Diocese:

«Gratidão» da Igreja diocesana

A Igreja do Porto lembrou, na 3ª-feira da semana passada, o seu último Bispo, D. António Ferreira Gomes, e os 15 padres que faleceram desde Abril do ano passado: António Delgado, José Ferreira da Silva, Roberto Costa, A. Vieira Lopes, J. Rodrigues Pinho, Arménio Pinto, A. Silva Mota, Alberto Silva, J. Ferreira Júnior, Fernando Faria, Manuel Rocha, D. Gabriel de Sousa, Ângelo Ferreira Pinto, A. Soares Moreira, Serafim Amaral.

D. Júlio presidiu à Eucaristia, tendo concelebrado os quatro bispos auxiliares e duas dezenas de padres, para além dos diáconos, do Seminário e de uma representação de leigos. Na homilia, D. Júlio manifestou a justiça desta «memória e sufrágio» em relação aos que serviram a «família diocesana», num «acto de fé, esperança e amor». E, salientando que na morte dos outros «alhuma coisa de nós morre também», o Arcebispo-bispo do Porto acrescentou que «trazemos connosco sementes de eternidade» numa aspiração a uma vida sem limites, a que as ciências nunca deram respostas convincentes mas, antes, fizeram desabrochar perguntas e atitudes a que «só a esperança da imortalidade» dá sentido.

A Fé cristã identifica no «Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo... a nossa esperança, Ele que morreu para nos dar a vida e a salvação eterna». Não admira, assim, que Jesus seja «a razão do nosso viver, morrer e esperar cristão» e mesmo «o nosso itinerário» e a nossa Esperança.

No final da Eucaristia, alguns concluiam que será preciso apelar com bastante mais veemência para que mais pessoas venham a esta celebração, num sinal urgente de gratidão ao menos por parte de um grupo vindo das comunidades que os referidos padres serviram.
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Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora

D. José Augusto, bispo auxiliar, presidiu no Sábado, dia 5, à Eucaristia de encerramento do Capítulo Provincial das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora, na Quinta da Azenha, Gondomar. Participaram a Irmã Brigite des Haulles, Superiora Geral que para o efeito se deslocou de França, a Superiora Provincial, Ir. Helena, o Dr. Joaquim Monteiro, capuchinho que acompanhou os trabalhos, e 42 Irmãs capitulares, representantes de todas as casas da Província Portuguesa.

Foi reeleita como Superiora a Irmã Helena que será auxiliada pelo Conselho de Província constituído pelas irmãs M.Conceição Carvalho, Aurora Pereira, M. Benilde Rangel e Hermínia Gomes. Aparecem como prioridades «a radicalidade da Consagração» visível em sinais que respondam às aspirações dos tempos de hoje e façam suscitar um novo ardor missionário.

Na referida Eucaristia, D. José lembrou que a espiritualidade do Instituto fundado em 1813, em Bolonha, França, por Mons. Adolfo Duchenne, é franciscana e mariana. As Franciscanas de Calais, como então se chamavam, tiveram como primeira Superiora Louise Mabille e encontraram em S. Francisco de Assis e em Nossa Senhora dos Anjos inspiração para a disponibilidade de responder aos apelos da Igreja e se dedicarem a doentes e idosos, e ao ensino dos mais novos.

Além da Casa Provincial, do Noviciado e do Postulantado, o Instituto tem quatro comunidades de apoio a doentes, outras quatro dedicam-se ao ensino e três a obras de assistência.
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Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor

Na igreja de Cedofeita decorreu na tarde do dia 5, Sábado, uma celebração de acção de graças pela beatificação de Maria Ana Mogas y Fontcuberta, fundadora das Irmãs Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor e excelente modelo de vida cristã.

À maneira de S. Francisco de Assis, ela soube abraçar a Cruz, alimentar-se da Eucaristia e testemunhar o amor do Coração de Jesus. E o seu testemunho foi de pobreza, humildade, austeridade, alegria e perseverança, numa dedicação aos mais pobres, enfermos e crianças.

Um tal modo de presença foi depois seguido pelo Instituto que fundara e que está presente nos hospitais, residências de idosos, orfanatos, centros de atendimento a marginais e no âmbito do ensino e educação em países do terceiro mundo.Têm casas em Roma (Itália), Espanha, Argentina, Chile, Perú, Venezuela, Moçambique e Benin. Em Portugal têm cinco comunidades: Abrantes, Proença-a-Nova, Almeirim, Lisboa, Fátima e Porto, na paróquia de Cedofeita, onde se dedicam à pastoral juvenil.

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Crisma em Carregosa (Oliveira de Azeméis)

Uma comunidade viva e participativa

Sessenta fiéis da comunidade de Carregosa, Oliveira de Azeméis, foram crismados, há dias, por D. Manuel Pelino, bispo auxiliar.

«Sede sinal e fermento que através da luz do Espírito leve o Senhor ao mundo» -foi o apelo que D. Manuel deixou aos jovens e adultos da comunidade a que preside o P. Manuel Mendes. E insistiu que só poderá haver testemunho quando houver «uma experiência pessoal de Fé», bem diferente da simples prática tradicional.

O Bispo insistiu depois que o Senhor se manifesta «na comunidade» e que, sem o encontro de todos os domingos, «faltará um alicerce indispensável para a Fé». E que a experiência comunitária, que só existe «com o contruibuto de todos», permitirá vencer o isolamento e a solidão. Lembrou ainda D. Manuel «a leitura quotidiana das Escrituras, para que a presença de Cristo seja vivida e sentida» e para que seja dado um testemunho «no mundo, onde a presença dos cristãos é mais difícil», mas será possível com o apoio do grupo e da comunidade.

Bem marcantes, na celebração, o testemunho de dois jovens, o reconhecimento do Pároco e o testemunho do próprio Bispo: «Esta comunidade ajudou-me a viver o Evangelho, pois é uma comunidade viva de fé que se vê, unida e participativa. E nota-se até no embelezamento do templo!».

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Pároco de S. João de Ovar foi homenageado, há dias

A paróquia de S. João de Ovar assinalou, há pouco, as Bodas de Ouro Sacerdotais do P. Carlos Alberto Martins Ferreira Matos. Foi no dia 6 , Domingo, e mereceu a presença de D. Manuel Pelino, bispo auxiliar, presidiu à Eucaristia, no Salão Paroquial de S. João e acompanhou o homenageado e cerca de 500 paroquianos no almoço-convívio realizado na Quinta Jusã, em Válega. Ordenado em 1947, o P. Carlos, depois de concluir os estudos na Congregação do Espírito Santo, partiu para Angola, onde trabalhou nas vilas de Geriuguar, Graciosa, Andulo e General Machado. Em 1971 regressou a Portugal e desde há 24 anos é pároco desta paróquia da cidade de Ovar.


Padrão da Légua

- A comunidade do Padrão da Légua, a que preside o P. Joaquim Mário, está a tentar corrigir algumas deficiências da sua igreja: entradas mais largas, rampa de acesso para idosos e doentes, arranjo do interior para que se torne mais acolhedor e funcional, e acesso à cripta pelas traseiras do templo.
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