| Liturgia: |
9 de Março
Leitura do Segundo Livro das Crónicas
2 Cr. 36. 14...23
Naqueles dias, todos os príncipes dos sacerdotes
e o povo multiplicaram as suas infidelidades, imitando os costumes
abomiáveis das nações pagãs, e profanaram
o templo que o Senhor tinha consagrado para Si em Jerusalém.
O Senhor, Deus de seus pais, desde o princípio e sem cessar,
enviou-lhes mensgeiros, pois quem queria poupar o povo e a sua
própria morada. Mas eles escarneciam dos mensageiros de
Deus, desprezavam as suas pav«lavras e riam-se dos profetas,
a tal ponto que deixou de haver remédio, perante a indignação
do Senhor contra o seu povo. Os caldeus incendiaram o tempo de
Deus, demoliram as muralhas de Jerusalém, lançaram
fogo aos seus palácios e destruíram todos os objectos
preciosos. O rei dos caldeus deportou para Babilónia todos
os que tinham escapado ao fio da espada; e foram escravos deles
e de seus filhos, até que se estabeleceu o reino dos persas.
Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pela boca de Jeremias:
«Enquanto o país não descontou os seus sábados,
esteve num sábado contínuo, durante todo o tempo
da sua desolução, até que se completaram
setenta anos». No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da
Pérsia, para se cumprir a palavra do Senhor, pronunciada
pela boca de Jeremias, o Senhor inspirou Ciro, rei da Pérsia,
que mandou publicar, em todo o seu reino, de vida voz e por escrito,
a seguinte proclamação: «Assim fala Ciro, rei
da Pérsia: O Senhor, Deus do Céu, deu-me todos os
reinos da terra e Ele próprio me contou o encargo de Lhe
construir um templo em Jerusalém, na terra de Judá.
Quem de entre vós fizer parte do seu povo ponha-se a caminho
e que Deus esteja com ele».
Salmo Responsorial Salmo
136
Se eu me não lembrar de ti, Jerusalém,
fique presa a minha língua.
Sobre os rios de Babilónia nos sentámos
a chorar, com saudades de Sião. Nós salgueiros das
suas margens, dependurámos nossas harpas.
Aqueles que nos levaram cativos, queriam ouvir os
nossos cânticos e os nossos opressores uma canção
de algeria: «Caitai-nos um cântico de Siaão».
Como poderíamos nós cantar um cântico
do Senhor em terra estrangeira? Se eu me esquecer de ti, Jerusalém,
esquecida fique a minha mão direita.
Leitura da Epístola do apóstolo
S. Paulo
aos Efésios Ef
2, 4-10
Irmãos: Deus, que é rico em misericórdia,
pela grande caridade com que nos amou, a nós, que estávamos
mortos por causa dos nosso pecados, restituiu-nos à vida
com Cristo - é pela graça que fostes salvos - e
com Ele nos ressuscitou e nos fez sentar nos Céus com Cristo
Jesus, para mostrar aos sséculos futuros a abundante riqueza
da sua graça e da sua bondade para connosco, em Cristo
Jesus. De facto, é pela fraça que fostes salvos,
por meio da fé. A salvação não vem
de nós: é dom de Deus. Não se deve à
obras: ninguém se pode gloriar. Na verdade, nós
somos obra sua, criados em Cristo Jesus, em vista das boas obras
que Deus de antemão preparou, como caminho que devemos
seguir.
Glória a Vós, Senhor, Filho do
Deus vivo
Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito:
quem acredita n'Ele tem a vida eterna.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo
segundo São João
Jo 3, 14-21
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n'Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n'Ele não pareça, mas tenha a sua vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n'Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus. E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luzz, porque eram más as suas obras. Todo aquele que pratica más acções odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus.
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