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Diáconos permanentes reunidos em Fátima

Os diáconos permanentes das diversas dioceses portuguesas reuniram-se de 7 a 10, em Fátima, com as respectivas esposas, em retiro orientado por Frei Rui, sacerdote dominicano.

Acolhidos pelo presidente da Comissão Clero, Seminários e Vocações, da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Augusto César, bispo de Portalegre e Castelo Branco, os participantes ouviram-lhe sublinhar a importância e esperança muito grandes que a Igreja deposita no diaconado permanente. E acrescentou que mais algumas dioceses deram passos decisivos para restaurar o diaconado permanente, como aconteceu em Bragança, Portalegre e Castelo Branco, Vila Real, Lamego, Beja, Faro e Leiria-Fátima. E também o Bispo de Leiria-Fátima, D. serafim, fez questão de estar um pouco com os diáconos e esposas.

Frei Luis desenvolveu, de forma admirável, várias vertentes duma temática especialmente interessante para os diáconos: a eficácia da Palavra de Deus.

Os trabalhos foram encerrados no dia 10, por D. Gilberto, bispo auxiliar do Porto e membro da Comissão Episcopal do Clero, Seminários e Vocações, onde é responsável pelo diaconado permanente. D. Gilberto sublinhou a importância para a Igreja da envolvência do diaconado à Igreja doméstica, abrindo ao diácono e esposa caminhos novos como casal, por vezes difíceis, exigindo uma grande santidade do diácono e da esposa e, também, uma particular atenção e carinho por parte dos Bispos.

No encontro foi apresentado também o n.º 5 - 2.ª Série, do jornal «Diácono», feito pelos diáconos para os diáconos e para todos que sentem no coração a necessidade de se desenvolver a diaconia na Igreja. Este número está recheado de testemunhos a merecer uma séria reflexão, sobretudo por parte dos que ainda teimam em não aceitar o diaconado permanente como dom de Deus à Igreja dos tempos de hoje. Inclui também a mensagem do Papa João Paulo II, a propósito da Assembleia Plenária da Congregação para o Clero, realizada em Roma, em 30 de Novembro de 1995 em que o Papa afirmou que «o diácono é ponte entre os homens». E, a propósito de alguns que teimam em considerar o diácono leigo, João Paulo II diz, na linha do Vaticano II e de Paulo VI, que «ele já não é» um leigo, «nem pode voltar a ser leigo em sentido estrito». Significativa também outra afirmação do Papa: «O diácono não é um funcionário ou empregado eclesiástico a tempo parcial, mas um ministro da Igreja».

Este encontro terminou com a Eucaristia presidida por D. Gilberto Canavarro e com almoço em comum.
A. C.
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VIDAS CONSAGRADAS

Missionários de S. Carlos/Scalabrinianos

Há 25 anos que está em Portugal a Congregação dos Missionários de S. Carlos/Scalabrinianos, pois em 3 de Março de 1971 chegou o primeiro missionário. Esse dia, integrado nas celebrações das bodas de prata, foi assinalado com uma celebração eucarística na paróquia de Amora, na diocese de Setúbal, presidida pelo P. Ugo Fent, missionário italiano vindo do Brasil e que, em 1971, fundara a primeira comunidade na então paróquia de Amora-Corroios, nesse tempo pertencente à diocese de Lisboa.

Esta Congregação missionária foi fundada em 28 de Novembro de1887, em Itália, pelo bispo D. João Baptista Scalabrini destinando-a à evangelização das comunidades migrantes, «tornando-se migrante com os migrantes para com eles reunir numa só comunhão o povo de DFeus disperso». Actualmente está em 26 países e dá apoio a vários grupos étnicos migrantes. Conta nas suas fileiras com quatro bispos, 621 sacerdotes, 18 irmãos e 72 estudantes religiosos.

A vinda para Portugal, a pedido da Conferência Episcopal, deve-se ao particular empenho de D. António dos Reis Rodrigues, que conhecia o trabalho dos scalabrianos junto de algumas comunidades portuguesas no estrangeiro. Por orientação de D. João Alves, actual bispo de Coimbra, foram encaminhados para a margem sul do Tejo, uma periferia urbana em veloz crescimento urbanístico e demografico, que era caracterizada por forte "mestiçagem" de migrantes internos, africanos e de outras regiões, e muito carenciada de meios de evangelização.

Interpelante foi a missão de ali colaborar, consciencializar e servir a Igreja na pastoral migratória e fazer nascer uma pastoral vocacional em favor da evangelização das multidões migrantes, particularmente de língua portuguesa. Em estreita colaboração com a Obra Católica Portuguesa de Migrações e dando apoio pastoral a grupos étnicos, esta Congregação tem privilegiado as paróquias na sua acção missionária.

A comunidade em Portugal tem oito padres e cinco seminaristas, e casas nas dioceses de Aveiro e de Setúbal. As "bodas de prata" serão assinaladas com algumas iniciativas, como o relançamento da revista "Info.migrações" para apoio na reflexão sócio-pastoral sobre as migrações; e um maior empenhamento eclesial e associativo, em ligação com a OCPM, no processo de legalização de imigrantes clandestinos. No dia 30, domingo, D. Manuel Martins, bispo de Setúbal e presidente da Comissão Episcopal das Migrações, presidirá, em Amora, a uma Eucaristia que contará com a participaão do Padre Geral da Congregação, bem como de alguns missionários que, ao longo destes anos, serviram a Igreja no mundo das migrações.
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