| Diocese: | |
À celebraçã eucarística presidiu D. Gilberto, bispo auxiliar, tendo concelebrado, para além do director do Secretariado da Pastoral Universitária, P. António Bacelar, cerca de uma dezena de padres ligados a diversos âmbitos de trabalho com universitários.
O trecho do Evangelho de Mateus "Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática pode comparar-se ao homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha" deu o tom à celebração. O texto escolhido, bem como toda a celebração estiveram na senda do lema da Pastoral Universitária para este ano «Existir a construir». O tema da construção foi ainda sublinhado por D. Gilberto que alertou os jovens presentes para o perigo que todos corremos ao querer fazer muitas obras, sem nos preocuparmos com a construção do essencial, alicerçado em Quem é a Segurança.
A animação coral esteve a cargo de universitários e de Joaquim Marçal, que também dirigiu a Assembleia.
Seguiu-se à celebração um breve momento informal e bem disposto, ainda no Grande Auditório, onde o P. Bacelar, coadjuvado por dois elementos do Secretariado, fez o lançamento das actividades da Pastoral Universitária para este ano. Durante a apresentação foi-se construindo em palco três pirâmides que continham, nas faces, os meses do ano com a marcação de algumas actividades já previstas. Uma pirâmide/calendário foi também distribuída a todos em jeito de desafio para começar desde aquele momento a «Existir a construir». As diferentes vertentes da construção inspiram cada mês sintetizado numa só expressão.
Os diferentes momentos propostos pela Pastoral Universitária pretendem ser apenas algumas das muitas oportunidades de «Exixtir a construir»... em quatro domínios complementares: o que fazemos através da relação com o outro; a Universidade; o saber e a cultura; a Sociedade e a Igreja onde estamos como membros conscientes e participativos.
Foram ainda sublinhadas outras actividades e suas preparações como a campanha "Este Natal ninguém sozinho", os encontros Juntos da Uni(di)versidade (a realizarem-se já no próximo mês em quase todas as Faculdades e Institutos Superiores e nos quais a P.U. deposita grande esperança de participação), os Encontros com Docentes Universitários, as "Turtúlias" (espaço aberto de debate), o Encontro Diocesano de Universitários Cristãos, a Páscoa com Universitários e a Bênção das Pastas.
Foi ainda apresentada a publicação Pastoral Universitária Informa que continua nas linhas de orientação do ano passado e que regularmente fará a actualização das actividades e a apresentação daquelas que a criatividade dos universitários for suscitando.
Os presentes foram, então, convidados a visitar nos "passos perdidos" da Casa de Vilar, uma exposição onde podiam encontrar algumas "memórias" e projectos de actividades realizadas ou a realizar pelo Secretariado. Além disto cerca de uma dezena de organismos e movimentos cristãos viabilizaram em espaços próprios a sua forma de estar presente no mundo e sobretudo no meio universitário.
Ao caldo verde, castanhas e bebidas não faltou depois a animação de duas tunas (Feminina de Medicina e Masculina de Letras) que contagiou os presentes emprestando desta forma um tom de festa bem académico à Casa de Vilar.
Saliente-se, por fim, o trabalho de coordenação de todos aqueles que se empenharam nesta iniciativa, quer embelezando o Grande Auditório e o espaço de exposição, quer empunhando tachos, sacos e vassouras, num sinal, também, de unidade e comunhão em Igreja.
| Início |
O ponto forte desta Assembleia foi a aprovação do Plano de Acção para os próximos dois anos. Neste plano está inserida a Campanha Nacional na qual o movimento vai investir. A Campanha tem como tema "STOP - Desemprego Juvenil" que teve início nesta Assembleia e vai desenvolver-se em três etapas distintas que seguem o método de trabalho da JOC: Ver, Julgar, Agir.
A campanha será lançada com um concerto musical. Na etapa do Ver será lançado um inquérito aos jovens desempregados, em trabalho precário ou à procura do primeiro emprego. Contactar-se-ão instituições como Sindicatos, Institutos de Emprego e Formação Profissional de forma a conseguirmos fazer um correcto diagnóstico da situação vivida na nossa Diocese, suas causas e consequências. Concluiremos esta etapa com o lançamento de um documento resumo das constatações feitas que servirá para nos lançar na segunda etapa.
No Julgar proceder-se-á ao confronto destas realidades com o Evangelho e a Doutrina Social da Igreja e os valores do movimento operário e retirar-se-ão interpelações e apelos.
A finalização da Campanha será em Julho com a etapa do Agir, lançando-se um debate público através de Encontros a nível local e com uma actividade desportiva diocesana contra o desemprego juvenil, com diversos meios de sensibilização como T-shirts, autocolantes, panfletos, etc.
Deve ser salientado tambem o facto de
esta campanha servir de meio para o movimento se expandir e activar
outros jovens à dinâmica da JOC. No programa de trabalhos
da Assembleia Diocesana também constou a discussão
e aprovação do relatório de actividades e
finanças, um pedido de adesão à militância
do grupo "O Caminho", de S. João de Ver, e eleição
de uma nova equipa diocesana.
A realidade do desemprego
Os factos são claros: em Portugal estima-se em cerca de 160.000 o número de jovens que estão desempregados, desconhecendo-se o número exacto dos que têm um trabalho precário. O desemprego tem várias facetas: jovens à procura do primeiro empego, jovens que alternam períodos de emprego e de desemprego, jovens com curtos horáriso de trabalho, jovens que trabalham sem contrato, jovens inseridos em programas de ocupação temporária ou em cursos de formação profisional e que não contam para as estatísticas de desemprego.
A JOC constata que, no que respeita ao subsídio de desmeprego, é muito significativa a parcela de jovens que a ele não têm acesso, pois não abrange os jovens à procura do primeiro emrpego ou aqueles que não tenham tido contratos de trabalho legais. E quando é atribuido a jovens até aos 25 anos tem apenas a duração de dez meses.
O problema dos jovens desempregados, lembra a JOC, constitui um drama e é opinião crescente que ele vai aumentar. A sociedade vai acordando para o problema, mas as soluções que se perfilam no horizonte parecem estar longe de constituirem uma resposta satisfatória.
Daí que a JOC se interrogue, analise o problema e sugira algumas possíveis soluções como sejam a partilha do emprego e do desemprego, um crescimento económico virado para a satisfação das necessidades básicas, a dinamização do consumo privado através do aumento de salários, políticas activas de criação de emprego, nomeadamente de empregos socialmente úteis, ligados à protecção da natureza, aos equipamentos sociais e escolares, no apoio a pessoas e sectores mais fragilizados.
A longo prazo, segundo a reflexão da JOC, importa modificar o conceito de trabalho, passando de uma lógica de "pleno emprego" para uma lógica de "plena actividade". Trata-se de "fazer a passagem de um conceito de trabalho economicamente produtivo para o de actividade socialmente útil".
Neste panorama, os jovens jocistas, na implementação do programa aprovado na Assembleia Diocesana, têm consciência de que a sua sensibilidade se abre para os valores da justiça e da dignidade, da fraternidade, da amizade e da solidariedade. Com a Igreja assumem que "a mensagem social do Evangelho não deve ser uma teoria, mas sobretudo um fundamento e uma motivação para a acção". (Centesimus Annus, 57)
| Início |
| Primeira Página | Página Seguinte |