Diocese:

Ao Povo de Deus da Diocese do Porto

No dia 5 de Junho de 1997 fui informado pela Nunciatura Apostólica em Lisboa, de que seria tornada pública na sexta-feira, dia 13 de Junho, a minha resignação ao governo pastoral da Diocese do Porto.

Correspondia ao meu pedido insistente de resignação iniciado em Fevereiro de 1996, por motivos de falta de saúde e de idade canónica.

Previamente tinha-me sido anunciado que seria meu sucessor na diocese Portucalense o Senhor D. Armindo Lopes Coelho, natural da Diocese, antigo Bispo Auxiliar do Senhor D. António Ferreira Gomes e actual Bispo da Diocese de Viana do Castelo.

A Cidade e a Diocese conhecem bem o Senhor D. Armindo Lopes Coelho e estimam-no pelas suas qualidades e dedicação à Igreja. Damos graças a Deus por esta escolha e desejamos as maiores felicidades ao novo Bispo do Porto a quem Deus ajude neste nova etapa da sua vida.

Ele é o Pastor e Mestre enviado por Deus para serviço do Seu Povo.

Porto, 13 de Junho de 1997
+Júlio, Arc.bispo do Porto

Quem é D. Armindo Lopes Coelho?

Nasceu a 16 de Fevereiro de 1931. Foi ordenado presbítero na Sé Catedral do Porto a 1 de Agosto de 1954. Frequentou a Universidade Gregoriana, em Roma, até 1959, tendo-se licenciado em Filosofia e em Teologia.

Em 1959, foi nomeado Professor e Prefeito no Seminário Maior do Porto, onde leccionou até 1974. A 10 de Julho de 1970 é nomeado Vice-Reitor do Seminário Maior do Porto com exercício pleno da Reitoria.

Foi também durante alguns anos professor de Religião e Moral no Liceu Rodrigues de Freitas, professor de Moral no Instituto de Serviço Social do Porto e Professor de Teologia Dogmática no Centro de Cultura Católica.

A 21 de Julho de 1962 foi nomeado Assistente Diocesano da JUC, tendo exercido o cargo até 1965. Dedicou-se também à Pastoral Familiar, às Equipas de Casais de Nossa Senhora e à Escola de Pais Nacional, de que foi co-fundador em Portugal.

Aos 11 de Abril de 1971 é nomeado Cónego Capitular da Sé Catedral do Porto. Em 19 de Fevereiro de 1975 é nomeado Reitor do Seminário de Nossa Senhora da Conceição (Seminário Maior) do Porto.

Em 19 de Abril de 1975 é nomeado Vigário Episcopal para o Clero e Renovação do Ministério Eclesiástico e em Março de 1976 torna-se Pró-Vigário Geral da Diocese.

A 5 de Janeiro de 1979 é nomeado Bispo Titular de Elvas e Auxiliar do Porto, sendo a Ordenação Episcopal realizada na Sé Catedral do Porto a 25 de Março de 1979 e presidida por D. António Ferreira Gomes.

Desde 27 de Outubro de 1982 até 13 de Julho de 1997 foi Bispo de Viana do Castelo, de que permanecerá como Administrador até à nomeação de Bispo para essa diocese.
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Nomeações

Da Secretaria Geral da Diocese recebemos, na semana passada, as seguintes nomeações:

Pe. Gabriel Querubim Moreira dos Santos - Administrador Paroquial de S. Tiago de Espargo.

Pe. Telmo Almerindo Carvalho Magalhães - Pároco de S. Martinho de Fajões.

Pe. José António de Sousa Barros - Pároco de S. Martinho de Recesinhos.

Pe. Celestiano Moreira Ruas - Pároco de Santa Maria de Retorta.

Pe. Luís Manuel Cordeiro da Silva Mateus - Pároco de S. Mamede de Perafita.

Pe. José Nuno Ferreira da Silva - Assistente Regional do Corpo Nacional de Escutas.

Pe. Albino de Almeida Fernandes - Capelão do Hospital de Oliveira de Azeméis.

Pe. Dr. José Múrias de Queirós, nomeado pela Conferência Episcopal Portuguesa como Director Espiritual Nacional dos Cursos de Cristandade.

Pe. José Lopes Baptista - Director Espiritual Diocesano dos Cursos de Cristandade.

Pe. Carlos da Silva Reis - Administrador Paroquial de Marecos.

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Centro Pastoral em Amarante

Vai ser apresentado em breve o projecto do Centro Pastoral de Amarante, uma obra cobnsiderada indispensável pelo pároco de S. Gonçalo e S. Veríssimo, P. Amaro Gonçalo.

A obra permitirá albergar 700 crianças, adolescentes e jovens que frequentam a Catequese e ainda servir de lugar de reunião para uma centena de leitores e acólitos, cerca de 60 catequistas, dois grupos de vicentinos e outros dois de jovens, e três grupos corais. Servirá ainda os ministros da Comunhão, os membros do grupo de Arte Sacra, os pais e padrinhos que se preparam para o Baptismo e os noivos em preparação para o Matrimónio.

Será um investimento de duzentos mil contos numa obra que se pretende sem qualquer luxo, mas devidamente funcional.

