regional
que,
a partir do mês de Julho passado,
permite a eutanásia no estado do Território Norte.
De embaixador a padre
O embaixador australiano junto da Santa
Sé, Michael Tate renunciou ao seu cargo
diplomático e decidiu estudar
Teologia na Universidade de Cambridge com a finalidade de
se tornar padre. Tem 51 anos, foi senador
durante 15 anos, ministro da Justiça durante seis
anos e confessou que sempre acarinhou
a ideia de um compromisso total com o sacerdócio.
RÚSSIA
Os líderes da Igreja Ortodoxa, políticos e personalidades do mundo cultural russo estão preocupados com o aumento do número das seitas estrangeiras no país, com objectivos nem sempre de natureza espiritual.
A "Gazeta Russa" informava que, nos últimos cinco anos, foram registadas, em todo o país, mais de seis mil organizações de carácter religioso e humanitário, embora muitas delas funcionem, na realidade, como empresas lucrativas. O jornal lança críticas pesadas, principalmente contra a seita "Testemunhas de Jeová" que, em 1992, organizou, em S. Petersburg, um encontro em que participaram cerca de 42 mil pessoas. Na mesma cidade foram registadas, nos últimos anos, mais de 300 seitas que estão a atrair, principalmente, os jovens.
A Igreja ortodoxa russa, à qual
pertence a maioria da população, cerca de 80% dos
russos,
pediu ao Governo um maior rigor na concessão
de autorizações para o funcionamento de
organizações religiosas.
ITÁLIA
O Movimento pela Vida publicou, um relatório
de actividades por ocasião do "Dia pela Vida",
celebrado em todas as dioceses. Trata-se
do "Projetto Gemma" que, em dois anos,
conseguiu evitar mais de mil abortos,
oferecendo às mães em dificuldade uma ajuda
económica de cerca de 35 contos
mensais, durante ano e meio. A identidade das mulheres e
das crianças não são
divulgadas, mas quem contribui poderá ver uma foto e saber
que,
numa certa localidade, há uma
criança que nasceu graças à sua contribuição.
Quinze bispos assumiram, pessoalmente,
o custo de uma adopção, embora a maioria dos
contribuintes sejam pessoas, socialmente
desconhecidas: as mais sensíveis à luta contra a
cultura de morte.
BRASIL
Os bispos acabam de criticar o Governo
por não cumprir o programa social «Mão Aberta»
que desde há dois anos apresentava
como prioridades a educação, a saúde, o emprego,
a
agricultura e a segurança.
Um documento que foi reflectido pelos
290 prelados da Conferência Episcopal afirma que
este país apresenta a maior desigualdade
social e que o produto interno bruto está em
crescimento mas isso não se nota
nos vencimentos. O documento fala ainda da política
agrária e da matança de
camponeses sem terra no Pará e na Rondónia, concluindo
que a
situação dos trabalhadores
rurais «é extremamente grave», das mais injustas
do mundo.
A basílica dedicada à Padroeira do Brasil viu aprovado há pouco o projecto de conclusão do Santuário. O maior santuário da América Latina mereceu a dedicação de um grupo de arquitectos que só agora concluiram os pormenores da conclusão das obras bem como o respectivo caderno de encargos, procurando conciliar os apectos artísticos com os pastorais e litúrgicos.
| Início |
VIOLÊNCIA EM TIMOR
Imagens chocantes de tortura em Timor leste levadas à Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas por Ramos Horta e um fax enviado de Díli revelam que a violência prossegue em Timor.
Ramos Horta revelou imagems de massacres e torturas realizadas pelos militares indonésios. Por fotografias mostradas pelo dirigente da resistência mostram homens fardados a torturar jovens com paus, correntes e choques eléctricos, bem como corpos a arder e homens amarrados a árvores e agredidos com pás. O fax enviado de Díli relata as consequências da visita do Enviado Especial do Secretário-
Geral da ONU: «Chegou esta manhã (7.4.97) a Díli mais um caixão, contendo o cadáver de mais um uiversitário timorense do grupo dos cinco que foram recebidos pelo Enviado Especial do Secretário-Geral das Nações. Há dias, chegaram dois caixões com outros dois jovens universitários timorenses. Percebe-se que nível de respeito se tem pela ONU, pelo Secretário-Geral e pela dignidade humana... Esta manhã, na região de Viqueque, a Resistência montou uma emboscada e abateu na estrada cinco elementos da Gadaspaks (indonásios). Entre os cinco mortos estava o seu chefe».
Estes factos reclamam uma intervenção
junto de Jacarta e uma tomada de posição por
parte da Comissão dos Direitos
Humanos das Nações Unidas.
ANGOLA -
Tomou posse, como previsto, no passado dia 11, o Governo de Unidade
e Reconciliação Nacional (GURN) de Angola. A cerimónia
foi presidida pelo presidente José Eduardo dos Santos e
decorreu na Assembleia Nacional, com a presença de quinze
Chefes de Estado, entre eles Jorge Sampaio e Nelson Mandela (África
do Sul), e de destacados elementos do Governo português
e dos partidos políticos portugueses.
Jonas Savimbi não se deslocou para Luanda, apesar de, na véspera da tomada de posse do GURN, a Assembleia Nacional ter aprovado o estatuto especial para o líder da UNITA em cumprimento do acordado em Lusaka, sendo a sua mensagem lida pelo vice-presidente do partido, António Dembo.
