João Paulo II, que lançara a sugestão na última Quinta-Feira Santa, estava sorridente e em boa forma, apesar dos problemas de saúde que tem vencido com alguma surpresa para certos poderes detentores de grande parte da comunicação social bem interessados em que não chegue ao ano dois mil quem proclama, sem rodeios, o perdão das dívidas a povos que vivem na miséria, um mais consequente diálogo entre as religiões e sobretudo entre os cristãos, o respeito pela vida e pelos direitos humanos, a relação entre a Fé e a Cultura, e que se ponha em prática a doutrina social da Igreja.
O «Te Deum» escrito pelo Papa que foi proclamado por um actor italiano permitiu que participantes e espectadores através da Televisão entendessem que a celebração destas Bodas de Ouro devem ser entendidas como louvor ao Sacerdócio de Cristo. João Paulo II ofereceu aos concelebrantes vindos de todo o mundo a sua nova autobiografia «Oferendas e Mistério» que contém textos e fotografias de Karol Woityla ao longo do seu percurso de vida sacerdotal.
Todos os que celebravam 50 anos de Ordenação estiveram reunidos no Vaticano desde sexta-feira. Depois da grande celebração a que presidiu o Papa, foi lançado um balão com mensagens de paz, enquanto a Música unia num mesmo sentimento de acção de graças mais de 50 mil fiéis. E o Papa anunciou que quer visitar no próximo ano a República Checa, a Polónia, a França e o Brasil.
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