Diocese:

Pastoral Universitária apresentou programa

Cumprindo com a tradição, realizou-se na tarde de 30 de Outubro a Celebração de Início de Ano, promovida, desde há sete anos, pela Pastoral Universitária do Porto. Estiveram presentes cerca de 800 universitários (estudantes, mas também professores) que em dois dois momentos distintos, Celebração Eucaristíca e Convívio, deram grande animação e colorido à Casa Diocesana de Vilar.

À celebraçã eucarística presidiu D. Gilberto, bispo auxiliar, tendo concelebrado, para além do director do Secretariado da Pastoral Universitária, P. António Bacelar, cerca de uma dezena de padres ligados a diversos âmbitos de trabalho com universitários.

O trecho do Evangelho de Mateus "Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática pode comparar-se ao homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha" deu o tom à celebração. O texto escolhido, bem como toda a celebração estiveram na senda do lema da Pastoral Universitária para este ano «Existir a construir». O tema da construção foi ainda sublinhado por D. Gilberto que alertou os jovens presentes para o perigo que todos corremos ao querer fazer muitas obras, sem nos preocuparmos com a construção do essencial, alicerçado em Quem é a Segurança.

A animação coral esteve a cargo de universitários e de Joaquim Marçal, que também dirigiu a Assembleia.

Seguiu-se à celebração um breve momento informal e bem disposto, ainda no Grande Auditório, onde o P. Bacelar, coadjuvado por dois elementos do Secretariado, fez o lançamento das actividades da Pastoral Universitária para este ano. Durante a apresentação foi-se construindo em palco três pirâmides que continham, nas faces, os meses do ano com a marcação de algumas actividades já previstas. Uma pirâmide/calendário foi também distribuída a todos em jeito de desafio para começar desde aquele momento a «Existir a construir». As diferentes vertentes da construção inspiram cada mês sintetizado numa só expressão.

Os diferentes momentos propostos pela Pastoral Universitária pretendem ser apenas algumas das muitas oportunidades de «Exixtir a construir»... em quatro domínios complementares: o que fazemos através da relação com o outro; a Universidade; o saber e a cultura; a Sociedade e a Igreja onde estamos como membros conscientes e participativos.

Foram ainda sublinhadas outras actividades e suas preparações como a campanha "Este Natal ninguém sozinho", os encontros Juntos da Uni(di)versidade (a realizarem-se já no próximo mês em quase todas as Faculdades e Institutos Superiores e nos quais a P.U. deposita grande esperança de participação), os Encontros com Docentes Universitários, as "Turtúlias" (espaço aberto de debate), o Encontro Diocesano de Universitários Cristãos, a Páscoa com Universitários e a Bênção das Pastas.

Foi ainda apresentada a publicação Pastoral Universitária Informa que continua nas linhas de orientação do ano passado e que regularmente fará a actualização das actividades e a apresentação daquelas que a criatividade dos universitários for suscitando.

Os presentes foram, então, convidados a visitar nos "passos perdidos" da Casa de Vilar, uma exposição onde podiam encontrar algumas "memórias" e projectos de actividades realizadas ou a realizar pelo Secretariado. Além disto cerca de uma dezena de organismos e movimentos cristãos viabilizaram em espaços próprios a sua forma de estar presente no mundo e sobretudo no meio universitário.

Ao caldo verde, castanhas e bebidas não faltou depois a animação de duas tunas (Feminina de Medicina e Masculina de Letras) que contagiou os presentes emprestando desta forma um tom de festa bem académico à Casa de Vilar.

Saliente-se, por fim, o trabalho de coordenação de todos aqueles que se empenharam nesta iniciativa, quer embelezando o Grande Auditório e o espaço de exposição, quer empunhando tachos, sacos e vassouras, num sinal, também, de unidade e comunhão em Igreja.
Início


Com a luta contra o desemprego como tema

Assembleia Diocesana da JOC aprovou plano de acção

Em 2 e 3 de Novembro, realizou-se na Casa Diocesana de Vilar a Assembleia Diocesana da JOC onde estiveram presentes cerca de cem militantes e jovens em iniciação do movimento.

