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VATICANO
Falando à Pontifícia Academia da Ciências
Sociais, no dia 25 de Abril, o Papa insistiu na necessidade de
uma «regulamentação ética e jurídica
do mercado» a realizar em cada país com «a aplicação
dos princípios de subsidiariedade e de solidariedade, segundo
o modelo do Estado social», e no plano da economia mundial
com a «concertação entre os grandes países
e com a consolidação de uma ordem democrática
planetária através de instituições
nas quais estejam equitativamente representados os interesses
da grande família humana».
RÚSSIA
Tem 27 anos e chama-se Vadim Shajkévitch o primeiro católico russo ordenado sacerdote, oficialmente, na Rússia depois de 1917, ano da revolução bolchevista que marcou o início da perseguição de todos os religiosos. A ordenação foi celebrada no centro de Moscovo, na Igreja da Imaculada, construída no século passado com fundos da comunidade polaca e que, até há pouco, era uma oficina mecânica.
O Pe. Vadim, latinista, nasceu em Moscovo e estudou
num seminário polaco. Antes dele, nos anos da perseguição,
foram ordenados sacerdotes clandestinos. Finalmente alguns padres
provenientes das comunidades polacas.
LÍBIA
A Santa Sé estabeleceu relações
diplomáticas com a Líbia, rompendo o isolamento
político deste país, decretado pela ONU em 1992.
O início desta relações apareceu com a nomeação
do frade romeno franciscano, Pe. Sylvester Magro como vigário
apostólico com dignidade episcopal. Para além dum
gesto diplomático, trata-se sobretudo de atenções
pastoral. De facto, entre as novas perspectivas desta «operação»
- que cerca um trabalho difícil de anos - está,
antes de mais, uma renovação das estruturas eclesiais
e um fortalecimento dos recursos materiais e humanos. Até
agora os 50 mil fiéis católicos na Líbia
puderam contar com 12 sacerdotes e 80 religiosas que conseguiram
dar vida a 14 centros de assistência social e de saúde.
ESTADOS UNIDOS
Em 8 de Abril,, o Papa nomeou o sucessor do falecido cardeal Bernardin para a arquidiocese de Chicago, tradicionalmente sede cardinalúcia. Trata-se de Mons. Francis George, de 60 anos, bispo de Yakima desde 1970.
Mons. George é considerado pelos observadores americanos um conservador em questões teológicas e um «liberal» em questões sociais. No plano pastoral tem dotes de diálogo, mas um carácter firme capaz de tomar iniciativas impopulares.
A arquidiocese de Chicago tem uma população
de dois milhões e 342 mil católicos, distribuídos
por 378 paróquias, com 621 padres activos no ministério.
BRASIL
O tema principal da 35.ª Assembleia Geral da Conferência dos bispos brasileiros foi «Igreja e comunicação em ordem ao novo milénio». Foi estudado durante dois dias a partir de um «subsídio» escrito muito amplo, até assumir a forma de um longo elenco de «conclusões e compromissos» (1009 parágrafos.
Em síntese, depois de algumas considerações sobre a espiritualidade e a ética da comunicação, os bispos brasileiros comprometem-se a rever a comunicação institucional da Igreja, a promover o diálogo com a cultura, a cuidar melhor a imagem pública da Igreja, a rever a comunicação interna (catequética, litúrgica e comunitária), a formar comunicadores, a programar melhor e investir mais nos diversos campos da comunicação, usando melhor as novas tecnologias.
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FRANÇA - Os eleitores
franceses deram a vitória aos partidos de esquerda - Partido
Socialista e Partido Comunista - na segunda volta das eleições
que decorreu no passado domingo.
Aqueles dois partidos, associados a outros de esquerda (como os ecologistas e os radicais-socialistas, por exemplo) conseguiram a maioria absoluta no Parlamento, prevendo-se que consigam um máximo de 349 deputados, enquanto os partidos de direita se ficarão entre 242 e 249 lugares.
Estas eleições representam uma clamorosa derrota política para o presidente francês Jacques Chirac que pretendia reforçar a força eleitoral dos seus apoiantes de direita que detinham a maioria no Parlamento.
O primeiro-ministro Alain Juppé pediu a demissão,
sucedendo-lhe o líder do PS, Lionel Jospin, que deverá
ter Jacques Delors (ex-presidente a Comissão Europeia)
como ministro dos Negócios Estrangeiros.
ARGÉLIA - A Frente
Islâmica de Salvação (FIS) que o governo da
Argélia ilegalizou apresentou a sua "estratégia
para a saída da crise" no país, preconizando
discussões bilaterais com o poder, seguidas de uma conferência
nacional com todas as partes sob mediação de "potências
europeias". A FIS declarou ainda estar disponível
para todos os encontros que possam "contribuir para o regresso
da paz civil".
Em simultâneo, a FIS defende que as eleições legislativas em fase de preparação não servirão para nada sem a participação de todos os partidos, FIS incluída.
Por outro lado, a FIS declarou que "exclui do
seu comportamento as práticas terroristas que condena severamente".
ISRAEL - O chefe da diplomacia
israelita, David Levy, declarou estar optimista em relação
ao processo de paz na Palestina, depois da realização
de uma cimeira entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu,
e o presidente egípcio, Hosni Mubarak, em Char el-Cheik.
O ministro israelita congratulou-se também pelo "papel positivo" desempenhado pelo Egipto de que resultou uma melhoria das relações bilaterais.
Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros
egípcio, Amr Mussa, afirmou que "não chega
a boa vontade de Israel para permitir retomar o diálogo"
com os palestinianos.
RÚSSIA - As armas
nucleares russas deixaram de estar apontadas aos países
da NATO, depois da assinatura de um histórico acordo de
segurança e cooperação entre a Rússia
e os membros da NATO, na passada semana, em Paris.
Este acordo permitiu também o início
da integração de países do Leste, outrora
satélites da União Soviética, na estrutura
da NATO, onde a própria Rússia estará como
observadora. Hungria, Polónia e República Checa
são os três primeiros novos membros da NATO, ficando
para breve a entrada da Roménia e da Eslovénia.
CONGO - O autoproclamado
presidente da República Democrática do Congo (ex-Zaire),
Laurent Kabila, prestou juramento durante uma cerimónia
realizada num estádio de Kinshasa e prometeu a realização
de eleições gerais em Abril de 1999.
Kabila atacou a proliferação de partidos no país (serão mais de 350, segundo afirmou), facto que visava "distrair o povo" e negou a legitimidade dos anteriores textos constitucionais, entre eles um emanado de uma designada Conferência Nacional Soberana, propugnado pelo antigo primeiro-ministro e opositor de Mobutu, Etienne Tshisekedi.
Entretanto, 22 países de todos os continentes
representados na ONU decidiram pedir em conjunto a Kabila que
respeite os Direitos Humanos n Congo.
INDONÉSIA - O partido
do presidente Suharto,o Golkar, conquistou de novo a maioria dos
votos nas recentes eleições indonésias. Os
primeiros resultados indiciam não ter havido 100 por cento
de participação dos eleitores, ao contrário
do que pretendia a propaganda do regime de Jacarta.
Os opositores de Suharto reclamam ter havido fraude eleitoral afirmando ser impossível o partido Golkar obter não só a maioria como um aumento de votos em locais onde o partido da oposição, o PPP, detém conhecida maioria eleitoral.
Os rumores de fraude, associados à ordem que
os funcionários públicos receberam para votar no
Golkar, crescem em proporção directa à impossibilidade
de os resultados serem verificados por observadores independentes.
GRÃ-BRETANHA -
A Grã-Bretanha vai rever a sua política de venda
de armas a todos os países, incluindo a Indonésia,
segundo declarou o novo ministro britânico dos Estrangeiros,
Robin Cook. Já o mesmo não sucederá com os
EUA, onde um porta-voz do Departamento de Estado, embora lamentando
os atropelos aos Direitos Humanos cometidos pelos indonésios
em Timor, reafirmou que os EUA manterão a sua política
em relação à Indonésia e a Timor.
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Considerando que é "eticamente inaceitável e contrária à integridade humana e moral" a duplicação de seres humanos, a OMS apelou a linhas de orientação estritas sobre o assunto. No documento aprovado por uma comissão de representantes de 191 países, diz-se que os cientistas devem investigar exclusivamente a clonagem não-humana, devido aos benefícios que daí poderão resultar para a saúde. Também a Associação Médica Mundial, que agrupa cerca de 70 associações médicas de todo o mundo, lançou um apelo aos médicos e investigadores para que impeçam todas as tentativas de clonar seres humanos, no final de uma conferência que teve lugar em Ferney-Voltaire (França). A AMM pediu que os médicos e investigadores "se abstenham" de participar na clonagem de seres humanos, enquanto isto não está legalmente regulado. A Academia de Ciência da China, a maior instituição científica do país, proibiu qualquer tipo de clonagem de seres humanos. E apelou a que o ser humano mantenha a origem da vida baseada em métodos sexuais de reprodução.
O protocolo foi assinado pelos Reitores das duas Universidades, Professores Manuel Isidro Alves pela UCP e Filipe Couto pela UCM, estando presentes os vice-Reitores da Universidade Católica Portuguesa, o Prof. Rui Rodrigues da Universidade do Minho, os Directores dos Cursos de Direito e Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e o Prof. Arnaldo de Pinho do Centro Regional do Porto da UCP, que presidiu ao grupo de apoio, por nomeação do Reitor da UCP, em prol da UCM.
Nos brindes trocados entre os dois Reitores, o Prof. Isidro Alves salientou que se tratava agora de encetar uma nova etapa, no seguimento de tudo o que fora feito de apoio à instalação da UCM. O Reitor Filipe Couto, por seu turno, desenvolveu o tema de que era necessário que as duas instituições se dessem as mãos, num clima de reciprocidade e apoio, aproveitando a experiência da evangelização portuguesa em África.
A Universidade católica de Moçambique, aberta em Agosto do ano passado, lecciona os Cursos de Gestão e Economia na Beira e o Curso de Direito em Nampula. Tem apoio de várias organizações internacionais e da Conferência Episcopal Portuguesa, da Secretaria de estado da Cooperação e da Fundação Gulbenkian, entre outras.
No discurso que proferiu na Beira a quando da visita, em Abril, do Presidente Jorge Sampaio à sede da Universidade Católica, o Magno Chanceler desta instituição, D. Jaime Gonçalves afirmou que esta visita constituía «um exemplo característico do espírito e da substância da Doutrina da Cooperação Portuguesa que o (...) Presidente vinha proclamando. Doutrina claramente alicerçada nos princípios da cooperação fraterna entre os povos e no respeito recíproco pela liberdade e direitos humanos fundamentais».
O Presidente Jorge Sampaio foi o primeiro presidente da República a visitar a Universidade Católica de Moçambique.
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