24.º DOMINGO TEMPO COMUM
15 de Setembro
Leitura do Livro de Ben-Sirá
Sir 27, 33-28, 9
O rancor e a ira são coisas detestáveis,
e o pecador é mestre nelas. Quem se vinga sofrerá
a vingança do Senhor, que pedirá minuciosa conta
de seus pecados. Perdoa a ofensa do teu próximo, quando
o pedires, as tuas ofensas serão perdoadas. Um homem guarda
rancor contra outro e pede a Deus que o cure? Não tem compaixão
do seu semelhante e pede perdão para os seus próprios
pecados? Se ele, que é um ser de carne, guarda rancor,
quem lhe alcançará o perdão das suas faltas?
Lembra-te do teu fim e deixa de ter ódio; pensa na corrupção
e na morte, e guarda os mandamentos. Recorda os mandamentos e
não tenhas rancor ao próximo; pensa na aliança
do Altíssimo e não repares nas ofensas que te fazem.
Salmo Responsorial
Sal 102
O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor e todo o meu ser bendiga o seu nome santo. Bendiz, ó minha alma, o Senhor e não esqueças nenhum dos seus benefícios.
Ele perdoa todos os teus pecados e cura
as tuas enfermidades.
Salva da morte a tua vida e coroa-te
de graça e misericórdia.
Não está sempre a repreender nem guarda ressentimento. Não nos tratou segundo os nossos pecados nem nos castigou segundo as nossas culpas.
Como a distância da terra aos
céus, assim é grande a sua misericórdia para
os que O temem.
Como o Oriente dista do Ocidente, assim
Ele afasta de nós os nossos pecados.
Leitura da Epístola do apóstolo
S. Paulo
aos Romanos
Rom 14, 7-9
Irmãos: Nenhum de nós
vive para si mesmo e nenhum de nós morre para si mesmo.
Se vivemos para o Senhor, e se morremos, morremos para o Senhor.
Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor. Na
verdade, Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos vivos
e dos mortos.
Aleluia. Aleluia:Dou-vos
um mandamento novo, diz o Senhor: amai-vos uns aos outros como
Eu vos amei.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo
segundo S. Mateus
Mt 18, 21-35
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?» Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. Então o servo postou-se a seus pés, dizendo: «Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei». Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: «Paga o que me deves». Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: «Concede-me um prazo e pagar-te-ei». Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. Então, o senhor mandou-o chamar e disse: «Servo mau, perdoei-te, porque me pediste. Não devias, também tu, comadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?». E o senhor, indignado, entregou-os aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».
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