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Vila Boa de Quires, ao mesmo tempo, tentou conhecer o seu passado, desejando no próximo ano dar atenção ao presente e, no ano seguinte, abrir-se à perspectiva de futuro. Assim, na Festa do Senhor, em 10 de Agosto, as pessoas foram convidadas a vestir-se à maneira do passado e a organizar um cortejo etnográfico em que tomaram parte carros alegóricos. Temas da vida agrícola e social, desde as aguadeiras às pessoas que coziam pão, mas também da caça, da vida doméstica e pastoril, e do fazer do vinho ou dos trabalhos do linho, foram aparecendo com visível agrado das pessoas, convergindo para a área da igreja paroquial, um belo templo românico do início da nacionalidade.
Foi possível recordar músicas e cânticos tradicionais, a que a Banda local deu o seu apoio, enquanto as pessoas saboreavam alguns petiscos e admiravam alguns trabalhos em palha que engrandecem a terra e deixam, agora, de ser fabricados, dando lugar à indústria de malhas em que se ocupa uma boa parte da população.
De tudo isso foi nascendo a ideia de
se constituir uma espécie de repositório dessas
obras de arte popular, evocativas de um tempo em que esta terra
era mesmo sede de concelho. Ali houve um castro e vários
monumentos de interesse público, de que sobressai a igreja,
para além da Obra do Fidalgo, uma fachada do século
XVIII de uma casa que não chegou a ser concluída.
«O Crime de Aldeia Velha», uma peça de Bernardo Santareno, foi levada a cena no Centro Social e Cultural de S. Martinho de Recesinhos, Penafiel, nos dias 30 e 31 de Agosto, correspondendo a um anseio do falecido pároco, P. António Soares Moreira.
Santareno, dos mais importantes dramaturgos
portugueses, soube fixar em teatro as paixões e fraquezas
do povo, numa viva denúncia da sociedade e da política
do seu tempo. E o público acorreu em massa para este verdadeiro
espectáculo cultural, recordando outras iniciativas levadas
a efeito há já bastantes anos. Desta forma comemora-se
ainda os 1600 anos da morte do padroeiro S. Martinho de Tours.
No antigo Mosteiro de Singeverga, em Roriz, Santo Tirso, decorreu de 24 a 31 de Agosto o Campo de Férias da Acção Católica Rural. Os participantes eram três dezenas de jovens e adultos oriundos de equipas de base existentes em onze paróquias da diocese do Porto.
«Há caminhos não andados...» foi o lema escolhido para dar o mote a uma semana de convívio e formação destinada a aprofundar aspectos importantes na vida do movimento. E começou-se por definir «o essencial da ACR», passando depois à «planificação e programação das acções em equipa». A revisão de vida. método privilegiado de formação na acção, também mereceu lugar de destaque. Houve ainda oportunidade para dedicar
uma especial atenção à Doutrina Social da Igreja, uma riqueza doutrinal que nem sempre é aproveitada nas reflexões dos cristãos.
Para além dos temas de formação, outras actividades preencheram a semana: foi o caso das visitas aos mosteiros de Roriz e de Singeverga, onde houve oportunidade para conhecer as respectivas comunidades e colocar algumas questões sobre as relações interpessoais e a oração, dois aspectos importantes na vida dos grupos cristãos, como é o caso das equipas de ACR.
O campo de férias já terminou mas os participantes ficaram com uma grande vontade de pôr em prática, nas equipas-base, as descobertas feitas durante uma semana em que jovens e adultos partilharam a sua experiência de diálogo e cooperação entre gerações.
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