Eclesial:

NA COMUNHÃO DAS IGREJAS


PORTALEGRE/ CASTELO BRANCO

A preparação de animadores de formação cristã, a nível paroquial e vicarial, é uma das preocupações dos responsáveis pela pastoral diocesana.

Uma primeira etapa de formação de animadores decorreu ao longo de três fins de semana com 25 participações, incluíndo sete diáconos permanentes. Com a colaboração de especialistas nas matérias, os encontros forma uma oportunidade para aprofundar temas de áreas como a Liturgia, Dogmática, Moral e Bíblica, para além da Metodologia Pedagógica.

Também o mês de Maio constitui uma oportunidade para aprofundar questões relacionadas com a formação cristã, envolvendo, de modo especial, todos os candidatos ao sacramento do crisma. Para estes foi programada, para ontem, uma sessão de formação com a participação de Monsenhor Luciano Guerra, reitor do santuário de Fátima que falou do papel de Nossa Senhora no acto salvífico e a sua presença na missão da Igreja.


ÉVORA

Foi, recentemente, inaugurada, na Sé de Évora, na Galeria dos Arcebispos, mais uma exposição de arte sacra. É a terceira exposição promovida pelo Cabido da Sé com a colaboração da Comissão de Arte Sacra, mostrando peças de escultura e paramentaria, cálices, custódias, relicários de prata e ouro, que vão desde o século XVI ao século XX, num total de 126 peças provenientes, em grande parte, de igrejas da zona norte da arquidiocese.

A propósito deste evento, D. Maurílio de Gouveia lembra que a grande maioria das peças de arte sacra existentes no país, e hoje patentes nos museus, evangelização e da caridade", o que evidencia "o alto preço em que era tida a actividade religiosa", pois, se oferecia a Deus "o melhor que se tinha". No seguimento deste raciocínio, D. Maurílio afirma que "constitui um erro de alguns sectores culturais descristianizados e laicos o querer ocultar na arte sacra a dimensão religiosa, pondo em evidência apenas a componente artística". Contudo, como salienta o arcebispo, assiste-se, hoje, em muitas partes, "a uma redescoberta do verdadeiro sentido da arte sacra, assim como do seu valor como instrumento duma nova evangelização".


SANTARÉM

Decorreram de 22 a 24 de Abril, em Santarém, as Jornadas de Actualização Teológico-Pastoral, para o clero diocesano.

O tema central andou à volta da figura de Jesus Cristo em resposta ao desafio que o Papa lançou a toda a Igreja, como proposta de preparação para o grande Jubileu do ano 2000.

O programa das jornadas contemplou a abordagem de diversas temáticas como "Jesus Cristo nas novas denominações religiosas" e "as relações da Igreja com o mundo ao longo da História", suscitaram grande interesse entre os participantes.



FUNCHAL

"Grande número de casamentos celebrados em Portugal são susceptíveis de serem anulados à luz do Direito Canónico" afirmou Samuel Rodrigues, Vigário Judicial do Patriarcado de Lisboa, no Ciclo de Conferências sobre Direito Canónico, realizado no Funchal, nos dias 15 e 16 de Abril. Os encontros decorreram no Seminário Diocesano e tiveram por objectivo esclarecer os padres sobre aspectos do Matrimónio canónico em que foram introduzidas recentes alterações. Desta forma foi possível actualizar alguns aspectos relacionados com o Matrimónio, o que tem particular interesse para os párocos, de modo que possam informar correctamente os fiéis acerca das condições e consequências do Casamento católico. De facto, como foi explicado, muitos casamentos, segundo o Direito Canónico, são absolutamente nulos, podendo os cônjuges pedir a respectiva declaração de nulidade. radica da circunstância das pessoas não estarem pouco informadas quanto às condições fundamentais para poderem contrair matrimónio.

O Conselho Pontifício para a Família fez publicar há pouco um conjunto de recomendações para que algumas das pessoas que se divorciaram de um contrato que não foi sacramento recorram ao Tribunal Eclesiástico e resolvam a sua situação em ordem a poderem contrair Matrimónio católico.
Pereira Pinto
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ACTOS E ACTAS

