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A cidade do Porto tornou-se a segunda maior Academia do País, devido à proliferação de universidades e institutos superiores privados e ao crescimento da própria Universidade do Porto. Efectivamente, aqui continuam a chegar estudantes vindos das mais diversas proveniências, desde Trás-os-Montes e Alto Douro, Beira Interior, Minho e Aveiro. O problema aparece referido já em 1991 nas Orientações Diocesanas de Pastoral quando se diz que, para além das muitas pessoas que fixam residência na área diocesana por aqui virem encontrar oportunidades de emprego, também chegam muitos estudantes que poderão experimentar algum «desenraizamento e anonimato».
Uma tal situação traz inegáveis benefícios à Cidade, mas põe também algumas questões. E uma é a do modo como são acolhidos estes estudantes, mormente quando aqui chegam pela primeira vez em busca de alojamento. A falta de informação e algumas situações de exploração, desde a especulação de preços, à falta de condições para o descanso e para o estudo, ou mesmo a indevida exploração do trabalho ou até do próprio corpo, são dificuldades a que a sociedade, e sobretudo as comunidades cristãs, não podem ficar indiferentes.
Foi por isso que nasceu, desde há sete anos, uma proposta de intervenção por parte do Secretariado da Pastoral Universitária juntamente com as referidas paróquias, algumas com notável esforço desde há muito.
Nos últimos anos, entretanto, passou-se da escassez e mesmo insuficiência de oferta, em relação à procura, a uma certa abundância, o que fez com que, frequentemente, sejam mais as pessoas «a oferecer» alojamento do que a procurá-lo. Este facto tornou ainda mais pertinente uma intervenção pastoral, dando não só informações sobre a existência de alojamentos, mas sobretudo sobre as condições e «dignidade» dos mesmos, o que é feito, com toda a gratuidade, por pessoas ligadas aos serviços paroquiais.
Este «serviço pastoral» permite, além disso, o acolhimento e inserção humana e eclesial dos novos estudantes que uma comunidade paroquial pode oferecer como ninguém. E esta forma de actuação inviabiliza qualquer tentativa de transformação deste serviço em formas de «agência de alugueres», contribui para uma maior justiça e dignidade nas condições de alojamento, e permite a resolução de outros problemas, mesmo os de natureza económica.
Nesse sentido, o Secretariado da Pastoral Universitária propôs que, em cada paróquia, se crie um ficheiro de quartos ou apartamentos para alugar que resulte de uma campanha lançada pela comunidade num esforço de encontrar condições de mais justiça, dignidade e alguma inserção social ou mesmo eclesial. Recomendou também uma verificação directa das referidas qualidades, um esforço de acolhimento dos estudantes pelos serviços paroquiais, a elaboração de uma listagem dos estudantes que contactarem as paróquias e o envio de cópia dessa listagem ao Secretariado.
O Secretariado Diocesano com sede na Casa Diocesana de Vilar, Porto, criará uma listagem geral, verificará através de uma equipa de estudantes voluntários as condições de alojamento, actualizará regularmente o ficheiro de informações e assegurará nos meses de Setembro e Outubro, de 2ª a 6ª-feira, das 11 às 13 e das 14,30 às 18 horas, um serviço de atendimento permanente, particularmente para resolver problemas que as paróquias não tenham conseguido solucionar. Mais informações: Seminário de Vilar, 4050 Porto; tel. 6000824; fax 6096276.
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É que um homem daqueles, mesmo depois duma vida longa, não morre.
Nasceu em 22 de Setembro de 1912 em Santa Marinha de Gaia, em Coimbrões, pelo que vai festejar dentro de dias, no Céu, o seu 85.º aniversário.
Foi ordenado de presbítero em 4 de Agosto de 1940 e a 3 de Outubro do mesmo ano é nomeado coadjutor na paróquia de Nossa Senhora da Conceição.
Em 1942 prefeito do Seminário da Sé. Em 8 de Abril de 1944 pároco em Paraíso. Em 15 de Janeiro de 1947 Capelão do Hospital do Terço.
Foi Director dos «Cruzados de Fátima» e, durante nove anos, Assistente Diocesano da Acão Católica Rural, onde se revelou como educador, sobretudo de jovens.
Depois foi a partida para a Diocese de Quelimane, Moçambique, acompanhando D. Francisco Nunes Teixeira, como secretário da Diocese e professor num colégio de religiosas. Uns anos, perdi-o de vista. Após cinco anos em Quelimane, a saúde abalada trá-lo de novo ao Porto onde é Director da Tutoria, com total dedicação e eficiência.
Voltei a encontrá-lo na Igreja da Trindade onde até há pouco foi excelente confessor e óptimo conselheiro. Muitos lhe devemos muito e, por mim, julgo que ainda por muito tempo precisaria do Padre Romero para aprender dele a lição da Simplicidade, que nele era verdadeira.
Para mim era motivo de admiração o facto de simultâneamente ter as virtudes da firmeza e da simplicidade, não em paralelismo mas sim em concorrência, planificando um Homem Integral. Documentou-o nas suas actividades desenvolvidas como mesário e Vice-provedor das Misericórdias do Porto e de Gaia.
