| Mundo: | ||
ESPANHA
No ano passado, o movimento «Mãos unidas»
recolheu 7.207 milhões de pesetas, o que representa um
aumento de 29% relativamente a 1995. Este dinheiro foi investido
em 977 projectos de desenvolvimento em 54 países, tendo
sido destinado 91% ao Terceiro Mundo.
De 5 a 7 de Fevereiro realizou-se em Madrid a IX Assembleia Nacional de Capelões das prisões,, sob a presidência de Mark Kubajak do Comité Internacional da Pastoral Prisional Católica e com a participação de 95 capelões de toda a Espanha.
Mark Kubajak louvou a pastoral desenvolvida em Espanha,
mostrando-se «impressionado tanto pelo trabalho dos capelães
como pelo trabalho dos voluntários nas prisões.
A inserção das paróquias nesta pastoral não
existe na maioria dos países da Europa. E nem sequer contam
com o apoio que têm na Espanha».
ALEMANHA
Desde há quase duas décadas, em cada ano, de 28 de Dezembro a 1 de Janeiro, a comunidade de Taizé organiza numa grande cidade da Europa um encontro europeu de jovens. Este ano realizou-se em Stuttgart, na Alemanha, onde se reuniram 70 mil jovens, sob o lema «Peregrinação de confiança através da terra».
Muitos jovens chegam a compreender que a fé
é uma realidade muito simples, uma humilde confiança
em Deus. E os cristãos não podem ser «mestres
da inquietação» mas só «servidores
da confiança».
POLÓNIA
Umas 700 pessoas assistiram no dia 8 à abertura
do processo de beatificação do sacerdote polaco
P. Popieluszko, simpatizante do sindicato «Solidariedade»,
assassinado em 1984 pela polícia secreta comunista. A cerimónia
presidida pelo cardeal Glamp realizou-se na igreja de St.º
Estanislase, em Varsósia, onde estiveram presentes os pais
do sacerdote assassinado.
ISRAEL
O processo de paz no próximo Oriente e o estatuto
jurídico dos cristãos em Jerusalém constituíram
o centro do diálogo do primeiro encontro entre o primeiro
ministro israelita Benjamim Natanyahu e João Paulo II que
teve lugar no dia 3, no Vaticano. Foram pouco mais de vinte minutos
de colóquio, numa «atmosfera cordial» em que
o dirigente judaico aproveitou a ocasião para convidar
o Papa a visitar Jerusalém.
RÚSSIA
Mais de milhão e meio de pessoas aderiram à fé católica nas regiões da Rússia europeia, na Sibéria e no Cazaquistão. A informação dada por Francesco Colasuonno, Núncio Apostólico, durante a Men, «Jesus, Mestre de Nazaré» acrescentou que em Roma, a liberdade religiosa, finalmente, existe na Rússia e levou «a uma maior democracia».
Em Moscovo, na Sibéria e no Cazaquistão,
há administradores apostólicos, estruturas religiosas
e movimentos. Em São Petersburgo, funciona um seminário
com 40 pessoas, entre estudantes de Filosofia e Teologia, num
esforço de ter sacerdotes que sejam russos.
GUINÉ-BISSAU
Por ocasião da Assembleia diocesana de Pastoral, mais de metade dos 80 seminaristas que trabalham na Guiné-Bissau, reuniram-se para pôr em comum as suas experiências e para estudar caminhos de cooperação entre as Igrejas italiana e a guineense.
O Padre Sérgio Marcazzani, sacerdote de Itália,
que é director nacional das Obras Missionárias Pontifícias
na Guiné-Bissau, foi o moderador enquanto o Padre Franco
Givone, responsável pelo Centro Unitário Missionário,
também italiano apresentou aos participantes algumas pistas
de reflexão para um novo estilo de missão, partindo
das figuras de três grandes missionários «africanos»:
Guilherme Massaia, sublinha com os seus doze volumes de história,
cultura e língua das populações Oromo, a
importância da pesquisa e do estudo das culturas locais;
Daniel Comboni, o primeiro a fundar no Cairo uma escola de Teologia
para africanos, desafiando os bem-pensantes europeus, para quem
era inconcebível que um africano pudesse ter capacidade
para os estudos teológicos; e José Allamano que
50 anos antes da «Fidei Domum», abriu em Turim, Itália,
um centro para a formação de sacerdotes diocesanos
destinados às Missões.
