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Na próxima semana, no dia 28, às 21. 30 horas, terá
lugar, na Igreja da Lapa, o tradicional Concerto de Sexta-Feira
Santa. Serão apresentadas as obras Stabat Mater de José
Joaquim dos Santos (1747-1801?) e a Missa em Lá bemol Maior,
D 678, de Franz P. Schubert (1797-1828). Deste modo se celebram,
também os centenários de nascimento destes dois
compositores: J. J. Santos (250 anos) e Schubert (200 anos). As
obras, nunca ouvidas no Norte, serão interpretadas por
notável elenco: Sílvia Correia Mateus, soprano,
Zandra McMaster, mezzo-soprano, Justin Lavender,
tenor, Brian Jauhiainen, baixo, Coro
da Sé Catedral do Porto, Orquestra Clássica do Porto,
sob a direcção do maestro Omri Hadari
JOSÉ JOAQUIM DOS SANTOS nasceu em Óbidos pelo ano de 1747 e faleceu em Lisboa pelo ano de 1801. Estudou no Seminário Patriarcal, onde recebeu lições de David Perez, vindo, depois a ocupar o lugar de Mestre de Música. Compôs abundante música sacra e religiosa, missas, motetes, salmos, vários Stabat Mater, Te Deum e Miserere, responsórios para a Semana Santa, etc. Tem-se conhecimento de que terá escrito duas cantatas pastoris, cuja música se terá perdido.
O compositor é hoje um ilustre desconhecido, cuja música
não desmerecerá relativamente aos seus pares europeus.
Este Stabat Mater será uma primeira audição
moderna que muito admirará os melómanos. Pena é
que muito do nosso excelente património musical continue,
apesar do que se diga, a apodrecer nos arquivos anónimos.
FRANZ PETER SCHUBERT nasceu em Viena, em 31 de Janeiro de 1797 e morreu, com 31 anos, em 19 de Novembro de 1828. Num tão curto espaço de existência produziu uma notável quantidade de obras, abrangendo todos os campos da composição musical: Óperas (uma dúzia de obras, algumas das quais se perderam parcialmente, música de cena e 7 aberturas); Música religiosa (6 missas, 1 Missa alemã, 6 Salve Regina, 2 Stabat Mater, etc.); Música coral (cerca de 130 obras, cantatas - Cântico de Triunfo de Miriam e Lázaro - e diversas canções); Música orquestral (9 Sinfonias, 9 aberturas, danças, etc.); Música de Câmara (19 quartetos, trios, quintetos, 1 octeto e variações, etc. para diferentes instrumentos); Música de Piano (Sonatas, variações, danças, fantasias, etc.; Canções (603 Lieder sobre poemas de Goethe - particularmente, o ciclo dos Cânticos de Wilhelm Meister -, Schiller, Heine, Schlegel, Müller - os dois ciclos: a Bela Moleira e a Viagem de Inverno - e o ciclo Sete Canções da Dama do lago de Scott).
Após a formação musical, no seio da família, entrou para o Seminário Imperial, onde pôde contar com mestres como Salieri. Mas o génio ensinou-lhe verdadeiramente mais que os mestres. Incapaz de dominar a torrente da sua inspiração e não possuindo o domínio inato da forma de um Mozart, Schubert impõe-se sobretudo pela sua abundante e maravilhosa invenção melódica. Um dos seus amigos mandou gravar um epitáfio na sua sepultura, com estas palavras: «A música enterrou aqui um rico tesouro e ainda as mais formosas esperanças».
Schubert é efectivamente um caso à parte na história da música. Alguém que fez da música o sentido da sua vida, mais que desposando-a, identificando-se com ela. «As minhas obras são os filhos do meu conhecimento da música e da minha dor» - escreve em 1824. Em Schubert se inscreve plenamente o destino da arte, como manifestação da glória (o seu génio único, inconfundível), marcada pela cruz (a sua existência atormentada), expressa num classicismo romântico.
A Missa em Lá bemol ou Missa Sollemnis pertence a um tempo de grande maturidade (1822), juntamente com a Sinfonia Inacabada e a Ópera Alfonso e Estrella. Trata-se de uma obra pouco ouvida (será a primeira vez, no Norte) e com a pretensão das grandes missas de Bach, Mozart e Beethoven.