Nos «Amigos de Gaia» e nos «Amigos do Porto» e nos artigos que nos maravilhavam desenvolveu em muitos o gosto pelo estudo destas cidades irmãs. Talvez porque nascido e criado numa família numerosa - seus pais Vicente Romero Vila e Rita de Jesus deram-lhe 14 irmãos - sempre prezou o associativismo. Gostava de conviver e colaborar activamente. Pertenceu ao Quadro Auxiliar dos Bombeiros Voluntários de Coimbrões, como assistente espiritual, o que lhe conferia equiparação a Ajudante de Comando, e foi ainda vice-presidente da Assembleia Geral da mesma Associação Humanitária de 1964 a 1970, e desde 1971 seu presidente.
Tinha ainda ocasião para colaborar, assiduamente, na Igreja de Coimbrões com o saudoso Cónego Dr. Narciso Rodrigues.
Apaixonavam-no a arte e os artistas da sua terra. Deixa, publicados, trabalhos sobre costumes, artesanato e história. Escreveu sobre Augusto Santo, Gonçalves da Silva, autor das carrancas do Teatro de S. João e dos anjos do tecto da Ourivesaria Reis. Fez a análise de Sousa Caldas como professor e artista. Biografou Alves de Sousa e escreveu também sobre a Olaria em Gaia e sobre o escultor Teixeira Lopes, bem como sobre Coimbrões e a sua Igreja e a Fábrica do Costa das Devezas.
Creio que não chegou a escrever, mas ainda há poucos meses, em conversa comigo, enaltecia Guilherme Camarinha.
Tinha em mãos, julgo que concluído, um trabalho sobre «Santa Catarina das Flores» antigo nome da Rua das Flores que acho valeria a pena publicar.
Foi este Sacerdote multímodo na aplicação dos talentos que Deus lhe confiou, que hoje, 30 de Agosto, levamos a sepultar no jazigo familiar em Coimbrões. Até na morte teve a graça de ser simples. Atravessou a «fronteira» de tal modo, que mais do que morte pareceria «dormição». Mudado há não muito tempo da sua casa de Coimbrões, voltou agora a mudar. Foi habitar uma das muitas moradas da Casa do Pai, lá onde não há tempo nem espaço.
Espero que um dia me seja concedido habitar junto da sua morada, agora que ele já me vê tal qual sou, mas sem pena, pois vive no seio da Eterna Alegria. Padre Romero, quando eu chegar ao Mundo onde não há idades, vou ter o gosto de te tratar por tu, numa irmanação que não terá fim. Até lá, que Deus te conserve sempre na minha mente e no meu coração, para alcançar de novo a alegria inefável de voltar a ver-te.
| Ilissínio Duarte |
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Desde a origem que esta Congregação se define como missionária, tendo aberto a sua primeira missão na selva peruana com o objectivo de ajudar à promoção humana dos nativos. Em 1920 foi agregada à Ordem Dominicana, tendo como carisma particular a evangelização dos pobres onde a Igreja mais necessitar.
A opção pelos mais pobres e a missão "ad gentes" fizeram com que a congregação estendesse a sua acção aos cinco continentes onde 130 comunidades, com cerca de um milhar de irmãs, procuram anunciar aos pobres a boa notícia de Jesus Cristo e trabalhar com essa gente na construção de um mundo mais justo e fraterno.
As Missionárias Dominicanas do Rosário chegaram a Portugal em 1939 e têm duas comunidades em Lisboa, três em Castelo Branco, uma no Porto e outra em Setúbal, tendo mais de 60 irmãs. Pertencem igualmente à Província Portuguesa quatro comunidades existentes em Moçambique.
Na Diocese do Porto, a acção principal desta congregação
tem a ver com a educação cristã, tendo um
estabelecimento de ensino, Jardim de infância e escola primária
que serve cerca de 400 crianças, além do trabalho
pastoral que realizam nas comunidades paroquiais vizinhas.
Irmãs de Maria de Schönstatt
O Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schönstatt é um dos seis institutos seculares fundados pelo P. José Kentenich em Outubro de 1926, na Alemanha. A fundação em Portugal data de 12 de Setembro de 1975, tendo 22 membros, quando no Instituto em geral são cerca de três mil.
O seu fundador nasceu em Gymnich, Alemanha, em 1885, e, desde cedo, se revelou um carismático educador da juventude. O melhor da sua vida dedicou-o à missão que Deus lhe confiara na Igreja e no mundo: a apresentação de Cristo e Maria como modelos de Homem Novo numa sociedade em rápida mudança. Bem significativas são as palavras que foram escritas na lápide do túmulo do Fundador e que, com simplicidade, caracterizam bem a sua vida e a dinâmica de todas as suas obras: "Dilexit ecclesiam" - amou a Igreja.
Este instituto secular teve a sua fundação em 1 de Outubro de 1926, mas só foi aprovado pela Santa Sé em 1948. Em 8 de Dezembro de 1976 o Papa Paulo VI concedeu-lhe o "Decretum Laudis". Tem por carisma a renovação do mundo em Cristo por Maria, os seus membros vivem em comunidades ou individualmente e fazem apostolado através da dinamização de grupos ligados ao movimento apostólico, ou inserindo-se na pastoral da Igreja local e na vida profissional.
Têm casas em Aveiro, Lisboa, Braga e Porto (R. do Meiral, 465 - 4400 Canidelo, Vila Nova de Gaia). Na Diocese do Porto trabalham nos serviços de secretaria diocesanos, na catequese de adolescentes e jovens de algumas paróquias, e na dinamização de grupos
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