JAPÃO
A celebração do 400º aniversário
dos primeiros mártires japoneses serviu para que os católicos
deste país avivassem a memória das suas origens
e recebam nova inspiração para o seu testemunho
hoje. Mas são poucos os que afirmam que a Igreja no Japão
necessita deste espírito mastirial hoje tanto ou mais que
ontem. Uma minoria (0,3%) entre os 125 países de japoneses,
os católicos enfrentam uma sociedade que os olha com indiferença,
os ignora e, em certos casos, os marginaliza. Não é
raro que um cristão, pelo facto de sê-lo, se veja
preterido no seu trabalho. Na escola, ser cristão significa
frequentemente, ver-se isolado. Ser o único cristão
numa família implica não poucas pressões
e dificuldades. O número de católicos japoneses,
uns 450 mil, estancou há vários anos. Para perseverar
é preciso, em muitos casos, um heroísmo semelhante
ao dos mártires.
FILIPINAS
D. Benjamim de Jesus, bispo do vicariado apostólico de Jolo, assassinado no dia 4 por dois membros da organização rebelde muçulmana «Abbu Sayyaf» quando estava a entrar na catedral da cidade.
Curiosamente, o bispo assassinado foi nomeado titular
do Jolo em 1991 pelas suas boas relações com os
muçulmanos moderados. A comunidade muçulmana da
cidade, como sinal de respeito para com o defunto, decidiu abreviar
a festa que punha termo ao Ramadão.
INDONÉSIA
Cinco mortos, entre os quais um pastor protestante, s 26 edifícios religiosos cristãos incendiados foi o resultado dos ataques de uma multidão de 3 a 4 mil muçulmanos, em Situbondo, Java Oriental,, contra a comunidade cristã.
A polícia foi incapaz de controlar os manifestantes,
que haviam preparado bem a operação. Na origem dos
ataques esteve um conflito entre muçulmanos: Um dirigente
de uma seita muçulmana foi condenado por um tribunal por
ter insultado altos dirigentes do Islão, e a multidão,
em fúria, queria arrancá-lo das mãos da polícia
para o linchar. tendo corrido, depois, o boato de que teria sido
escondido numa igreja, o furor dos muçulmanos voltou-se
contra tudo o que era edifício dos cristãos, católicos
ou protestantes, Trinta igrejas foram incendiadas, nem escaparam
as escolas, um orfanato, e um templo budista. Um pastor da Igreja
Evangélica morreu queimado dentro da igreja, juntamente
com a esposa, dois filhos,, uma empregada e um empregado.
BRASIL
O Ministério do Trabalho descobriu quatro mil pessoas sujeitas a um regime de trabalhos forçados em cinco fazendas do Estado de S. Paulo. Muitos, menores de 14 anos, tinham de extrair diariamente a resina de 1.500 pinheiros para ganhar, no máximo, 22.500 escudos mensais.
No Brasil existem cinco milhões de trabalhadores
que não auferem qualquer remuneração. Muitas
das violações aos direitos humanos são cometidas
pelas próprias autoridades policiais. Só nos primeiros
meses de 1995, a polícia militar do Estado de S. Paulo
abateu 326 civis e a do Rio de Janeiro matou 91!
RÚSSIA
Os líderes da Igreja Ortodoxa, políticos e personalidades do mundo cultural russo estão preocupados com o aumento do número das seitas estrangeiras no país, com objectivos nem sempre de natureza espiritual.
