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Exclusão
A exclusão social foi o tema das VI Jornadas Culturais promovidas pela Academia de S. Tomás de Aquino e que decorreram nos dias 3, 4 e 5, no Seminário de Angra do Heroísmo.
Os resultados de um inquérito
às gentes de Angra sobre a sua relação com
os excluídos foi o ponto de partida para as jornadas. Como
potenciais excluídos da sociedade foram apontados nas intervenções
do padre Feytor Pinto e de Paulus Bruno , os toxicodependentes
e os idosos. No último dia, Feytor Pinto apresentou um
projecto de vida numa perspectiva cristã, a que se seguiu
a actuação do orfeão do Seminário.
VIANA DO CASTELO
Festa de EMRC
Mais de 2500 alunos inscritos em Educação Moral e Religiosa Católica estiveram, no dia 11, numa festa-convívio, na Escola C+S de Lanheses. Coube a esta escola, professores e alunos de EMRC, organizar e dinamizar o encontro, não tendo faltado o apoio do CD da Escola.
Cada escola presente apresentou várias mensagens, através de slogans, canções, mascotes e cartazes. Foi um dia em cheio, com momentos de festa, convívio e muita música da responsabilidade do grupo musical da Faculdade de Teologia.
No final, era notória a satisfação
dos alunos pelo encontro e a alegria de pertencerem ao numeroso
grupo dos alunos de EMRC. Isto mesmo seria vincado por D. Armindo
Lopes Coelho ao reconhecer a elevada percentagem de alunos inscritos
em EMRC, na sua diocese.
BRAGA
Irmãos Vaz
Os irmãos Vaz, cónego António Luís Vaz e Padre Júlio Nepomuceno Vaz, foram homenageados, no sábado, no Seminário de Nossa Senhora da Conceição, em Braga.
Na Eucaristia de homenagem participaram dezenas de sacerdotes, seguindo-se uma sessão solene com declamação de poemas, interpretação de obras musicais pelo Grupo Coral de Senhora-a-Branca e algumas intervenções em que foi sublinhado o trabalho dos irmãos Vaz, enquanto padres, professores e jornalistas. Perante cerca de 300 pessoas, D. Eurico Nogueira congratulou-se com a iniciativa, uma homenagem merecida a estes sacerdotes ricos de humanidade, de virtude, de dignidade e de exemplo para todos, como salientou Vasco de Carvalho, representante da Imprensa Regional.
A iniciativa da homenagem partiu
da Associação dos Antigos Alunos dos Seminários
Arquidiocesanos de Braga, da Associação Portuguesa
da Imprensa Regional e do Instituto Português de Imprensa
Regional.
LAMEGO
Centro da Sé
Um sonho de largos anos tornou-se realidade no sábado e agora a paróquia da Sé já tem Centro Social.
O projecto inicial apontava para
a construção da residência paroquial e de
um pequeno espaço onde fosse possível realizar actividades
de Catequese. Com o andar dos tempos, o projecto tomou novos contornos
e foi possível apresentar uma obra que, com o aproveitamento
de instalações já existentes, permite apetrechar
a comunidade paroquial da Sé com estruturas adequadas a
todas as áreas da Pastoral. Para além do serviço
da paróquia, este Centro está também ao serviço
da Escola Diocesana de Ciências Religiosas, funcionando
ali o Curso Básico de Ciências Religiosas.
AVEIRO
Santa Joana
Largas dezenas de milhares de pessoas participaram, em Aveiro, nas festas da padroeira.
A celebração conjunta do dia do Município e da Padroeira da cidade e da diocese levou ali milhares de pessoas.
Pontos altos das celebrações,
foram a procissão de Santa Joana e a sessão solene
nos Paços do Concelho. A procissão, organizada pela
Irmandade de Santa Joana, constituiu, como de costume, uma lição
de História e uma oportunidade de devoção
religiosa, em que se incorporaram muitos jovens. Isto mesmo salientaria
D. António, na Catedral, ao reconhecer o bom trabalho desenvolvido
pela Irmandade de Santa Joana com os jovens, e lembrando que a
celebração da festa da padroeira comporta sempre
um apelo concreto a vermos na sua vida um estímulo para
a nossa vida cristã de todos os dias.
LISBOA
Com os padres
Os padres ordenados por D. António Ribeiro para serviço da Diocese quiseram assinalar com o seu Bispo o dom do sacerdócio, reunindo-se com o seu Bispo na altura em que celebra 25 anos de acção pastoral à frente do Patriarcado.
Dos 72 sacerdotes ordenados por D. António, ali estiveram cerca de 50, na Eucaristia e na refeição. Nas intervenções proferidas foi sublinhada a forma como o Cardeal tem sabido fomentar a unidade do presbitério diocesano, bem como a sua preocupação com os seminários e com a programação das actividades pastorais.
Usando da palavra, D. António
recordou os bispos que com ele trabalharam ao longo destes 25
anos. E, reconhecendo que a diocese é uma realidade que
nos pede muito todos os dias, mas não deixa de ser uma
diocese encantadora.
ÉVORA
Equipas C.P.M.
Por iniciativa do Serviço Diocesano de Preparação para o Matrimónio e Família reuniram, no dia 4, as equipas do CPM existentes na diocese.
