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Acolhidos pelo presidente da Comissão Clero, Seminários e Vocações, da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Augusto César, bispo de Portalegre e Castelo Branco, os participantes ouviram-lhe sublinhar a importância e esperança muito grandes que a Igreja deposita no diaconado permanente. E acrescentou que mais algumas dioceses deram passos decisivos para restaurar o diaconado permanente, como aconteceu em Bragança, Portalegre e Castelo Branco, Vila Real, Lamego, Beja, Faro e Leiria-Fátima. E também o Bispo de Leiria-Fátima, D. serafim, fez questão de estar um pouco com os diáconos e esposas.
Frei Luis desenvolveu, de forma admirável, várias vertentes duma temática especialmente interessante para os diáconos: a eficácia da Palavra de Deus.
Os trabalhos foram encerrados no dia 10, por D. Gilberto, bispo auxiliar do Porto e membro da Comissão Episcopal do Clero, Seminários e Vocações, onde é responsável pelo diaconado permanente. D. Gilberto sublinhou a importância para a Igreja da envolvência do diaconado à Igreja doméstica, abrindo ao diácono e esposa caminhos novos como casal, por vezes difíceis, exigindo uma grande santidade do diácono e da esposa e, também, uma particular atenção e carinho por parte dos Bispos.
No encontro foi apresentado também o n.º 5 - 2.ª Série, do jornal «Diácono», feito pelos diáconos para os diáconos e para todos que sentem no coração a necessidade de se desenvolver a diaconia na Igreja. Este número está recheado de testemunhos a merecer uma séria reflexão, sobretudo por parte dos que ainda teimam em não aceitar o diaconado permanente como dom de Deus à Igreja dos tempos de hoje. Inclui também a mensagem do Papa João Paulo II, a propósito da Assembleia Plenária da Congregação para o Clero, realizada em Roma, em 30 de Novembro de 1995 em que o Papa afirmou que «o diácono é ponte entre os homens». E, a propósito de alguns que teimam em considerar o diácono leigo, João Paulo II diz, na linha do Vaticano II e de Paulo VI, que «ele já não é» um leigo, «nem pode voltar a ser leigo em sentido estrito». Significativa também outra afirmação do Papa: «O diácono não é um funcionário ou empregado eclesiástico a tempo parcial, mas um ministro da Igreja».
Este encontro terminou com a Eucaristia presidida
por D. Gilberto Canavarro e com almoço em comum.
| A. C. |
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Esta Congregação missionária foi fundada em 28 de Novembro de1887, em Itália, pelo bispo D. João Baptista Scalabrini destinando-a à evangelização das comunidades migrantes, «tornando-se migrante com os migrantes para com eles reunir numa só comunhão o povo de DFeus disperso». Actualmente está em 26 países e dá apoio a vários grupos étnicos migrantes. Conta nas suas fileiras com quatro bispos, 621 sacerdotes, 18 irmãos e 72 estudantes religiosos.
A vinda para Portugal, a pedido da Conferência Episcopal, deve-se ao particular empenho de D. António dos Reis Rodrigues, que conhecia o trabalho dos scalabrianos junto de algumas comunidades portuguesas no estrangeiro. Por orientação de D. João Alves, actual bispo de Coimbra, foram encaminhados para a margem sul do Tejo, uma periferia urbana em veloz crescimento urbanístico e demografico, que era caracterizada por forte "mestiçagem" de migrantes internos, africanos e de outras regiões, e muito carenciada de meios de evangelização.
Interpelante foi a missão de ali colaborar, consciencializar e servir a Igreja na pastoral migratória e fazer nascer uma pastoral vocacional em favor da evangelização das multidões migrantes, particularmente de língua portuguesa. Em estreita colaboração com a Obra Católica Portuguesa de Migrações e dando apoio pastoral a grupos étnicos, esta Congregação tem privilegiado as paróquias na sua acção missionária.
A comunidade em Portugal tem oito padres e cinco seminaristas, e casas nas dioceses de Aveiro e de Setúbal. As "bodas de prata" serão assinaladas com algumas iniciativas, como o relançamento da revista "Info.migrações" para apoio na reflexão sócio-pastoral sobre as migrações; e um maior empenhamento eclesial e associativo, em ligação com a OCPM, no processo de legalização de imigrantes clandestinos. No dia 30, domingo, D. Manuel Martins, bispo de Setúbal e presidente da Comissão Episcopal das Migrações, presidirá, em Amora, a uma Eucaristia que contará com a participaão do Padre Geral da Congregação, bem como de alguns missionários que, ao longo destes anos, serviram a Igreja no mundo das migrações.
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