A "Gazeta Russa" informava que, nos últimos cinco anos, foram registadas, em todo o país, mais de seis mil organizações de carácter religioso e humanitário, embora muitas delas funcionem, na realidade, como empresas lucrativas. O jornal lança críticas pesadas, principalmente contra a seita "Testemunhas de Jeová" que, em 1992, organizou, em S. Petersburg, um encontro em que participaram cerca de 42 mil pessoas. Na mesma cidade foram registadas, nos últimos anos, mais de 300 seitas, que estão a atrair, principalmente, os jovens.
A Igreja ortodoxa russa, à qual pertence a maioria da população, cerca de 80% dos russos, pediu ao Governo um maior rigor na concessão de autorizações para o funcionamento de organizações religiosas. Igreja não pretende privilégios
João Paulo II recebeu há pouco, em Roma, o Presidente brasileiro Fernando Cardoso, tendo lembrado como é importante distinguir os campos da Igreja e do Estado, para um melhor desenvolvimento das pessoas e da sociedade. Referiu que o Brasil é o país com maior número de católicos do mundo e que tem havido boa cooperação entre a Igreja e o Estado, para concluir que «a Igreja não busca privilégios», mas apenas o suficiente espaço para desempenhar a sua missão religiosa para o bem comum de homens e mulheres.
O Papa lembrou depois que o Brasil vai comemorar, no fim deste século, 500 anos de história, sendo uma boa ocasião para afirmar perante as nações o seu empenhamento na resolução dos problemas sociais, económicos e culturais. E, apelando a um crescimento económico-social equilibrado, afirmou «o respeito pelas populações indígenas, o empenho por uma reforma agrária feita de acordo com as leis vigentes, a preservação do meio ambiente», entre outras motivações que justificam iniciativas sempre corajosas visando o enobrecimento da causa democrática. Será justo ressaltar também «os inegáveis direitos de toda a pessoa humana onde possam cultivar-se os valores culturais, espirituais e morais, património comum a ser sempre promovido e assegurado. E, começando pelos sectores vitais para a comunidade, como sejam: a família, a infância e juventude, a instrução e a previdência social».
O Papa concluiu, falando do ensino religioso
nas escolas para que o progresso seja verdadeiramente integral,
«será necessário dedicar especial atenção
à Cultura e à educação nos verdadeiros
valores morais e do espírito».
| Início |
CHINA -
Morreu em Pequim,no passado dia 19, com 92 anos, Deng Xiaoping,
o líder chinês que sucedeu a Mao Zedong na condução
da política da imensa nação asiática.
Deng era o líder incontestado e até venerado da
China desde 1974, tendo passado os últimos três anos
retirado em Pequim, sem aparecer em público.
Comsiderado o «arquitecto da China pós-maoísta», Deng Xiaoping abriu o seu imenso país às ideias ocidentais, "casando" a prática da ideologia comunista com algum liberalismo económico. Mentor da ideia «um país, dois sistemas», Deng Xiaoping não chegou a ver a conclusão do seu sonho de reunificar a China: Hong-Kong só em meados deste ano passará para a soberania chinesa, Macau está dois anos de regressar à administração de Pequim e a Formosa continua a evoluir como nação independente.
Apesar de ter permitido alguma abertura da China às ideias ocidentais, Xiaoping sempre defendeu uma concepção própria da cultura chinesa na apreciação dos «direitos humanos», cabendo-lhe a decisão de esmagar pela força as manifestações de estudantes na Praça de Tianamen.
Os observadores internacionais interrogam-se
sobre a personalidade que exercerá o poder em Pequim, sendo
certo que o actual presidente, Jiang Zemin, parece reunir algum
consenso entre os altos dirigentes do Partido Comunista chinês.
BRASIL -
O Movimento dos Camponeses Sem Terra (MST), do Brasil, iniciou
uma marcha em direcção a Brasília para exigir
do governo uma maior rapidez na aplicação da reforma
agrária. Cerca de 1.500 «sem terra» percorrerão
cerca de 1.000 quilómetros, a pé, durante um mês.
A marcha do MST tem o apoio da Igreja
Católica (que pela voz do Bispo Orlando Dotti, presidente
da Comissão Pastoral da Terra, declarou que os objectivos
da marcha são justos), dos sindicatos e dos partidos políticos.
