Para a concretização desta obra, os Vicentinos contaram com a oferta do terreno por D. Alzira Oliva Teles. Lançaram depois uma série de iniciativas na Paróquia para angariação dos fundos indispensáveis à construção. O maior contributo veio, entretanto, da Segurança Social: 60% dos custos da obra. A esta verba juntou-se a da Câmara Municipal e assim se conseguiram 250 mil contos que foi o custo total.
O Lar de Santo António dispõe de cerca de 40 quartos para internamento e tem a possibilidade de apoiar cerca de 80 pessoas como Centro de Dia. É uma construção digna, funcional e com garantias de humanismo no tratamento das pessoas. Ela honra a Paróquia e quem o construiu. O esforço e espírito de sacrifício dos Vicentinos de Gueifães agora espelhados na Obra que construíram são agora ponto de referência para todos os que queiram fazer algo de válido pelo bem comum.
Por tudo isto, não admira que tenha sido num ambiente de festa, animada pela Banda Marcial de Gueifães e pelo entoar do Hino do Lar, que, no passado dia 21 de Junho, D. José Augusto, acompanhado pelo Pároco, P. Orlando e proeminentes autoridades benzeu esta Casa. Como Lar «terá sempre acesa a chama do amor, oferecendo a tantos idosos o aconchego, o carinho e a comunhão que não encontraram na vida».
D. José explicou o sentido da Bênção, tendo lembrado que a água recorda o Baptismo em que os cristãos se tornam «homens novos», ou seja, capazes de levar a novidade evangélica aos mundos da economia e da política, «construindo uma sociedade à medida do Homem». Enalteceu depois o trabalho das Conferências de S. Vicente de Paulo que, na linha do Fundador, Frederico Ozanam, há século e meio, se dedicam a suavizar os sofrimentos de hoje. Apontou depois o exemplo de Santo António como modelo de serviço aos irmãos, na linha de S. Francisco.
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