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É verdade que as mil tentativas que os
Santos fizeram de ir ao Mundo em missões penosas e perigosas,
constituíram mil tentações, pois sempre que
procuramos as multidões tivemos que chocar, enfrentar
e dialogar com reis e reinetes, sobas e sabichões, tiranos
e tiranetes. Como julgam que os sucessores de Francisco Xavier
puderam entrar na China? Por que porta entrou o próprio
Xavier no Japão? Exactamente da mesma maneira que Martinho
de Dume entre nós entrou em contacto com os Suevos, aceitando
ser o perceptor do filho do rei bárbaro. Ou como julgam
que os Francos foram abordados e uma fera chamada Clóvis
foi amansada? Ir à presença de reis e senhores,
desde Moisés a Jesus Cristo, e, por Cristo, com Ele e
n'Ele, até João Paulo II, sempre fez parte da Missão,
apesar das tentações e dos perigos de toda a ordem...
Quantas vezes ouvimos e dissemos: vamos ao Poder que com ele
nas mãos podemos mudar o curso da História!!! Quantas
vezes ouvimos e dissemos: conquistemos as elites intelectuais
pois os Letrados é que são respeitados!!! Quantas
vezes ouvimos e dissemos: vamos aos Ricos que com o dinheiro deles
podemos atenuar e aliviar os Pobres!!!
Os Monges no princípio deixavam o Mundo
por achar que a igreja se tinha mundanizado. Mas eles próprios,
quando se tornaram um poder na Igreja e face ao Mundo, logo se
serviram do poder que tinham e/ou veio a eles, para (grande tentação!
pôr ao Mundo aos pés de Cristo-Rei. Até os
Monges que, em princípio, e por opção deixavam
o Mundo!...
Porque há o Apostolado directo, e há
o Apostolado indirecto. Este é muito mais perigoso do que
aquele, pois naquele pode-se perder a vida, e neste pode-se perder
a alma! E não temos saída. Todas as tentativas de
ir ao Mundo são outras tantas tentações.
Muitos ainda não perceberam que aquela Tentação
de que Jesus nos ensinou a pedir ao Pai que nos livrasse, não
é a vulgar tentação da Fraquesa, mas exactamente
a tentação do Poder. Vejam lá. Quando Zaqueu
dá metade dos seus bens aos Pobres, quem é que os
vai administrar? Quando Carlos Magno oferece a sua protecção
à Santa Igreja Romana, a quem é que vai aproveitar?
Quando S. Boaventura, discípulo de Francisco de Assis,
opta pelos caminhos da Intelligentsia, quem é que vai
seguir?
Não temos outra saída. Até
para irmos ao Deserto temos que passar pelo Faraó. Ninguém
consegue deixar o Mundo, até porque vá para onde
for o Mundo vai com ele, o Mundo está nele. A pureza judaica
ou judaizante só existe na letra da lei, razão por
que os Judeus e os Muçulmanos andam sempre com água
benta atrás deles...
Apesar de todas as tentações que
há em todas as tentativas de ir ao Mundo, é preciso
não temer a mistura, com algumas reservas... que Jesus
foi muito claro ao estabelecer: a Igreja não pode pensar-se
à maneira de Estado, e em relação a este
deve manter as suas distâncias, assim como em relação
ao Dinheiro e em relação aos Escribas que, com os
Fariseus, tiveram sempre artes de escapar à Espada de
dois gumes que, como nos ensinou o Apóstolo, opera nas
profundezas da Alma, a espada da Palavra que tanto conquista como
mata... tanto atrai como repele, a uns dá a Vida e a outros
dá a Morte.
Se há diferença, quando há diferença, e é preciso que haja pois está, ou fica, em questões o nosso Carácter, a Diferença consiste em não termos vergonha e em não nos sentirmos envergonhados de andar em más companhias...
| Leonel Oliveira |
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As III Jornadas Arciprestais de Melgaço terminaram, sábado, com um Encontro- Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Peneda, onde teve lugar a celebração da Eucaristia.
O tema geral das jornadas Ser Cristão em Igreja para o Mundo, integrado na temática do Programa da Igreja Diocesana para este Ano Pastoral, foi abordado em três sessões, com os seguintes sub-temas: Porque é que sou Cristão?, Ainda será necessária a Igreja? e O Cristão no Mundo. Que atitude?.
Estas jornadas arciprestais, que tiveram lugar na Casa da Cultura de Melgaço, foram mais um esforço de reevangelização dos cristãos e suas comunidades, visando uma fé esclarecida, uma comunhão de vida cristã e um compromisso mais activo e participativo na comunidade.
BRAGA
Durante dois dias, 27 e 28 de Maio, reuniu, no Centro Apostólico do Sameiro, o Conselho Presbiteral com o objectivo de avaliar e projectar o futuro próximo da Igreja bracarense.
