Nascido a 21 de Maio de 1928, em Celorico de Basto, Braga, o Cardeal Ribeiro ordenou-se sacerdote em 1953. A 13 de Maio de 1971, o Ministério dos Negócios Estrangeiros anunciava que Sua Santidade, o Papa Paulo VI, o tinha nomeado bispo titular de Tigilava e auxiliar de Lisboa, para suceder o cardeal Manuel Goncalves Cerejeira como Patriarca de Lisboa.
Em mensagem enviada a D. António e lida no início da celebração pelo bispo auxiliar de Lisboa e vigário-geral, D. António dos Reis Rodrigues, João Paulo II apresentou "uma calorosa congratulação pelo Jubileu de prata deste ministério patriarcal" reconhecendo em D. António "o testemunho de constante fidelidade ao Evangelho de Cristo".
Os êxitos da sua acção pastoral, D. António Ribeiro atribuiu-os a Deus e a quantos com ele têm vindo a colaborar, nomeadamente a "ajuda preciosa" dos seus bispos auxiliares e a "dedicação exemplar de muitos sacerdotes, seculares e religiosos", a "entrega radical da generalidade dos religiosos e religiosas" assim como a "actividade apostólica de numerosos leigos". Com a mesma humildade, o Cardeal reconheceu ainda "as sombras, limitações e pecados" que marcam o exercício do seu múnus de pastor da Igreja.
À homilia seguiu-se a ordenação de cinco diáconos e de nove presbíteros, naquela que é a maior cerimónia de ordenação desde 1967. "Crê no que lês, ensina o que crês e vive o que ensinas", foi o grande apelo que D. António fez repetidamente aos candidatos, que nesse dia se comprometeram a servir a Deus para sempre. Aos diáconos D. António lembrou-lhes que têm, antes de mais, o dever de "ajudar o bispo e o seu presbitério no serviço da Palavra, do Altar e da Caridade". Aos presbíteros está reservada a missão de ensinar, santificar e governar.
A esta festa associou-se quase todo o episcopado português, nomeadamente o Núncio Apostólico, os arcebispos de Braga e de Évora e o bispo de Coimbra.
O poder civil marcou igualmente a sua presença pelo Presidente da República e pelo presidente da Câmara de Lisboa, que felicitaram D. António Ribeiro pelo seu aniversário.
ALGARVE
Sete anos depois do lançamento da primeira pedra, vão, finalmente, ter início as obras de construção da nova igreja paroquial de Sagres.
Com capacidade para albergar mais de meio milhar de pessoas, a nova igreja disporá de diversas salas para trabalho pastoral, cartório notarial, biblioteca, arquivo, auditório e uma capela mortuária. O custo total da obra ultrapassará os 120 mil contos, estando prevista a comparticipação do Estado, autarquia e outras entidades, para além do contributo da comunidade paroquial.
A construção deste
novo templo vem substituir a velha capela de Nossa Senhora da
Graça erigida na Fortaleza de Sagres. Para além
de pequena, a localização da capela não é
a mais adequada face ao rumo que o crescimento da vila teve nos
últimos tempos.
FUNCHAL
A Igreja não pode ficar virada para si mesma, mas tem necessidade de mostrar que as coisas sagradas e divinas não podem ficar encerradas nos templos, lembrou D. Teodoro de Faria na Festa do Corpo de Deus.
Perante milhares de pessoas na Praça do Município, no Funchal, o Bispo da Diocese disse ainda que, como os nossos emigrantes quando bebem o vinho da sua terra ou comem o pão que os seus familiares amassaram em sua casa, têm a sensação que comem e bebem um pedaço da sua pátria, assim quem come o Corpo de Cristo e bebe do Seu sangue saboreia o alimento que veio do céu, a casa que Deus construiu para nós. Em dia de Festa da Eucaristia, D. Teodoro elogiou o papel dos Ministros Extraordinários da Comunhão, afirmando que não é uma honra que o Bispo concede a um cristão, mas um serviço que pede a um membro activo, em favor dos demais.
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