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FUNCHAL
O ante-projecto da lei de liberdade religiosa mereceu, recentemente, alguns comentários de D. Teodoro Faria.
Falando na Sé Catedral, o Bispo da diocese,
afirmou que a identidade nacional e, em especial, a fé
católica começam a ser questionadas com as seitas
religiosas e os movimentos pseudo-religiosos. Segundo D. Teodoro
as seitas minam a unidade cultural do nosso povo. "Alguns
desses grupos, devido a abundantes recursos económicos,
entregam-se ao proselitismo e fanatismo, podendo ir até
à manipulação das consciências".
E mais adiante, D. Teodoro lembrou que a título da liberdade
religiosa os católicos não podem "ser ingénuos,
nem permitir que pessoas sem escrúpulos manipulem as consciências
dos mais fracos". Sem desejar guerras de religião,
a Igreja deve apostar numa formação continuada das
gerações futuras para fazer face ao perigo das seitas
e aos desafios da secularização e "às
questões que são postas pela modernidade".
ÉVORA
D. Maurílio de Gouveia esteve, recentemente, em Viana do Alentejo para presidir à ordenação diaconal de Manuel Vieira que assim deu mais um passo em ordem ao presbiterado, uma festa para a gente alentejana.
Na homilia, D. Maurílio começou por
fazer o enquadramento pastoral na Igreja, numa perspectiva histórica,
do diaconado e do voto de celibato que lhe está associado.
A propósito do dom do celibato - uma forma de viver a vocação
humana e cristã - o celebrante lembrou que, hoje em dia,
"uma mentalidade actual, materialista e hedonista, fechada
nos horizontes estreitos dum prazer imediato, não entende
a grandeza desta vocação". Mas nem todos pensam
de acordo com os critérios materialistas da nossa civilização,
pois, "há muitos, sobretudo muitos cristãos,
que reconhecem este valor".
LISBOA
A constatação do número reduzido
de sacerdotes ao serviço da Pastoral é já
hoje uma preocupação, tornando-se a breve prazo
um desafio sério a exigir alternativas, a nível
de agentes. Para D. José Policarpo, bispo coadjutor de
Lisboa, as necessidades da Igreja exigem a total disponibilidade
dos sacerdotes e o repensar da "abertura a novos ritmos de
pastoral, na partilha corresponsável com todos os membros
do Povo de Deus".
PORTALEGRE/
CASTELO BRANCO
A igreja e S. Vicente, em Abrantes, foi pequena para acolher o numeroso grupo de cristãos que, no passado dia seis, se quis associar à cerimónia de ordenação de três diáconos, a que presidiu D. Augusto César.
À homilia, o bispo exaltou o sacerdócio e a vocação sacerdotal como apelo de Deus aos jovens a trabalhar, de forma mais empenhada e directa, no plano de salvação de Deus.
Os diáconos são naturais de Chainça
(Abrantes), Alvito da Beira e Castelo Branco.
COIMBRA
"O serviço pastoral de hoje é mais desgastante dadas as características da cultura contemporânea" disse D. João Alves aos seus sacerdotes, na homilia da Missa Crismal.
Perante elevado número de sacerdotes, a quase
totalidade dos sacerdotes diocesanos, D. João Alves referiu
que "a nossa cultura está só voltada para o
concreto, sem se preocupar com a reflexão aberta ao Absoluto"
e muito interessada pelo presente e com grandes dificuldades para
compreender o passado e o futuro, faltando-lhe muito "o sentido
da história". Neste quadro de leitura compreende-se
"a imagem negativa da Igreja" para a cultura dos nossos
dias. Contudo, lembrou D. João, começam a notar-se
sinais de abertura ao Evangelho e da "busca do sentido da
vida que a ciência e a técnica não dão".
AVEIRO
Os padres devem reconhecer o Senhor em todos os pobres e excluídos, marginalizados e oprimidos, e, de modo especial "nos seus irmãos padres que, como ele, beneficiam do mesmo dom espiritual", afirmou D. António Marcelino aos seus padres.
Na homilia da Missa Crismal, D. António Marcelino fez questão de lembrar a partilha missionária com uma diocese brasileira, com sérias dificuldades. Um desafio que se coloca a todos os diocesanos e ao qual "não se pode responder, se não nos animar o espírito missionário de Cristo e as urgências do Reino, do qual Ele nos fez participantes".
BRAGANÇA-MIRANDA
A Fundação Betânia, da diocese de Bragança, inaugurou um Centro de Acolhimento e Espiritualidade, em Cabeça-Boa, nos arredores de Bragança. Equipado com 40 quartos individuais, serviço de refeições, sala de reuniões e para trabalhos de grupo, capela, zona verde e ainda um campo de jogos, o Centro fica numa colina sobranceira à cidade, sendo um lugar propício para o repouso e o recolhimento.
| Pereira Pinto |
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Assim, Lamego, Beja, Évora e Portalegre/Castelo
Branco e Viseu solidarizaram-se com a diocese de Baucau; a Guiné-Bissau
vai ter o apoio do Porto, Vila Real e Viana do Castelo e Angra
do Heroísmo; pelas diocese de Baucau e Guiné-Bissau
vai ser repartido o bolo das renúncias quaresmais das dioceses
do Algarve, Braga, Coimbra e Leiria/Fátima; Aveiro vai
apoiar a Guiné-Bissau e Nampula; Funchal vai dividir o
produto final pela Guiné-Bissau e pela paróquia
de Nossa Senhora de Fátima, em Caracas, Venezuela; Bragança
vai apoiar Angola; Lisboa vai solidarizar-se com a diocese de
Novo-Redondo (Sumbe), em Angola; Santarém com a Guiné-Bissau
e diocese de Ndalatando (Angola); Setúbal com Açores
e diocese de Imperatriz (Brasil) e, finalmente, a diocese da Guarda
que destina o produto final das renúncias quaresmais nas
obras de renovação dos seminários.
Este evento terá como tema «O contributo do ensino
religioso para a tarefa educativa
escolar na Europa, no limiar do terceiro milénio. Os participantes
de Fórum trabalharão o
tema a partir dos subtemas: «Principais traços da
sociedade europeia e situação dos jovens
nela»; «Tendência educativa na Europa e lugar
dos valores» e «Contributo específico do
ensino religioso nesta sociedade e nesta escola».
Estes membros do Fórum afirmam claramente a importância
do contributo específico do
ensino religioso escolar na construção de um mundo
mais humano e humanizante.
Em Portugal há casas combonianas em Famalicão, Maia, Coimbra, Santarém e Lisboa. Há mais de uma centena de combonianos portugueses que trabalham em países do Terceiro Mundo, dando a conhecer o que fazem através das revistas «Além-Mar» e «Audácia». Há ainda as Missionárias Combonianas e as Seculares Combonianas.
As celebrações das bodas de ouro decorrem de 20 a 27, começando pela Eucaristia a partir da Sé de Viseu e transmitida pela TVI, seguindo-se o programa « O 8º Dia». No dia 22, às 11 horas, será o lançamento, em Lisboa, do livro «Andarilhos da Missão» e, em Viseu, às 21 horas, sessão evocativa da chegada dos primeiros combonianos em que participará a Drª Maria Barroso. De 25 a 27, realiza-se um encontro de seminaristas, antigos seminaristas e pais dos missionários e dos alunos combonianos.
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