O escutismo como escola de valores foi um dos pontos da ordem de trabalhos deste Conselho. Para os conselheiros é fundamental enquadrar o Corpo Nacional de Escutas numa pastoral renovada e privilegiar a formação dos chefes do movimento, cabendo as párocos uma atenção especial a tudo aquilo que lhes é próprio dentro das acções do CNE. O ponto de situação da caminhada sinodal foi feito por D. Jorge Ortiga que alertou os presentes para a necessidade urgente de se promover uma catequese de adultos sistemática e integral. Face ao desenvolvimento dos trabalhos sinodais foi decidido criar um Secretariado Diocesano de pastoral para coordenar, orientar e promover iniciativas referentes à concretização do Sínodo e à celebração do jubileu do Ano 2000. Em termos de decisões, o Conselho marcou para 24 de Novembro, Dia de Cristo Rei, a abertura solene do Sínodo.
Ainda no decorrer deste Conselho, foi feita a avaliação das celebrações do Dia da Diocese, que congregou mais de 1200 participantes, do andamento do Projecto Homem da responsabilidade da Igreja bracarense para apoiar a recuperação de toxicodependentes e as aulas de Educação Moral e Religiosa Católica.
LAMEGO
No seguimento da Nota do Secretariado Geral da Conferência Episcopal Portuguesa, a Cúria diocesana acaba de tomar posição sobre situações protagonizadas por alguns meios de comunicação social de desrespeito e ataque à Igreja católica. Como exemplos destas situações o comunicado da Cúria aponta o uso da publicidade de imagens de falsos sacerdotes a distribuir preservativos, falsos frades a comercializar produtos, a produção d e programas que pretendem desvirtuar os princípios fundamentais da fé católica, com o propósito de justificar situações mundanas, que escandalizam o crente simples e desprevenido. Os protestos sobre a apresentação televisiva da rábula de Herman José não obtiveram dos responsáveis políticos o mesmo tratamento concedido ao governo angolano por causa do programa radiofónico de Joaquim Letria. Tudo isto mostra que a actuação dos políticos não obedece a critérios bem definidos, mas é orientada pelas circunstâncias.
LISBOA
A igreja diocesana celebrou, este ano, o seu dia na Vila de Azambuja. Mais de dois catequistas reflectiram, em comum, sobre a Catequese e a construção da Igreja
Os catequistas foram convidados a
fazer uma reflexão sobre a catequese de adultos. Para o
Bispo de Leiria/Fátima é preciso incentivar os catequistas
no seu trabalho de evangelização e formação
sublinhando o aspecto qualitativo da função do catequista.
Em ambiente de festa diocesana, ols participantes no encontro
lembraram os 25 anos de D. António Ribeiro, como Patriarca
de Lisboa.
É com satisfação que a Igreja vê a publicação da lei da regularização dos imigrantes clandestinos, permitindo assim que numerosos estrangeiros, já residentes no nosso país, sejam reconhecidos nos seus direitos cívicos e laborais e possam, por conseguinte, sair da dolorosa situação em que se têm encontrado, lê-se numa Nota do Cardeal Patriarca.
Esta situação dos imigrantes
conhecida e permitida pelo poder político, ao longo de
anos, tem imposto a marginalidade a milhares de trabalhadores
e suas famílias, privados da possibilidade de obter contrato
de trabalho e de arrendamento de habitação, de inscrição
na segurança social e da normal escolaridade dos seus filhos,
além de os forçar a viver no constante receio das
autoridades policiais, por não se poderem identificarem
convenientemente. Tudo isto foi denunciado pela Igreja. Agora,
cristãos e suas comunidades não podem ficar indiferentes
à sorte destes homens, mulheres e crianças, que
procuram no nosso país, nomeadamente os originários
dos antigos territórios portugueses, melhores condições
de vida, devendo, por isso, prestar, em nome do verdadeiro sentido
de hospitalidade, todo o apoio possível, de forma que o
maior número deles obtenha a documentação
indispensável à sua legalização entre
nós.
As celebrações do encerramento
VIII Centenário do nascimento de Santo António,
que hoje têm lugar em Lisboa, ficam assinaladas pelo anúncio
da construção de uma nova Basílica em honra
do santo. Depois da solene concelebração eucarística
presidida pelo Cardeal Patriarca, junto ao Palácio da Justiça,
será anunciado que, em breve, será conhecido o regulamento
do concurso internacional da construção da Basílica
que irá ocupar os terrenos no topo da Parque Eduardo VII.
FUNCHAL
«Cobardes convertei-vos» foi o grito lançado por D. Teodoro de Faria, no Domingo de Pentecostes: «Negar o Espírito Santo significa ser cobarde, atirar a pedra, escondendo a mão. É como uma pessoa sem cabeça, que é capaz de escrever, mas que não tem coragem de dizer quem é».
Depois de ter passado uma semana em França, D. Teodoro tomou conhecimento das acusações feitas pelo testamenteiro de Eugénia Bettencourt, que legou os seus bens às obras de caridade da Diocese, e ripostou, dando exemplos da actividade da Igreja em favor dos mais desfavorecidos.
Aos jovens que se encontravam na Sé, para receberem o sacramento da Confirmação, D. Teodoro incitou-os a participar nos movimentos da Igreja, pois têm «necessidade de continuar a crescer na fé». E pediu-lhes ainda para se matricularem nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica «para que Deus não seja expulso da Escola».
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