Uma vez mais, o Concerto da Páscoa será um grande acontecimento na nossa Cidade. O mesmo Concerto será apresentado em Braga (Sé Catedral), no dia 25 e em Espinho (Igreja Matriz). As entradas para o Concerto da Igreja da Lapa far-se-ão por convite (1 por pessoa), disponíveis na Igreja da Lapa.
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Partindo da praça fronteira à Igreja de Santo Ildefonso, as cruzes e seus devotos acompanhantes percorreram as ruas de Santo lldefonso e Entreparedes até à Praça da Batalha e prosseguiram pelas Ruas de Augusto Rosa, Saraiva de Carvalho e D. Hugo, terminando no Terreiro da Sé.
Dezenas de jovens das paróquias da Senhora d'Ajuda, Ramalde, Carvalhido, Antas, Senhora do Calvário, Senhora da Areosa, Paranhos, Vitória, S. Nicolau, Massarelos, Santíssimo Sacramento, Cedofeita e Sé asseguraram as 14 estações, com leituras e meditações adequadas e, em alguns casos, com encenações do tema da estação.
Presidiu o Reitor do Seminário Maior, Cónego Dr. António Taipa, que, no final, se referiu ao sentido evangélico deste acto paralitúrgico, enquadrando-o na preparação da paixão, morte e ressurreição do Senhor Jesus.
Sendo o primeiro ano em que esta iniciativa se realizou deve dizer-se que a experiência foi muito bem recebida e que ficou a certeza de que vale a pena continuar, aqui e ali melhorando alguns pormenores, mas tendo a certeza de que este testemunho de fé, com os jovens a "darem a cara", se revelou uma manifestação pública eclesial que é preciso voltar a animar as ruas do velho burgo portuense.
| B. C. |
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A aprovação com aplauso, fez manifestar-se um voto de dar continuidade ao esforço de lançamento da AIC. Com 199 sócios, ela teve um rápido crescimento, o que reclamava que, pelo menos alguns elementos dos anteriores Corpos Sociais, permanecessem. E, feita a eleição, foram escolhidos: Assembleia Geral - Agência Ecclesia (A. Rego), Voz Portucalense (F. Milheiro) e Cruzada do Bem-Fazer (Noémia Coelho); Conselho Fiscal - Diário do Minho (S. Araújo), Jornal da Beira (J. Vieira) e Mensageiro de Bragança (I. Pereira); Direcção - A Defesa ( A. Salvador), Além-Mar (J. Rebelo), Badaladas (F. Miguel), Reconquista (Vítor Serra) e Fátima Missionária (E. Assunção).
Foram dados alguns esclarecimentos aos associados, nomeadamente sobre o Porte-Pago e sobre a conveniência de se alargar o número de sócios já que são mais de 600 os títulos que se definem como sendo de inspiração cristã.
| B. C. |
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A maioria dos jovens escolheram como meio de deslocação o combóio (alguns, de S. Paulo do Viso, com as respectivas famílias), mas uma vintena de valentes, de forma inédita e merecedora de realce, utilizou a bicicleta para chegar à cidade duriense.
Em Paredes, os portuenses, juntamente com os jovens das Vigararias da Região Pastoral Nordeste (Paredes I e II, Penafiel I e II, Lousada e Vizela) participaram na bênção dos ramos e na Eucaristia festiva.
A Jornada, há muito projectada com a anuência do Pároco de Paredes, embora não tenha correspondido integralmente às expectativas criadas pelos jovens portuenses que ali se deslocaram (já que, por razões diversas, não receberam o acolhimento que esperavam), foi, todavia, uma experiência de conteúdo positivo que permitiu usufruir um dia diferente em que a alegria e o convívio marcaram pontos.
Entretanto, registe-se que a Jornada se iniciou às 1oh15 no Parque Central de Paredes com a apresentação das Vigararias da Região Nordeste, seguindo-se uma marcha pelas ruas da cidade até à Igreja Paroquial, onde, com transmissão directa da TV4, se realizou a bênção dos ramos e foi celebrada a Eucaristia.
Depois do almoço, os jovens reuniram-se no recinto das escolas para um festival de animação, onde deram largas ao seu entusiasmo (com destaque para a excelente intervenção dos jovens da Vigararia de Vizela), embora, aqui e ali, a mensagem deste dia tenha estado à beira de ser desvirtuada por intervenções que nada tinham a ver como espírito e com a letra do tema que João Paulo II escolheu para a Jornada Mundial da Juventude.
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