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No Santíssimo Sacramento, o P. Jorge salientou como é gratificante verificar que a vocação sacerdotal se foi tornando cada vez mais clara no decorrer da vida pastoral de uma comunidade e no seio de uma família. Há perto de 30 anos foi o P. Carlos Alberto e há quatro o P. Fernando Silva, mas é o mesmo Deus que chama para o serviço de Deus.
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Na homilia, o novo padre, Nuno Augusto, deu graças a Deus que «olha para o homem na sua história» e se comunica através de pessoas e instituições. Em tom bem interpelador lembrou o seu lema que o cativou: «Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável, e perfeito». E pediu que o Espírito de Deus que passou pela vida de Maria, também encha a sua de modo que também hoje surjam «as maravilhas de Deus».
Depois da Missa foi a festa de uma juventude que se revê no novo padre e nele entende a actualidade e a beleza de se consagrar ao serviço dop Evangelho.
Na centro histórico do Porto, a Missa nova decorreu na maravilhosa igreja de S. Francisco. E a exuberância do barroco condisse bem com a solenidade da celebração e com o almoço servido no Pátio central do Palácio da Bolsa. Foi bom que tivesse surgido uma ocasião destas para semear a comunhão entre tantas instituições do Centro histórico que, assim, abriram os braços à comunidade cristã local de modo que esta pudesse dar a maior nobreza a uma festa que não se realizava desde há 44 anos, quando foi ordenado o P. Álvaro Tavares.
Todas essas coisas assinalou o pároco, P. Jardim, nas suas palavras, lembrando os sonhos do P. Américo que por ali andara e que se continuam na sua obra da Casa do Gaiato. O P. Joaquim Jorge lembrou a parábola da semente e do fermento para indicar a profunda eficácia do Reino de Deus. Dizendo-se completamente livre na sua opção, acrescentou:«Fiz-me servo de todos para a todos ganhar para Cristo». E manifestou a sua gratidão a quantos tornaram possível uma tal caminhada.
A meio da tarde, uma procissão desde a casa do P. Fernando Mota até à Igreja, tornou-se redundou em vivo aplauso, bem expresso em belíssimo tapete de flores. A nova igreja, dedicada em 17 de Ouitubro de 1993, estava completamente cheia e o entusiasmo do P. Godofredo significou o que fora a preparação para a primeira Missa Nova de uma paróquia que «criou» desde 1964. Serão 16 mil habitantes e pouco mais de dez são praticantes.
O novo padre, na homilia, dita com veemência e oportunidade, falou do Reino de Deus «semeado» por Cristo através da Sua morte e ressurreição, o que deu um sentido a todas as coisas. Ele «é a pedra angular da nossa esperança», tantas vezes abalada, e «desafia-nos... a misturarmo-nos no mundo para o levedarmos». Insistiu depois na responsabilidade de abraçar esta «hora de salvação» e fazer com que Cristo cresça «no centro do mundo». E apelou a não se temer mas saber estar «na história concreta de cada homem» e mesmo a saber «morrer» nas fraquezas de cada dia, manifestando que a vitória é da «Graça» que baniu «as ameaças paralizantes» e fez anunciar, dia a dia, a salvação do Senhor.
E na cripta da igreja prossegiu a festa na abundância das pessoas e dos bens. Em Corim, como nas outras comunidades, estão criadas as condições ambientais para que surjam novas vocações. E a presença de tão grande número de jovens e adultos significa que o meio social sabe ler estes sinais de dedicação e de entrega ao bem humano e espiritual das pessoas.
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