Diocese:

Santo Henrique de Ossó recordado pelas Teresianas

Até ao dia 27 de Janeiro decorrem as celebrações do centenário da morte de Santo Henrique de Ossó, que foi canonizado no dia 16 de Junho de 1993 pelo Papa João Paulo II, apontando-o como "luz do mundo!".

A «chama» - símbolo da Vida de Deus que se tornou presente no padre Henrique de Ossó e que percorre as comunidades teresianas espalhadas pelo país - encontra-se agora em Santo Tirso. Ela passou já pelos outros locais da Companhia de Santa Teresa: Lisboa, Fátima, Coimbra, Almendra, Verim, Braga, Arcos de Valdevez, Torres Vedras, Alpalhão, Elvas, Torres Novas e Porto.

De 14 a 30 de Novembro, a referida «chama» esteve no Porto (R. Álvares Cabral, 148) onde decorreu um encontro com as antigas universitárias (dia 16), um outro com consagrados (dia 23) e por fim com as actuais universitárias (dia 28). Como referiram, a propósito, as Irmãs Teresianas do Porto, estes «são cem anos de luz desde a morte de Santo Henrique e continuamos a celebrar essa Vida com energia e vitalidade porque acreditamos na força contagiante do fogo do Amor Divino».

D. José Augusto, bispo auxiliar, esteve no Lar de Santa Teresa, no Porto, nesse dia 23, lembrando o dom de Deus que foi a vida de Henrique de Ossó como «amigo íntimo de Jesus», «servidor fiel da Igreja», «fervoroso discípulo de Santa Teresa» e «fundador cheio de criatividade», dando origem a uma congregação religiosa, a associações infantis e juvenis e ainda a um grupo de missionários, no México. Manifestou o seu apreço pelo facto das Teresianas estarem a celebrar tão bem «este dom de Deus concedido à Igreja e ao mundo» e acrescentou que permanece actual sua mensagem de libertação da Mulher, estimulando a sua capacidade educativa e a sua dedicação à família e à sociedade.

Henrique de Ossó, sacerdote catalão, nasceu em Vinebre-Tortosa em 1840 e faleceu em 27 de Janeiro de 1896. A intensa actividade apostólica do Fundador centrou-se na catequese e nas associações infantis, juvenis e de trabalhadores a quem apresentava Santa Teresa como modelo a seguir, pois «sempre colocara Deus no centro da vida».

Ainda seminarista, já juntava as crianças para lhes falar de Deus, nos ambientes hostis e anticlericais dessa Espanha do fim do século XIX. Publicou o «Guia prático do catequista no ensino metódico e constante da doutrina cristã» e outras obras como: «Viva Jesus» (para crianças), o semanário «O amigo do povo» e a «Revista Teresiana». A sua principal preocupação foi sempre a de «educar», tentando chegar pelas crianças aos adultos e pela mulher à família inteira. Como dizia, «uma nação vale o que valerem as mães que derem o ser aos seus filhos e os educarem». E, de um pequeno grupo de jovens educadoras, nasceu a Companhia de Santa Teresa de Jesus para, como disse em 1879, «restaurar em Cristo todas as coisas, consagrar-se preferentemente ao apostolado do ensino, educando a mulher segundo o espírito e a doutrina de Santa Teresa de Jesus».

Cem anos após a morte do Fundador, a Companhia de Santa Teresa está em 22 países dos quatro continentes, ajudando crianças e jovens a serem "apóstolos no seu ambiente..." e também a ousar partir para a missão "Ad gentes". Como apelo educativo, as qualidades de Santa Teresa: verdade, fortaleza, disponibilidade, alegria e a interioridade. Ela dizia: «Não nos imaginemos vazias(os) no interior... a nossa alma é um castelo... no centro passam-se as coisas mais secretas entre Deus e a alma... a oração é um trato de amizade estando muitas vezes a sós com quem sabemos que nos ama».

Início


Primeira Página Página Seguinte