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Uma tal comemoração foi presidida em 16 de Junho, por D. António Braga, bispo de Angra do Heroísmo, que fora vice-Geral da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus, tendo concelebrado ainda D. José Augusto, bispo auxiliar, o P. Manuel Quintas, Provincial dos Dehonianos, e bastantes padres, amigos e benfeitores desta congregação. Presente ainda Valentim Loureiro, presidente da Câmara de Gondomar, e representações das Juntas de Freguesia de Rio Tinto e de Fânzeres. Depois da Eucaristia, pelas 16 horas, seguiu-se a bênção de um busto do P. Dehon, da autoria de Manuela Teixeira Lopes, num dos pátios do Seminário. E depois uma sessão solene e um modesto jantar. A inauguração há 25 anos havia sido presidida por D. António Ferreira Gomes, então Bispo do Porto, que nessa ocasião ordenou quatro sacerdotes dehonianos.
Foi em 19 de Outubro de 1958 que nasceu no Porto o Seminário Missionário P. Dehon, depois de uma experiência em Aveiro, onde desde 1953 se encontravam rapazes em estudo vocacional. Em 1957-58, nas suas idas ao Porto, o entusiasmo do P. Ângelo Colombo encontrou junto da Avenida da Boavista uma creche da fábrica dos ingleses, pertencente a um benfeitor dos dehonianos, que estava vazia. Em 5 de Agosto de 1958, os «bandidos de Deus», padres Carrara e Colombro, receberam autorização para ocupar esse espaço. E ali nasceu uma capela e tudo o que era preciso para um centro missionário que, logo em Outubro, recebeu os seminaristas que estavam em Aveiro. Era a Escola Apostólica Padre Dehon que iniciou os seus trabalhos no dia 17, dia de santa Margarida Maria Alacoque e, mais oficialmente, no domingo seguinte.
Apareceram depois grupos de apoio e foram chegando as dádivas, seja em peditórios de rua, ofertas por correspondência ou dádivas da Cáritas e de outras instituições. Depressa os alunos, os «apostolinhos», e os padres teceram redes de contacto em associações e paróquias, e nos campos desportivos do Boavista e de Ramalde.
A comunidade cresceu e foi preciso ampliar as instalações. Em 22 de Agosto de 1961 foi aprovado esse projecto pela Câmara Municipal e logo começaram as obras, tendo os alunos sido transferidos para uma casa cedida pela Viscondessa de Lobão. No ano seguinte, em dia de S. Pedro, seria a inauguração do Seminário que logo demonstrou ser pequeno, indo alguns alunos para Coimbra, outros para Loures e outros para Ermesinde. Era preciso encontrar um local mais espançoso. Ele apareceu, em 1964, na Quinta da Portelinha, em Fânzeres, Gondomar, onde foi sendo construído o novo Seminário. O projecto fica pronto em 1966, dois anos depois já acolhe alunos, e em 4 de Julho de 1971, às 10,30 horas, foi inaugurado pelo Bispo do Porto.
Airosa, cheia de luz e muito funcional, a nova construção permite uma bela vista sobre a parte oriental do Porto. Rodeada de campos, hortas, pomares e mata permite uma vida saudável de trabalho, oração e de fácil encontro com as pessoas. A casa é composta por três blocos: um para a comunidade religiosa, outro para os seminaristas e a capela, no centro de tudo. Ela significa o empenhamento de muitas pessoas, umas conhecidas, como o P. Júlio Gritti, mas outras anónimas para quem, alunos e padres, pedem permanentemente as graças de Deus. Todos os anos, os antigos alunos, seja os que fizeram a sua consagração religiosa, seja os que seguiram outros caminhos, ali se encontram numa «família» que vai sendo enriquecida com esposas, filhos e amigos.
Desta forma, a figura do Padre Leão Dehon continua a suscitar a «santa loucura», como se dizia em 1983, de construir o futuro criando comunidades que façam nascer novas generosidades em vidas de total consagração.
Nascido em Março de 1843, no Norte da França, o P. Dehon desejava ser padre mas o pai encaminhou-o para a Sorbonne, onde se doutorou em Direito. Numa das suas viagens decidiu-ae a ficar por Roma onde iniciou estudos de Teologia. Foi ordenado e trabalhou numa grande paróquia operária, onde fundou obras sociais, um colégio e um jornal. Cresceu o desejo de uma consagração religiosa, na linha do Coração de Jesus, e em 1878 fez a sua consagração e fundou os Oblatos do Coração de Jesus, que em 1884 passam a ser chamados Sacerdotes do Coração de Jesus.
Esta congregação chega depois à Holanda, Itália, Alemanha e Espanha. Actualmente estão em todos os países da Europa Ocidental e mesmo nalguns do Leste, nas Filipinas, Índia e Indonésia, em quase todos os países da América Latina e nos Estados Unidos e Canadá, em Moçambique, Zaire, África do Sul, Madagáscar e Camarões.
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Na homilia, D. Manuel salientou que o Crisma faz dos cristãos verdadeiras testemunhas de Cristo, devendo mostrar, em palavras e atitudes, a Fé em Deus, defender a Justiça e dar à Igreja o seu verdadeiro rosto. E acrescentou que é este testemunho que a paróquia precisa dos jovens que se crismaram, numa sociedade cada vez mais materialista, egoísta e consumista.
A terminar, D. Manuel agradeceu a todos quantos colaboraram na organização da festa do centenário da Irmandadedo Sagrado Coração de Jesus. E, depois da celebração, encontrou-se com os jovens crismados.
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A igreja estava completemente cheia, também como pessoas vindas das comunidades de origem dos novos padres: Licínio Silva, de Gandra, Paredes; Paulo Jorge Sousa, de Romariz, S.ª M.ª da Feira; e Paulo Martins, de Junqueira, Vale de Cambra.
D. Francisco lembrou, na homilia, que o Sábado é dedicado a Maria, aquela que, pela acção do Espírito, «deu Jesus ao Mundo», como deve acontecer com o padre pela palavra, pelo testemunho de vida e pelos sacramentos. Como Ela devem «dizer sim» à missão de salvação. Apelou depois à oração pelas Vocações e aos pais e paróquias que continuem a rezar para que sejam fiéis, num tempo de em que se subvertem os valores. «Sede cprajosos, simples, ardorosos. Deus estará sempre convosco» foi o apelo que lhes deixou.
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