Jornadas das Comunicções Sociais

«Chegou a nossa vez»

«Comunicar o Evangelho» é a missão que vem desde Cristo, mas nunca foi possível levá-lo tão longe como agora, através da rádio, televisão ou da Internet. Esse foi o objectivo das Jornadas Nacionais de Comunicação Social que decorreram em Fátima, nos dias 14 e 15, tendo sido promovidas pelo respectivo Secretariado num objectivo de sensibilizar as pessoas que dirigem os jornais e rádios católicas para o tema deste ano do Dia Mundial das Comunicações Sociais: «Comunicar o Evangelho de Cristo, Caminho, Verdade e Vida».

A D. Serafim Silva, bispo de Leiria-Fátima e membro da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais, coube acompanhar os trabalhos, na tarde de 6ª-feira e na manhã de sábado, uma vez que D. Maurílio, presidente da Comissão, tinha ido a Baucau, Timor-Leste, acompanhar D. Basílio na entrada da sua diocese. Advertindo que as novas técnicas exigem aprendizagem e reflexão, D. Serafim deixou a todos um apelo à utilização das "novas estradas da Comunicação" para que a Boa Nova de Cristo chegue o mais longe e depressa possível.

A Carlos Liz, Rui Almeida, Paulo Rocha, Armandino Neves e também Tiago Fernandes coube falar dos novos desafios da Internet e exemplificar, numa demonstração ao vivo, as suas potencialidades, com entrada no Vaticano, Ecclesia (desde Janeiro tem um serviço de informação diária) e outros órgãos de Comunicação, como poderia ter sido a «VP», que em Portugal foi o primeiro meio de Comunicação da Igreja a entrar na Internet.

Bem claro ficou que estamos num tempo novo e que, depois das revoluções industrial e da terciarização da vida, chegou agora a vez da Comunicação. E Deus e a Boa Nova de Cristo não poderão faltar (na Internet há 410 mil ítens sobre Deus e 146 mil sobre Cristo!) em versão autêntica nesse novo mundo da Internet. Foram explicadas ainda as potencialidades do correio electrónico e de outros serviços.

No sábado, o Dr. Lopes Araújo falou da violência na televisão, tendo explicado que a mais funesta é a violência que não é entendida como tal, quando não se distingue a ficção da realidade. A violência fora de contexto, a ficção que «inventa» a realidade, a violência pela violência ou as desgraças transformadas em anedota são formas de violência bem comuns.

Uma chuva de perguntas demostrou a receptividade do tema, tendo também sido pedido um esclarecimento sobre a TVI e sobre sobre a presença da Igreja na Televisão pública.

Os trabalhos concluiram-se com reunião dos secretariados diocesanos, sob a presidência de D. Serafim. E, mais uma vez, se verificou que ainda há dioceses que nem têm secretariado das Comunicações, nem participam em encontros destes.


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