Agora os agnósticos

A Graça no Tempo acrescenta - valor acrescentado! - mas não altera a Esperança. Sem esquecer as misérias da Igreja, nunca nada se deve esquecer! É preciso que se saiba, e é preciso que se diga, que a maior glória da Igreja, da Una e Santa, da Católica e Apostólica, foi nunca alterar a Esperança. O Conhecimento - ciência da Fé! - cresceu em largura, profundidade e densidade, e ganhou altura, mas a Esperança não se alterou: as metas da vida, contra todas as reduções antigas ou modernas, na boca e na vida da Igreja Católica são sempre afirmadas e testemunhadas, reafirmadas contra ventos e marés, contra as correntes e leituras desvirtuadas. Há sempre, sempre houve, quem por amor mal intencionado ou mal entendido, por debilidade ou por vaidade, quem queira e pretenda adaptar e revisionar os danos da Fé segundo as modas do Século e os desgostos de mentalidades bloqueadas. Mas quando a Gnose-de-nome-mentiroso tentou os Primeiros Cristãos, a Confusão não vingou, apesar dos desastres que provocou e do sarro maniqueou que ficou... Quando nos dias que correm os Agnósticos multiplicam de muitas e variadas formas os seus ataques contra a Esperança que há em nós, não falta entre os Últimos Cristãos quem fique perturbado ou desorientado, mas hoje, como ontem, a Igreja aí está a reafirmar as metas da Esperança, purificadas e a purificar dos mitos antigos e modernos que se nos colam ensacados...

... No mesmo saco, querem agora meter-nos no mesmo saco com religiões e filosofias com que ao longo dos séculos nos cruzámos. É a vingança dos Modernos depois que quisemos situar, assimilar e enquadrar, as aspirações e ansiedades dos Antigos... Fomos, somos, vítimas das aculturações conseguidas, que agora se viram contra nós... Explico. À luz da Ascensão.

As religiões e filosofias dos Antigos cultos e culturas dominadas pelas Vaidades e Horrores, cultivavam o medo do Céu e a sua inacessibilidade sobre uma Terra submetida aos Demónios, aterrorizada pelas Serpentes, Terra envenenada possessa da Morte anunciada. Terra de Males, de Dores e de Gritos, reino de Potestades, e Dominações, Terra de Servidões.

A evangelização do Mundo, pelo anúncio e pelo testemunho da Boa-Nova, a Graça e a Verdade que nos vieram por Jesus Cristo, fez o Céu descer à Terra, e meteu a Terra no Céu, varreu os Demónios, tirou-nos o Medo, curou-nos do Mal, mal-do-Homem. Mas isso não foi ir ao encontro das aspirações dos Mitos? Cristo não é uma espécie e Prometeu? Cristo não roubou o Fogo do Céu. Cristo ganhou-nos o Céu, e pegou fogo à Terra. E com uma diferença absoluta: o céu de Cristo não é o céu-dos-deuses, muito menos o céu-dos-pardais, e com o céu-dos-astronautas só tem em comum o nome... Semi ótica da Graça que usa as línguas dos Homens para fazer e dizer Outra-Coisa.

O dom das Línguas, que dotou a Igreja em dia de Pentecostes com a capacidade de ir ao encontro das Nações e dialogar com todos os cultos e culturas, e que em 20 séculos de Actos dos Apóstolos fez o Evangelho aculturar em tudo quanto é sítio e situação, não poderia, não deveria encontrar pontos de diálogo com os Modernos, as suas grandes dificuldades e as suas extraordinárias possibilidades? Oh! sim. Só que este trabalho exige uma dedicação, e uma liberdade em relação aos Antigos e aos Modernos, que não se coaduna com a estagnação e a inibição de tantos Católicos e de tantas Comunidades...

Com o 3.º Milénio à vista, e com o despojamento que as crises sucessivas do Século voluntária ou involuntariamente nos provocam, os Católicos estão a ser trabalhados pela Graça com uma intensidade, por vezes dolorosa, que nos faz pensar no Pentecostes! Sim, é toda a questão das Línguas. A evangelização dos Modernos passa pelas Línguas, como aconteceu com os Antigos. Só o Medo nos pode impedir de ir ao Mundo e de procurar e encontrar os Modernos. É preciso perder o medo e não tremer diante das Vaidades e dos Horrores que reinam entre os Modernos. Jesus está connosco até ao Fim. O Medo representa falta de Fé. Para quem diz que tem tanta fé...?!
Leonel Oliveira
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"Dias de Solidariedade"

A Liga Operária Católica (LOC) promove, durante o mês de Maio, em mais de 100 localidades do país, os chamados "Dias de Solidariedade". Trata-se de uma campanha anual de reflexão sobre a prioridade da LOC para este ano social, sob o lema: "Por uma Segurança Social e Serviços de Saúde Dignos".

O mês de Maio tem para a LOC um significado bem particular, pois é o mês dedicado ao trabalhador, nele se celebra a solenidade de Nossa Senhora que traz uma mensagem de esperança para os mais desprotegidos e também o Dia da Mãe, tantas vezes trabalhadora desempregada que luta com coragem para que nada falte à família. Nele ocorre ainda o 61º aniversário da fundação da LOC.

