NA COMUNHÃO DAS IGREJAS


BRAGA

A peregrinação ao Sameiro, no domingo, constituiu, uma vez mais, uma manifestação da fé mariana das gentes do Minho.

Dezenas de milhares de pessoas, agrupadas na sua grande maioria por paróquias, participaram na peregrinação desde a Sé catedral até ao Sameiro, cantando e rezando. Foram quatro horas de peregrinação, das 7,30 às 12 horas, que culminaram com a celebração da Eucaristia presidida por D. Eurico Dias Nogueira.

Na homilia, o Arcebispo Primaz chamou a atenção para o papel da Família na educação dos jovens. Face aos desequilíbrios da sociedade de hoje, a família é chamada a assumir-se na educação dos seus membros. E, neste aspecto, como salientou D. Eurico, é de sublinhar o papel importante da mãe no seio do lar, a dignidade da mulher doméstica. O equacionamento desta realidade poderá passar pelos meios horários das mulheres nos empregos, possibilitando uma maior disponibilidade para o trabalho de casa, com a devida ajuda económica do Estado.

Os telhados da Sé vão ser recuperados ainda este ano. O Ministério da Cultura desbloqueou, finalmente, na última semana de Maio, a verba necessária para a realização das obras, num total de 120 mil contos.

Para o Deão do Cabido, Cónego Eduardo Melo, a situação dos telhados da Sé tornava-se preocupante. Já em Janeiro passado, António Guterres, em visita à Catedral reconhecera os efeitos nefastos da chuva no edifício. Mas apesar do reconhecimento geral da necessidade das obras, estas continuavam a ser adiadas pelo IPPAR (Instituto Português do Património Arqueológico e Arquitectónico), o que levou o Deão da Sé a afirmar que, caso as obras não se iniciassem, antes do Inverno, aplicaria uma cobertura de plástico nos telhados da Sé.


COIMBRA

«É com algum incómodo que temos vindo a observar a progressiva despreocupação que existe no nosso meio estudantil, relativamente à participação na vida pública comunitária» - queixam-se os estudantes católicos no XXXII Conselho Diocesano do MCE.

A propósito desta despreocupação, os participantes escreveram uma moção, intitulada «Défice democrático no meio estudantil», onde referem que esta problemática não surge «só no Ensino Superior» e que resulta de «falhas estruturais, na Educação, que se têm vindo a arrastar desde há muito tempo». Acrescentam depois que «não é com atitudes derrotistas e fatalistas que concretizamos o sonho». E sugerem que se aproveitem melhor os espaços da Escola, da Universidade, dos Institutos de Formação Superior para formar «cidadãos construtores da nossa história, da nossa cultura, da nossa sociedade, de forma a exprimir a nossa opinião e fazer ouvir a nossa voz».

No Seminário Maior de Coimbra decorreu, há dias, o VI Encontro Interconfessional Nacional em que tomaram parte os dirigentes da Aliança Evangélica Portuguesa, do Conselho Português de Igrejas Cristãs e da Comissão da Doutrina da Fé.

Depois de falarem dos avanços na caminhada interconfessional que se vem realizando em Portugal, os participantes analisaram a situação actual da sociedade portuguesa, chegando à conclusão de que existem «graves porblemas de insegurança e até violência que reflectem a presente crise de valores da nossa sociedade». E dispuseram-se a incentivar os esforços de educação e a valorizar mais a família, a escola e o Estado que se têm «demitido do cumprimento dos seus deveres na defesa e promoção dos valores».

Sobre a Liberdade Religiosa, os participantes reafirmaram «que este é um direito fundamental da pessoa humana, a qual não pode ser impedida de manifestar as suas convicções religiosas e dispor dos meios indispensáveis para o fazer».

Congratularam-se também com a iniciativa governamental de regulamentar os princípios constitucionais sobre a liberdade religiosa em Portugal.


SETÚBAL

"As aulas de Educação Moral e Religiosa Católica nas Escolas" foi o tema da Assembelia Diocesana que decorreu no sábado para revisão da vida diocesana ao longo do último ano.

Foi salientado um deficiente aproveitamento de alguns meios de evangelização, entre os quais as aulas de Educação Moral.

De acordo com estudos feitos, havia no primeiro ciclo mais de seis mil crianças inscritas em Moral mas que não tiveram aulas por falta de professores e, nos ciclos seguintes, verificou-se que grande parte dos jovens empenhados na vida paroquial não frequentavam essas aulas. Para reflectir sobre estes elementos e apontar algumas linhas de orientação foi a intervenção do doutor Marco Gomes que falou sobre a natureza e objectivos do Ensino da Igreja nas Escolas do Estado. Foi analisado ainda o lugar que esse ensino deve ter no conjunto da acção evangelizadora da Igreja e a relação da disciplina de EMRC com a Catequese.


ÉVORA

Realiza-se no domingo, dia 9, a Peregrinação Nacional a Vila Viçosa, o ponto alto das

comemorações do 350º aniversário da Proclamação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal. Na expressão do Arcebispo D. Maurílio de Gouveia, a peregrinação deve ser "imagem viva da Igreja, como Povo que caminha, Povo que peregrina". De facto, peregrinar tem "um sentido muito preciso à luz da Fé" e a peregrinação cristã é "um caminhar na Fé, na Esperança e no Amor". Alegrias e sofrimentos, cansaços e desilusões, entusiamos e renovação de esforço, tudo nela adquire significado e valor, pois é "participação na vida de Cristo".


FUNCHAL

«Cobardes convertei-vos» foi o grito lançado por D. Teodoro de Faria, no Domingo de Pentecostes: «Negar o Espírito Santo significa ser cobarde, atirar a pedra, escondendo a mão. É como uma pessoa sem cabeça, que é capaz de escrever, mas que não tem coragem de dizer quem é».

Depois de ter passado uma semana em França, D. Teodoro tomou conhecimento das acusações feitas pelo testamenteiro de Eugénia Bettencourt, que legou os seus bens às obras de caridade da Diocese, e ripostou, dando exemplos da actividade da Igreja em favor dos mais desfavorecidos.

Aos jovens que se encontravam na Sé, para receberem o sacramento da Confirmação, D. Teodoro incitou-os a participar nos movimentos da Igreja, pois têm «necessidade de continuar a crescer na fé». E pediu-lhes ainda para se matricularem nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica «para que Deus não seja expulso da Escola».


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