Tratou-se do primeiro encontro diocesano
de casais pertencentes ao CPM, que estiveram acompanhados pelos
seus sacerdotes e pelo Bispo diocesano. Na abertura, D. Maurílio
de Gouveia sublinhou o trabalho desenvolvido, nos últimos
tempos, neste sector da pastoral, reconhecendo que muito há
ainda a fazer em termos de lançamento desse movimento nas
paróquias. A orientação do encontro foi entregue
depois ao casal responsável pela equipa nacional. Para
além da reflexão e convívio não faltaram
os momentos de oração e a celebração
da Eucaristia, a que presidiu o responsável pelo Departamento
da Pastoral da Família, cónego Manuel Barros.
ALGARVE
Escola
A Pastoral Escolar foi um dos temas da agenda de trabalhos da última reunião do Conselho Presbiteral. Para os participantes, a importância da Escola na sociedade é um desafio constante à acção da Igreja, exigindo uma Pastoral Escolar coerente, organizada e global, capaz de abranger todos os intervenientes na vida das escolas. Por isso mesmo, a acção evangelizadora da Igreja não deve limitar-se apenas às aulas de EMRC, mas avançar para horizontes mais largos, como seja, o desenvolvimento de um trabalho entre a Escola e a comunidade paroquial no respeito pelas próprias especificidades.
Também a Pastoral Socio-Caritativa
foi recordada nessa reunião. Como foi dito, o trabalho
desenvolvido neste sector não pode ficar-se pela proclamação
de princípios filantrópicos, mas tem de ir mais
longe, isto é, ser sinal de vida das comunidades cristãs
e testemunho evangélico. E foi decidido proceder a um levantamento
da realidade deste sector da pastoral, tendo em vista uma melhor
definição de programas de acção pastoral.
| Pereira Pinto |
| Início |
É antiga, muito velha, a fractura que divide
as pessoas e as nações, os cultos e as culturas,
entre espiritualidade e materialistas, e nós os Católicos
que temos das Coisas uma visão unificada e harmoniosa desde
o Génesis ao Apocalipse, nunca nos sentimos bem seja com
os Materialistas seja com os Espiritualistas... Junto dos Espiritualistas
sentimo-nos mal, pois tudo o que fazem e dizem sabe a animismo,
e revela um grande desprezo pela Matéria que é a
mãe, mater, de todas as coisas, do Céu e da Terra,
a substância de todos os bens do Universo: a Santa
Matéria que nos veio das mãos de Deus. Não
foi o Homem feito do pó da Terra, que os Modernos situam
na poeira das Estrelas? Quando vemos e ouvimos Espiritualistas,
sentimo-nos muito mais próximos dos Materialistas. Que
o diga S. Tomás, o Doutor! que pôs de lado completamente
Platão e se aproximou com entusiasmo de Aristóteles.
E no nosso tempo, que o diga Teilhard de Chardin que se sentiu
entusiasmado com os Físicos e os Biólogos, com os
Geólogos e os Arqueólogos, ao mesmo tempo que se
pôs a léguas de distância em relação
às filosofias e teologias dos Tempos Modernos onde aa pobre
Sofia mais parece a Julieta dos Espíritos. Mas por outro
lado, quando abordamos aqueles que desde Descartes e desde Galileu
incham de ciência até rebentar... não podemos
esquecer a Bomba que fabricaram os aprendizes de feiticeiros,
e o estato a que reduziram a nossa pobre Terra, materialistas
de meia tijela! Nesta altura qualquer um nos empurra para os braços
dos Espiritualistas.
Estamos condenados a viver na linha quebrada da
Fractura que tanto fragiliza este Século? Não! Somos
Católicos, e possuímos uma experiência de
20 séculos, experiência de resistência e de
não desistência. 20+19, pois, pela Fé, somos
filhos de Abraão. Sem integrismos de qualquer espécie,
embora entre nós haja integristas católicos
(cada um tem os seus!).
Os ismos são uma espécie
de virus que invadem o que respiramos e que, penetrando na cabeça
e no coração, enchem-nos o mundo interior de uma
bicharada que dá pelo nome de ideologias que os
mais bem intencionados chamam ideários, e que nos tornam
completamente possessos, incapazes de raciocinar de de discernir,
esfriando-nos o Coração ao ponto de ficarmos sem
sentimentos. Então pômo-nos a construir mundos concentracionários,
ninhos de víboras, aquelas monstruosidades de que nos fala
o Apocalipse, cheias de excrescências que se alimentam dos
excrementos umas das outras, e reerguendo os muros-do-Ódio
as Ideologias!
Misturada com o Mundo, como é própria
da sua vocação e missão, a Igreja também
sofreu de ismos que lhe fizeram a vida negra:
produtos históricos bizarros, ambíguos, como: cristianismo
e catolicismo, e outros ismos que nasceram e cresceram
à sua sombra ou em luta contra ela.
Jesus preveniu-nos contra estes viros, quando
nos disse: «Tende cuidado com o fermento dos fariseus!»
E nós tantas vezes não tivemos cuidado nenhum. Estes
vírus, estes vícios aparecem com ar benigno. Com
os Gregos e as suas abstracções, foi terrível,
vimo-nos gregos! Com os Latinos e a sua mania de reduzir tudo
a leis, foi um desastre! Com os Germânicos e a sua mania
de reduzir tudo à disciplina dura a pura: só a Bíblia,
só a Fé, só a Graça! foi o que se
sabe desde Lutero à arrogância nazi: só a
Nação Alemã! Igreja, minha Mãe, desde
os complicados aos simplistas, com quem andaste metida! A Sofia,
Santa Sofia, mais parece a Julieta dos Espíritos. Estas
teologias que andam para aí, coitadas delas, e de nós!
Veni, Sancte Spiritus.
| Leonel Oliveira |
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