Eclesial:

NA COMUNHÃO DAS IGREJAS
BRAGA

. Ciganos

O conflito entre a comunidade cigana e a população de Oleiros (Vila Verde) está em vias de solução. Para trás ficam dias difíceis de relacionamento entre uma população desejosa de expulsar da área da freguesia uma família cigana acusada de, diariamente, provocar conflitos e mau ambiente entre as gentes da terra e espalhar o medo e a insegurança através de eventuais negócios de droga. A solução do conflito parece estar à vista com o abandono do local por parte dos ciganos.

Este conflito, que durou meses e foi notícia de primeira página nos últimos tempos, mereceu os mais diversos comentários. A Igreja bracarense, através do seu vigário episcopal da Acção Sócio-Caritativa, cónego Fernando Monteiro, tornou público um comunicado em que toma posição sobre os tristes acontecimentos de Oleiros, questionando o comportamento das comunidades envolvidas e das próprias instituições. Depois de referir que os ciganos, sendo uma minoria étnica com tradições culturais próprias, nem por isso deixam de ser pessoas iguais a nós em direitos e deveres e, como cidadãos devem ser respeitados, o comunicado lembra a fase de instalação da comunidade cigana no terreno que adquirira com o apoio técnico da Câmara na construção dos pré-fabricados. Anos depois é a própria Câmara a mudar de comportamento e a exigir a expulsão dos ciganos por comportamento indesejável. Se pelos vistos são pessoas desordeiras, traficantes de droga e responsáveis por todas as instabilidades, questiona a Igreja:Que têm feito as autoridades policiais ou judiciais? Não vivemos num Estado de Direito? Quem ousou denunciar essas situações, face ao poder constituído, chamando à responsabilidade os verdadeiros autores e dando a cara? Não seria esta a atitude mais honesta e pedagogicamente mais correcta, em ordem à correcção dos eventuais prevaricadores e à sua perfeita e harmoniosa integração social?

Com alguma ironia o texto aponta o comportamento dos responsáveis autárquicos que, para contentar as turbas e não perder popularidade, procuram argumentos pouco consistentes e sérios. Por fim, o reconhecimento do trabalho do Governador civil empenhando-se nesta luta como mediador de conflitos, procurando dialogar com as partes, privilegiando o contacto com os representantes do povo e procurando soluções que a todos dignificassem, não apenas em nome da lei, mas também da solidariedade humana!. Daí o reconhecimento e o desabafo: É de governantes desta têmpera que esta sociedade doente precisa.


VISEU

. Desertificação

A insegurança e a desertificação do interior são duas realidades preocupantes no interior do país e que D. António Monteiro apontou, em público, aquando da inauguração das obras de restauro e conservação da igreja de Tonda, Viseu.

Perante um numeroso grupo de fiéis que enchia o templo, o Bispo de Viseu lembrou que a valorização das comunidades do interior e a dignificação do homem passa por se melhorar os ambientes rurais, as nossas aldeias, este interior onde se estão a fechar as escolas e as terras e propriedades a ficarem a monte. E tudo isto apenas porque não existem condições de qualidade de vida que contribuam para fixar as populações. D. António espera ter a oportunidade de transmitir estas preocupações ao primeiro ministro, na altura do seu Governo Aberto, em Viseu.


SANTARÉM

. Domingo

O Domingo na vida da família cristã e da comunidade foi o tema do último ano pastoral. Mais de 200 grupos participaram na caminhada diocesana, seguindo as propostas de reflexão e acção subordinadas a esse tema. Isto mesmo foi evidenciado no Dia Diocesano realizado em Junho. Para o próximo ano o tema orientador será o da iniciação bíblica.


PORTALEGRE/CASTELO BRANCO

. Diáconos

O diaconado permanente será, em breve, uma realidade na Igreja diocesana, devendo ser ordenados no início do próximo ano, na solenidade da Epifania, em cinco de Janeiro, sete candidatos ao diaconado permanente.

A institucionalização do diaconado permanente em Portugal começou há relativamente pouco tempo. Braga, Lisboa, Porto e Aveiro são as dioceses pioneiras. A maioria das dioceses já tem diaconado permanente ou preparam candidatos através de um curso intensivo de formação ao longo de três anos.
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Institutos Seculares apostam na

Consagração e secularidade

Os Institutos Seculares realizaram, de 18 a 21 de Agosto, em S. Paulo (Itaici), Brasil, o seu VI Congresso Mundial sob o tema «Como ser laboratório experimental rumo ao terceiro milénio», tendo participado 350 pessoas, incluindo bispos, padres e leigos, representando 125 institutos filiados na Conferência Mundial dos Institutos Seculares, provenientes de 42 países da Europa, das Américas, de África e da Ásia. Portugal foi representado pelas Cooperadoras da Família e pelas Servas do Apostolado.

Os congressistas partiram para os seus ambientes mais enriquecidos pela fé e fraternidade vividas neste encontro e com a renovada convicção de que, como o fermento introduzido na massa a faz crescer, assim eles devem estar na sociedade de hoje para introduzir nela os critérios do Evangelho e assim fazer crescer o Reino de Deus.

De 22 a 24 decorreu a Assembleia Mundial dos referidos institutos para eleição do Conselho Executivo para os próximos quatro anos. Constituído por onze Responsáveis Gerais dos institutos membros (França, Itália, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Polónia, África do Sul, Índia e Argentina), o Conselho inclui representantes dos institutos masculinos, femininos e presbiterais, dos institutos com obras e sem obras, de institutos com mais de 800 membros e de outros de dimensões mais reduzidas.

O primeiro Congresso Mundial realizou-se em 1970 em Roma, e ali se realizaram, de quatro em quatro anos, os outros. Esta foi a primeira vez que o Congresso teve lugar fora de Roma, para expressar a desejada abertura a um mundo mais vasto. Nestes congressos tem-se aperfeiçoado a compreensão da especificidade do carisma de cada instituto secular que, de forma diversificada, exprime a síntese vital entre consagração e secularidade, numa pluralidade de institutos. Para esta diversidade muito contribuem as condições históricas da fundação de cada instituto e as circunstâncias dos tempos e lugares.

A secularidade deve ser característica bem marcante como lembrou o seminário sobre secularidade, realizado em Agosto de 1995, em Roma. Consagração e secularidade devem ser «uma síntese vivida que penetra a vida e dá vida, ou seja, que frutifica em termos de evangelização e de penetração cristã da sociedade».
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