FRANÇA -
Dezenas de milhares de parisienses - os organizadores falaram
em 150 mil - juntaram-se aos artistas e intelectuais franceses
que lutam contra as leis de controlo de emigração,
acompanhando-os numa manifestação que decorreu no
dia 22. O projecto inicial da chamada «lei Debré»
sobre a emigração foi alterado e deixa de impor
às Câmaras o controlo sobre a entrada e permanência
de estrangeiros. Numa primeira versão desta lei, todos
os franceses eram obrigados a declarar se e quantos emigrantes
alojavam e o tempo que permaneciam. Uma nova manifestação
estava prevista para a passada terça-feira, dia em que
a Assembleia Nacional iniciou o debate sobre a nova lei.
ZAIRE -
Os rebeldes zairenses tomaram, no passado sábado, o controlo
da cidade e do campo de refugiados de Kalima, no leste do Zaire,
sem que tenha havido derramamento de sangue.
A par desta notícia, o chefe
da rebelião, Laurent-Desiré Kabila, ameaçou,
em Bukavu, «relançar as hostilidades que incendiarão
todo o país» se o presidente Mobutu «não
quiser reatar as negociações». Os rebeldes
ameçam marchar sobre a cidade de Gbadolite (terra natal
de Mobutu) e estão colocados a poucos quilómetros
do aeroporto de Kisangani.
RÚSSIA -
O presidente russo, Boris Ieltsin, afirmou que a cimeira que vai
realizar com o seu homólogo americano, Bill Clinton, em
20 e 21 de Março, em Helsínquia, vai permitir encontrar
um «compromisso» sobre a NATO, já que, na sua
opinião, «não podemos permitir um confronto
com o Ocidente. É perigoso». A Rússia continua
a não aceitar que a NATO integre os países que antes
faziam parte da esfera de influência soviética.
Ielstin declarou, por outro lado, estar «completamente recuperado da operação e da pneumonia dupla» que sofreu.
| Início |
A Prefeitura do Rio de Janeiro, Brasil, lançou, antes do Carnaval, uma campanha a pedir aos cariocas que não dessem esmola aos pedintes da cidade. Sob o "slogan" de que a esmola não é solidariedade, a campanha era destinada a reduzir a mendicidade nas ruas.
Este gesto inspirou-se numa campanha
idêntica lançada em Belo Horizonte, a capital do
Estado de Minas Gerais, e que teve bom resultado. Como explicavam,
"a esmola acaba por incitar as pessoas a permanecerem na
rua e encoraja-as a explorarem as crianças, pondo-as a
mendigar". O número de pedintes no Rio, aumenta sempre
por alturas do Carnaval, devido ao grande afluxo de turistas.
O Papa doou para actividades caritativas, ao longo do ano passado, cinco milhões de dólares, segundo dados divulgados no relatório publicado pelo Conselho Pontifício "Cor Unum", instituição encarregada de distribuir as dádivas recebidas pelo Papa. O mesmo relatório permite concluir que têm aumentado as dádivas da Igreja para acções de carácter humanitário, como é o apoio aos mais pobres.
Em Nova Iorque, Estados Unidos, decorre de 10 a 14 de Setembro, o XIX Congresso Internacional de Médicos Católicos, sendo o programa aprovado, em Roma, no dia 15, na reunião do Comité Executivo. Ele contemplará as exigências do Evangelho da Vida e a resposta que a Medicina prática tem para dar num mundo caracterizado pelo avanço biotecnológico e técnico, e por uma necessidade gritante de humanização dos cuidados de medicina. Pretendem os promotores que sejam estudados os problemas sem fugir a alguns dos problemas mesmo os mais agudos e sérios para, depois, se apresentarem propostas dos médicos católicos, não como membros de uma religião separada do mundo mas como comunidade activa e responsável, que tem alternativas sérias para propor à comunidade médica em geral no respeito pela grande dignidade da pessoa humana que é apontada no Evangelho de Cristo e deve sê-lo também pela Doutrina da Igreja.
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