Diocese:

Em Avessadas, Marco de Canaveses

Senhora do Castelinho foi ponto de encontro dos cristãos do Marco

D. Gilberto Canavarro, bispo auxiliar, presidiu mais uma vez à peregrinação que as gentes do concelho do Marco de Canaveses realizam em 8 de Setembro ao santuário de Nossa Senhora do Castelinho, em Avessadas.

A concelebração a que presidiu D. Gilberto teve a participação de 15 padres das redondezas, para além de uma multidão de fiéis. Na homilia, D. Gilberto lembrou que também hoje Maria diz como em Caná: «Fazei o que Ele vos disser». E, na linha da preparação do Grande Jubileu da Redenção, será oportuno aproximar-se mais de Cristo para poder imitá-Lo e «dar testemunho do júbilo e alegria que vem de sabermos que Cristo nos salvou e libertou», ao incarnar no seio da Virgem Maria e tomar sobre si «todas as dores e sofrimentos da humanidade». É, assim, que Ele não veio condenar o mundo, mas «salvar o homem que experimenta a escravidão do pecado».

A melhor forma de assinalar o Jubileu será «fazer como Cristo, ou seja, socorrer os que sofrem e precisam de ajuda: os doentes, idosos, crianças ou adultos, cultos ou ignorantes».

Apontou o exemplo da Madre Teresa de Calcutá, falecida há pouco e imagem da verdadeira e mais ousada caridade e amor de Deus pela humanidade. E aos romeiros o Bispo pediu que rezassem pelos familiares e pelos que sofrem para que a todos chegue «a luz e a esperança que vem da Mãe de misericórdia».

Esta romaria tem apoio municipal e é mesmo feriado concelhio, tendo contado com a presença do presidente da Câmara, Avelino Torres e esposa, e da vereação municipal, para além da maioria dos autarcas do concelho e de numerosas representações das paróquias que ali se apresentaram com a Cruz, estandartes e bandeiras das confrarias. Muitos são os romeiros que, mesmo a pé, ali acorrem a agradecer a Nossa Senhora ou pedindo protecção. Sendo uma festa tradicional, com tudo o que constitui uma romaria popular, a Senhora do Castelinho, organizada pela Confraria da paróquia de Avessadas tem um cunho «profundamente espiritual» a que o P. Agostinho Castro e os Padres Carmelitas dão o devido apoio. Nem lhe falta a procissão de velas na véspera e outra mais solene na tarde do dia da Natividade de Nossa Senhora.
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Uma dezena de padres em retiro

D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto, presidiu na 6ª-feira, à Eucaristia de encerramento do retiro que teve lugar na Casa Diocesana de Vilar, Porto, tendo sido orientado pelo Cón. Dr. Carlos Azevedo.

Não chegou a uma dezena de padres mas nem por isso a iniciativa mereceu menos cuidado por parte do promotor, o Cón . Dr. António Taipa, Pró-Vigário Geral, que também foi concelebar no encerramento do retiro diocesano, de quem orientou este tempo de reflexão, do Bispo diocesano e dos participantes, que salientaram ter valido bem a pena iniciar um novo ano pastoral com um tempo de «revigoramento espiritual e de busca de nova motivação para os trabalhos do Ministério».

De segunda a sexta, padres novos e velhos analisaram alguns textos, como a 1ª carta de S. Pedro em que se apresentam algumas dificuldades do mundo. E concluiram que, mais do que discursos mais ou menos bem elaborados, importa saber mostrar «uma esperança viva» que venha de dentro. Na mesma linha foi D. Armindo na homilia de encerramento que, em resposta ao texto bíblico dos cegos que tentam guiar outros cegos, apontou o apelo de Cristo apresentado na Carta a Timóteo: «Vinde e vede». E acrescentou que é isso que se propõe a quem tomou em suas mãos a missão de evangelizar: anunciar Cristo e testemunhar esse anúncio no modo como se vive.

D. Armindo apontou «a honra» que deve ter quem sente que foi escolhido para uma tal Missão, pois ela é sinal de que Deus nele confiou. Em cada dia será tempo assim de «dar graças a Deus» pela ousadia de ter confiado em tão grande fragilidade.

Os padres gostaram de ter feito, dia a dia, o confrontop da sua vida «com textos da Palavra de Deus. Em tímida resposta à pergunta por que terão tão poucos aproveitado esta oportunidade, foi dito que isso parece sintoma de «grande desmotivação e crise espiritual» por parte do clero, também demonstrada pelo facto de quase nbinguém se ter inscrito nas duas anteriores oportunidades de retiro, o que fez com que tivessem de ser anuladas. O próximo retiro diocesano para o clero está marcado para a semana de 3 a 7 de Novembro e será também orientado pelo Dr. Carlos Azevedo.

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Bodas de Prata do Pároco de Sandim

A comunidade de Sandim, V. N. de Gaia, assinalou há dias 25 anos de paroquialidade do P. António Baptista de Oliveira. Crianças, catequistas e grupos corais, bem como as colectividades e a própria Autarquia quiseram manifestar o reconhecimento desta comunidade pela dedicação do seu pároco. E associaram-se ainda D. José Augusto, bispo auxiliar, o Dr. Heitor Carvalheiras, presidente da Câmara Municipal, os vereadores drs Barbosa da Costa e Barbosa Ribeiro, a Drª Olívia Rito e representantes da Junta e da Assembleia de Freguesia, das colectividades e da vizinha freguesia de Vila Maior, que tem contado também com o ministério do P. António Baptista.

A Missa campal foi presidida pelo Bispo D. José, tendo concelebrado além do homenageado, os padres José Baptista, Armando Couto e Victor Pinto, dali naturais, e ainda outros padres.

O povo ofereceu algumas lembranças ao seu Pároco e D. José enalteceu a atitude da gente de sandim, tendo acrescentado que fazem falta na sociedade testemunhos de generosidadee também de gratidão.

No fim, o P. Baptista agradeceu a Deus «a graça do sacerdócio» e aos bispos e colegas o apoio que sempre lhe deram para que fosse fiel à sua Missão. À comunidade recordou algumas dificuldades que teve ao longo destes anos, tendo acrescentado que sempre tentou ultrapassá-las com equilíbrio e ponderação. E sublinhou também a estima, respeito mútuo e bom relacionamento institucional que sempre tem havido com as autoridades do Concelho e da Junta.

Houve depois, no Adro da Igreja, uma actuação folclórica pela mais jovem colectividade local, o Rancho Casa da Eira. Seguiu-se um almoço de confraternização no Salão Paroquial, que se tornou pequeno, tantos foram os participantes.
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