O CPM diocesano reuniu em conselho de balanço

Na casa Diocesana de Vilar, Porto, reuniu-se no dia 9 o Conselho Diocesano do Outono da Associação dos Centros de Preparação para o Matrimónio da Diocese de Porto, tempo congregado em reflexão e partilha 110 pessoas vindas das sete Regiões Pastorais.

Após a oração inicial presidida pelo Assistente Diocesano, Cón. António Costa Mota, teve lugar um momento de formação, baseado no recente documento do Conselho Pontifício para a família «Preparação para o sacramento do Matrimónio», e orientado pelo P. José Alberto Magalhães, Pároco de Paranhos, Porto.

Assim, concluiu-se que o Matrimónio tem, como comunidade de vida e de amor, a sua origem em Deus Criador, implicando, por isso, uma verdadeira vocação que é dada ao casal para o bem da Igreja e da sociedade, e que requer um espaço e tempo de maturação. Deve haver, por isso, uma preparação adequada e especial, ou seja um processo de educação para a vida conjugal. Será ainda um itinerário de fé que não termina com a celebração do Matrimónio mas que continua em toda a vida familiar.

Uma tal preparação vem desde a infância e a adolescência e deve ser desenvolvida sobretudo na família, mas também na escola e nos grupos de formação, para uma correcta compreensão, do que é o amor humano à luz do amor de Deus. A preparação "próxima" deverá ter lugar durante o noivado e ser ministrada por pessoas de doutrina segura e fidelidade ao Magistério da Igreja. A fé cristã encontrará na vida matrimonial o espaço propício ao seu crescimento integral ao apelar à unidade, fidelidade, indissolubilidade e fecundidade. Fará falta ainda experiências de oração e retiros e, sempre a devida preparação litúrgica do Sacramento.

Foi sugerida a obrigatoriedade da preparação para o Casamento católico, uma cuidada preparação para os casamentos mistos e um bom acolhimento e solicitude pastoral em relação aos noivos com irregular prática religiosa.

Em seguida foi apresentado o Relatório de Actividades que revela que feitos ao longo do ano pastoral de 1995/96, foram 139 cursos de preparação para o Casamento que envolveram 4.215 pares de noivos. Neste trabalho estiveram envolvidos 605 casais e 102 assistentes.

A Equipa Responsável Diocesana apresentou depois um "desdobrável" para oferecer aos noivos quando vão pedir o casamento na Igreja, e que contém ainda um resumo da história do CPM e breves trechos do Magistério. Foi ainda apresentado o opúsculo "O Acolhimento aos noivos", que pretende ajudar a estruturar este serviço pastoral nas paróquias.

Por fim, foi apresentado o n.º 25 do Boletim "Diálogo", suspenso desde 1989, e que pretende ser, de novo, um espaço de formação, partilha e informação junto dos Centros, de toda a diocese e mesmo para além dela, pois continua a ser única publicação nacional do CPM.

A manhã concluiu-se com Eucaristia e almoço.

De tarde, os Centros puderam partilhar os seus êxitos insucessos e dificuldades, como a falta de casais e de Assistentes. Só assim poderá haver um trabalho cada vez mais profundo e eficiente, na preparação dos noivos para o Matrimónio. Ou seja, para uma vida de família.


Preparação para o Matrimónio

O Conselho Pontifício para a Família publicou há pouco um documento intitulado «Preparação para o Sacramento do Matrimónio» com o objectivo de facilitar a preparação dos noivos para o seu compromisso matrimonial. O documento, à venda nas livrarias (400$00) resulta de uma ampla consulta e do diálogo estabelecido com a Conferências Episcopais e com diversos especialistas desta área. Reflecte ainda as experiências concretas dos movimentos e dos agentes de pastoral na preparação dos noivos para o sacramento do Matrimónio.

Como explicou o presidente desse Conselho, cardeal Afonso Lopez Trujillo, as orientações que este texto oferece «constituem um ponto de referência universal para toda a Igreja», deixando às diferentes Conferências Episcopais a forma de o levarem à prática. Composto por três capítulos, salienta numa primeira parte a importância da preparação do Matrimónio cristão, depois as fases dessa preparação e por último a celebração do Matrimónio em si mesma. Desta forma se responde «a uma clara e urgente necessidade pastoral dos nossos dias: oferecer aos jovens uma formação adequada que os ajude a enfrentar a vida matrimonial e a protegê-la das ameaças que hoje se colocam à sobrevivência da própria família».


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