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A «chama» - símbolo da Vida de Deus que se tornou presente no padre Henrique de Ossó e que percorre as comunidades teresianas espalhadas pelo país - encontra-se agora em Santo Tirso. Ela passou já pelos outros locais da Companhia de Santa Teresa: Lisboa, Fátima, Coimbra, Almendra, Verim, Braga, Arcos de Valdevez, Torres Vedras, Alpalhão, Elvas, Torres Novas e Porto.
De 14 a 30 de Novembro, a referida «chama» esteve no Porto (R. Álvares Cabral, 148) onde decorreu um encontro com as antigas universitárias (dia 16), um outro com consagrados (dia 23) e por fim com as actuais universitárias (dia 28). Como referiram, a propósito, as Irmãs Teresianas do Porto, estes «são cem anos de luz desde a morte de Santo Henrique e continuamos a celebrar essa Vida com energia e vitalidade porque acreditamos na força contagiante do fogo do Amor Divino».
D. José Augusto, bispo auxiliar, esteve no Lar de Santa Teresa, no Porto, nesse dia 23, lembrando o dom de Deus que foi a vida de Henrique de Ossó como «amigo íntimo de Jesus», «servidor fiel da Igreja», «fervoroso discípulo de Santa Teresa» e «fundador cheio de criatividade», dando origem a uma congregação religiosa, a associações infantis e juvenis e ainda a um grupo de missionários, no México. Manifestou o seu apreço pelo facto das Teresianas estarem a celebrar tão bem «este dom de Deus concedido à Igreja e ao mundo» e acrescentou que permanece actual sua mensagem de libertação da Mulher, estimulando a sua capacidade educativa e a sua dedicação à família e à sociedade.
Henrique de Ossó, sacerdote catalão, nasceu em Vinebre-Tortosa em 1840 e faleceu em 27 de Janeiro de 1896. A intensa actividade apostólica do Fundador centrou-se na catequese e nas associações infantis, juvenis e de trabalhadores a quem apresentava Santa Teresa como modelo a seguir, pois «sempre colocara Deus no centro da vida».
Ainda seminarista, já juntava as crianças para lhes falar de Deus, nos ambientes hostis e anticlericais dessa Espanha do fim do século XIX. Publicou o «Guia prático do catequista no ensino metódico e constante da doutrina cristã» e outras obras como: «Viva Jesus» (para crianças), o semanário «O amigo do povo» e a «Revista Teresiana». A sua principal preocupação foi sempre a de «educar», tentando chegar pelas crianças aos adultos e pela mulher à família inteira. Como dizia, «uma nação vale o que valerem as mães que derem o ser aos seus filhos e os educarem». E, de um pequeno grupo de jovens educadoras, nasceu a Companhia de Santa Teresa de Jesus para, como disse em 1879, «restaurar em Cristo todas as coisas, consagrar-se preferentemente ao apostolado do ensino, educando a mulher segundo o espírito e a doutrina de Santa Teresa de Jesus».
Cem anos após a morte do Fundador, a Companhia de Santa Teresa está em 22 países dos quatro continentes, ajudando crianças e jovens a serem "apóstolos no seu ambiente..." e também a ousar partir para a missão "Ad gentes". Como apelo educativo, as qualidades de Santa Teresa: verdade, fortaleza, disponibilidade, alegria e a interioridade. Ela dizia: «Não nos imaginemos vazias(os) no interior... a nossa alma é um castelo... no centro passam-se as coisas mais secretas entre Deus e a alma... a oração é um trato de amizade estando muitas vezes a sós com quem sabemos que nos ama».
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