Assim, ao longo de Maio, a LOC desenvolve nas paróquias, locais de trabalho e bairros populares, uma campanha de angariação de fundos para poder prosseguir as actividades de evangelização do Mundo Operário para além do que seria possível contando apenas com a generosidade dos militantes da LOC.


Bispo de Viana do Castelo como Visitador Apostólico

D. Armindo Lopes Coelho, Bispo de Viana do Castelo, encontra-se em Moçambique até ao dia 22, pois foi designado pela Santa Sé como Visitador Apostólico dos Seminários Diocesanos de Moçambique. O itinerário protocolar foi organizado pela Nunciatura Apostólica de Moçambique, com o apoio da Conferência Episcopal Moçambicana.

D. Armindo foi acolhido nas instalações da Nunciatura por D. Zurbriggen Peter Stephan, Núncio Apostólico, desenvolvendo depois o seu programa de visita a onze seminários diocesanos: sete do ensino superior - Nampula (Propedêutico), Pemba (Propedêutico), Quelimane (Propedêutico), Maputo (os de Propedêutico, de Filosofia e de Teologia) e Beira (Propedêutico) - e quatro do ensino médio (Nampula, Pemba, Beira e Inhambane). Cinco dos seminários de ensino superior são interdiocesanos.

A Santa Sé pretende conhecer, desta forma, as realidades, observando os currículos e a qualidade de ensino praticada, bem como a situação económica dos Seminários e as suas necessidades. Tudo isso fará parte do relatório que D. Armindo apresentará na Santa Sé.

Ao longo de muitos anos de guerra, o ensino superior e a cultura desenvolveram-se em Moçambique graças às instituições da Igreja que, assim, formou os seus padres, mas também muitos jovens que foram assumindo responsabilidades na vida civil.


Juventude Rebelde com 30 anos de vida

O Movimento católico «Juventude Rebelde», fundado em Maio de 1967, no Porto, pelo padre franciscano Henrique Marcelino, está a celebrar 30 anos de vida. Hoje, dia 14, na Capela dos Anjos (R. dos Bragas, 321), onde há 30 anos a Juventude Rebelde começou a celebrar a sua Eucaristia semanal, D. António Marques, bispo de Santarém, presidirá a Eucaristia «de acção de graças»; no dia 16, pelas 21,30 horas, será a visita dos diversos movimentos diocesanos da Juventude; e no dia 18, durante todo o dia, decorre na Quinta de Fafião, em Requião, V. N. de Famalicão, a Festa do 30º aniversário da Juventude Rebelde.


Igreja não quer esquecer os turistas

Portugal está a tornar-se, cada vez mais, um destino escolhido pelo turismo europeu. E a Igreja tem dedicado a esse fenómeno alguma atenção, percebendo que muitos dos que aqui vêm para fazer férias são cristãos e desejam celebrar a sua Fé. Nesse sentido se organizaram as Jornadas Nacionais de Pastoral do Turismo que decorreram, há dias, em Fátima. D. Gilberto Canavarro, bispo auxiliar do Porto e um dos responsáveis pela Comissão Episcopal das Migrações e Turismo, admitiu mesmo a possibilidade de se dar início a algumas experiências, como as de apresentar as leituras, dizer uma palavra de acolhimento e fazer um resumo da homilia em língua estrangeira. Tais medidas serão mais urgentes em zonas do país onde o turismo tenha uma expressão mais significativa, bem como em estâncias balneares e termas. As Jornadas lembraram ainda a dimensão cultural do turismo, tendo sido apontada a conveniência de serem feitos folhetos e desdobráveis para um melhor conhecimento dos templos e da própria vida das comunidades. E recomendaram a cada diocese que analise a sua situação e aponte soluções para os seus problemas.


Professores de Moral

De 3 e 5 de Dezembro, decorrerá na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, um Forum do Ensino Religioso Escolar, da iniciativa do Secretariado da Educação Cristã. Destinado a todos os professores de EMRC, o referido Forum provocará a reflexão sobre as grandes questões da Educação e, particularmente, sobre aquelas que têm uma maior incidência na educação moral e religiosa. E dele resultará uma valorização desta área disciplinar junto da sociedade, acabando com a velha ideia de que a aula se identifica com a Catequese. Quando, de tantos lados, aparece a denúncia de que falta na Escola um espaço de educação «cívica», não se entende que continue adiada a profissionalização de pessoas que, devidamente habilitadas, preenchem tão relevante lugar.
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