O ponto forte desta Assembleia foi a aprovação do Plano de Acção para os próximos dois anos. Neste plano está inserida a Campanha Nacional na qual o movimento vai investir. A Campanha tem como tema "STOP - Desemprego Juvenil" que teve início nesta Assembleia e vai desenvolver-se em três etapas distintas que seguem o método de trabalho da JOC: Ver, Julgar, Agir.

A campanha será lançada com um concerto musical. Na etapa do Ver será lançado um inquérito aos jovens desempregados, em trabalho precário ou à procura do primeiro emprego. Contactar-se-ão instituições como Sindicatos, Institutos de Emprego e Formação Profissional de forma a conseguirmos fazer um correcto diagnóstico da situação vivida na nossa Diocese, suas causas e consequências. Concluiremos esta etapa com o lançamento de um documento resumo das constatações feitas que servirá para nos lançar na segunda etapa.

No Julgar proceder-se-á ao confronto destas realidades com o Evangelho e a Doutrina Social da Igreja e os valores do movimento operário e retirar-se-ão interpelações e apelos.

A finalização da Campanha será em Julho com a etapa do Agir, lançando-se um debate público através de Encontros a nível local e com uma actividade desportiva diocesana contra o desemprego juvenil, com diversos meios de sensibilização como T-shirts, autocolantes, panfletos, etc.

Deve ser salientado tambem o facto de esta campanha servir de meio para o movimento se expandir e activar outros jovens à dinâmica da JOC. No programa de trabalhos da Assembleia Diocesana também constou a discussão e aprovação do relatório de actividades e finanças, um pedido de adesão à militância do grupo "O Caminho", de S. João de Ver, e eleição de uma nova equipa diocesana.

A realidade do desemprego

Os factos são claros: em Portugal estima-se em cerca de 160.000 o número de jovens que estão desempregados, desconhecendo-se o número exacto dos que têm um trabalho precário. O desemprego tem várias facetas: jovens à procura do primeiro empego, jovens que alternam períodos de emprego e de desemprego, jovens com curtos horáriso de trabalho, jovens que trabalham sem contrato, jovens inseridos em programas de ocupação temporária ou em cursos de formação profisional e que não contam para as estatísticas de desemprego.

A JOC constata que, no que respeita ao subsídio de desmeprego, é muito significativa a parcela de jovens que a ele não têm acesso, pois não abrange os jovens à procura do primeiro emrpego ou aqueles que não tenham tido contratos de trabalho legais. E quando é atribuido a jovens até aos 25 anos tem apenas a duração de dez meses.

O problema dos jovens desempregados, lembra a JOC, constitui um drama e é opinião crescente que ele vai aumentar. A sociedade vai acordando para o problema, mas as soluções que se perfilam no horizonte parecem estar longe de constituirem uma resposta satisfatória.

Daí que a JOC se interrogue, analise o problema e sugira algumas possíveis soluções como sejam a partilha do emprego e do desemprego, um crescimento económico virado para a satisfação das necessidades básicas, a dinamização do consumo privado através do aumento de salários, políticas activas de criação de emprego, nomeadamente de empregos socialmente úteis, ligados à protecção da natureza, aos equipamentos sociais e escolares, no apoio a pessoas e sectores mais fragilizados.

A longo prazo, segundo a reflexão da JOC, importa modificar o conceito de trabalho, passando de uma lógica de "pleno emprego" para uma lógica de "plena actividade". Trata-se de "fazer a passagem de um conceito de trabalho economicamente produtivo para o de actividade socialmente útil".

Neste panorama, os jovens jocistas, na implementação do programa aprovado na Assembleia Diocesana, têm consciência de que a sua sensibilidade se abre para os valores da justiça e da dignidade, da fraternidade, da amizade e da solidariedade. Com a Igreja assumem que "a mensagem social do Evangelho não deve ser uma teoria, mas sobretudo um fundamento e uma motivação para a acção". (Centesimus Annus, 57)
Início


Primeira Página Página Seguinte