Como salienta o P. Amaro, o Povo de Deus de Amarante quer um lugar de acolhimento e de encontro e as necessárias oportunidades de formação de modo que, na linha da tradição, o futuro seja marcado pela Fé cristã. A obra arrancará de modo que, no ano 2000 em Amarante, seja já realidade «um edifício com alma, beijado pela luz, círculo aberto para o encontro de todos os movimentos, à espera de toda a visita amiga que ali há-de vir para comunicar, dar e receber».


Paróquia de Pindelo (Oliveira de Azeméis)

Com a força do Espírito

A paróquia de Pindelo, no concelho de Oliveira de Azeméis, a que preside o P. Elias Rocha, viveu um tempo de particular intensidade celebrativa de 14 a 18 de Maio, por motivo da visita do Bispo auxiliar D. Manuel Pelino.

D. Manuel procurou conhecer de perto esta comunidade, tendo visitado os doentes acamados a quem deixou uma mensagem de esperança e de alegria. Após a Eucaristia a que presidiu na igreja antiga, benzeu o novo cemitério aonde a comunidade se deslocou em procissão. D. Mannuel visitou alguns locais de trabalho onde as pessoas de Pindelo exercem a sua profissão, presidiu a uma Eucaristia na capela de Pinhão e reuniu-se com todos os grupos pastorais e com os 86 jovens crismandos.

No sábado, dia 17, a meio da tarde, o Bispo presidiu à Eucaristia especialmente dedicada aos grupos de catequese. Às 19 horas, celebrou-se a Missa do Crisma, um momento inesquecível para perto de uma centena de jovens. D. Manuel apelou ao testemunho da Fé para que o sacramento da Confirmação prepara. E lembrou a atitude dos Apóstolos que, depois do Pentecostes em que receberam o Espírito Santo, passaram a dedicar-se ao anúncio da Palavra e a viver mais unidos no amor de Deus. Para que tal possa acontecer, é preciso que, quem recebe o sacramento da Confirmação, deixe actuar o Espírito Santo.

Lembrou também que, ao lado do progresso deste século, houve um recuo na solidariedade e no amor fraterno. E, citando a carta apostólica de João Paulo II sobre o novo milénio, persuadiu todos os paroquianos a fazerem crescer «a civilização do amor, que depende de nós mas também da força do Espírito Santo que actua em nós e que nos une numa só família».

A visita pastoral concluiu-se, no domingo, com a celebração da Missa da Primeira Comunhão, um dia de festa para as crianças e as famílias. Dialogando com as crianças, D. Manuel lembrou que Deus se fizera também criança e recomendou-lhes que tomem o alimento da Eucaristia para poderem viver com a força do Espírito Santo que une os cristãos numa família e faz deles verdadeiras testemunhas de Cristo.


S. Tiago de sendim (Felgueiras)

Uma nova igreja?

A paróquia de S. Tiago de Sendim, concelho de Felgueiras, a que preside o P. Alípio Germano Barbosa, teve nos dias 20, 21 e 25 de Maio, a visita pastoral de D. João Miranda, bispo auxiliar.

Depois da visita aos doentes acamados, na 3ª-feira, de manhã, D. João encontrou-se com os idosos a quem motivou para que se dediquem à oração e que aceitem e ofereçam a Deus as limitações próprias da sua idade. Seguiu-se um pequeno convívio de confraternização.

À tardinha, D. João reuniu-se com todos os colaboradores da paróquia, desde os ligados à Catequese da infância, adolescência e juventude, aos ministros da Comunhão, comissão fabriqueira, animadores das comunidades familiares de caridade e dos grupos bíblicos, os grupos de casais e das mães, zeladoras, grupos corais e de leitores.

No dia seguinte foi a visita às escolas, onde foi acolhido com muita festa pelas crianças e pelos professores.

O momento mais solene, entretanto, foi no Domingo. Depois de um acolhimento de festa seguiu-se a Eucaristia em que foram crismados 102 jovens que haviam feito uma caminhada de 11 a 13 anos de catequese. Na homilia, D. João lembrou a evolução que esta comunidade tem feito, desde a Catequese, Liturgia e reflexão bíblica e apoio à família, especialmente às mães, mas também a recuperação da Casa paroquial. Apontou depois como novas etapas a assistência aos mais pobres, a catequese de adultos e a evangelização dos que já se afastaram da Fé, a quem é preciso dizer que «o Senhor é o único Senhor».

D. João lembrou ainda a Semana da Vida que decorria e do tema que lhe foi dado de que «a criança na família dá mais vida à vida». E fez apelo para que todos se empenhem para que a família e a paróquia sejam uma verdadeira comunidade humana e de testemunho cristão. Além de uma maior consciência cristã dos operários e do conhecimento da doutrina social da Igreja, apontou depois como prioridades a constituição do Conselho Pastoral e de um grupo de apoio à Família, e a renovação da igreja paroquial ou a construção de uma nova igreja. Em realce colocou, entretanto, os esforço de evangelização dos que vivem afastados da Igreja, tendo salientado que «a Fé é um dom de Deus» mas que Ele dá-o por intermédio das pessoas.
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