O novo Governo angolano é chefiado
pelo primeiro-ministro França Van-Dunem e engloba membros
do MPLA e da UNITA e é composto por 28 ministros, 58 vice-ministros
e um secretário de Estado. A mensagem que os políticos
angolanos se empenharam em fazer passar acentua que este «não
é um governo de coligação de partidos»,
mas um governo que representa «um só povo, uma só
nação, um só destino».
DESARMAMENTO -
Os cinco países que declaradamente possuem armas nucleares
emitiram, no passado dia 8 de Abril, uma declaração
conjunta em que reafirmam o seu compromisso a favor do desarmamento.
China, EUA, Rússia, França e Reino Unido afirmam
a sua vontade em aplicar integralmente as cláusulas do
Tratado de Não-Proliferação Nuclear e decidiram
criar no Pacífico Sul e em África zonas livres de
armas nucleares.
ZAIRE -
Os rebeldes congoleses chefiados por Laurent Kabila conquistaram
a cidade de Lubumbashi, a segunda mais importante do país,
passando a dominar toda província de Shaba (ex-Katanga).
A cidade foi tomada sem grande resistência, tendo a populção
aclamado os homens de Kabila como libertadores. Apenas algumas
tropas pertencentes à guarda presidencial do presidente
Mobutu ofereceram pequena resistência, mas sem êxito.
Entretanto, Mobutu demitiu o primeiro-ministro
Tshisekedi e colocou no lugar deste um militar, Likulia de seu
nome. Por seu turno, os EUA aconselharam Mobutu a resignar e sair
do país, enquanto Kabila se propõe negociar directamente
com o presidente zairense, num momento em que as tropas rebeldes
afirmam já estar a apenas 300 quilómetros da capital,
Kinshasa.
ALEMANHA -
Um tribunal alemão concluiu que o atentado que, em Setembro
de 1992, em Berlim, vitimou quatro separatistas curdos foi mandado
executar pelo governo do Irão e condenou quatro réus
a pesadas penas de prisão, apesar da oposição
declarada do governo iraniano.
Esta sentença provocou, de imediato,
uma «guerra diplomática» entre a Alemanha e
o Irão, tendo este país expulsado alguns diplomatas
alemães. Os jornais iranianos acusam a Justiça alemã
de ter cedido às pressões dos «sionistas em
Washington e em Israel».
ALBÂNIA -
O primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, deslocou-se à
capital albanesa, Tirana, para acompanhar a operação
«Alba» que fez chegar àquele país cerca
de 6.000 militares sob mandato da ONU. A força internacional,
comandada pela Itália, deve permanecer na Albânia
até um mês depois da realização das
eleições albanesas previstas para o próximo
mês de Junho.
Prodi assegurou que o objectivo da operação «Alba» é conseguir a realização de um escrutínio «rápido, transparente e democrático» que ponha termo à crise política e à violência na Albânia.
| Início |
Recorde-se que a informação disponibilizada pelo Vaticano na Internet está em seis línguas diferentes, incluindo o oortuguês, e corresponde a uma aposta da Santa Sé em acompanhar o evoluir das modernas tecnologias da comunicação, como afirmou Claudio Celli, secretário da Sede Apostólica e presidente da Comissão Internet do Vaticano.
Dois livros de autoria de D. Carlos
Filipe Ximenes Belo, Prémio Nobel da Paz e Administrador
Apostólico em Díli, em Timor-Leste, foram há
pouco lançados nas livrarias. «Pela justiça
e pela paz» é uma colectânea de pensamentos
e opiniões do bispo de Díli, retirados de cartas,
discursos e conferências. Destina-se a lembrar a todos os
católicos indonésios que devem viver em paz e harmonia
com os vizinhos muçulmanos, «A voz dos silenciosos»
reúne muitas das entrevistas que concedeu desde que foi
feito bispo em 1983, em que defende a causa dos mais pobres e
necessitados, aqueles que não conseguem fazer ouvir sua
voz. Entre esses está o povo
maubere.
João Paulo II lembrou há pouco ao Conselho Pontifício para a Cultura que «a fé em Cristo incarnada não transforma apenas interiormente as pessoas, mas regenera também os povos e as culturas».
Alertando para a necessária aproximação
entre fé e cultura, João Paulo II, lembrou o Papa
João Paulo VI e disse que a ruptura entre o Evangelho e
o mundo intelectual «é o drama da nossa época»,
um drama da fé, confrontada com o secularismo crescente
e obrigada a refugiar-se na esfera privada e um drama da cultura
que, privada da transcendência, vive com a ansiedade o sentido
de finitude inerente à concepção de um mundo
sem Deus, onde as realidades materiais constituem os únicos
valores. E concluiu que as pessoas têm uma grande «aspiração
de absoluto, um desejo de bem, uma forma de verdade». Esse
será o programa do Pontifício Conselho da Cultura,
o de promover a inculturação do Evangelho e a evangelização
da Cultura.
O primeiro sacerdote católico russo foi ordenado no domingo de Ramos, dado que até agora todos os padres eram estrangeiros.
Para o Arcebispo de Moscovo, Tadeuzs Komdrusiewicz, a primeira ordenação de um sacerdote local «permitirá ao corpo da Igreja católica russa recomeçar a alimentar-se do seu próprio sangue, que se enriquecerá mais ainda, proximamente, durante este ano, com a ordenação de outros dois sacerdotes e três diáconos».
Em declarações ao jornal L'Osservatore Romano, Komdrusiewicz lembrou que «a Igreja e a vida espiritual na Rússia ficaram completamente destruídas durante os setenta anos de ateísmo forçado», e serão necessários agora grandes esforços para o restabelecimento da Fé católica.
| Início |
| Primeira Página | Página Seguinte |