Diocese abraça dimensão missionária

Foram ordenados no Domingo, solenidade da Imaculada Conceição, na Sé do Porto, dois padres e um diácono, e instituídos nos ministérios de Acólito e Leitor quatro candidatos ao ministério presbiteral.

Presidiu D. Júlio Rebimbas, arcebispo-bispo do Porto, tendo participado meia centena de sacerdotes, entre os quais um bom número de Dominicanos, de Beneditinos e dos Missionários da Boa Nova. Foram ordenados de Presbítero: João Cardoso Peliz, de Sernancelhe e agora padre dominicano, e Lino Correia de Miranda Moreira, de S. Pedro de Rates (onde houve um grande mosteiro beneditino), para a Ordem de S. Bento. O novo diácono - Carlos Alberto da Costa Correia - foi ordenado para a missão «ad gentes» na Sociedade Missionária da Boa Nova, mas, o que acontece pela primeira vez, ficando incardinado na diocese do Porto, pois é natural de Santo Tirso.

Vivo apreço manifestaram os padres da Sociedade Missionária por esta nova forma de proceder, pois, de facto, são padres seculares e, desta forma, fica mais marcada a dimensão missionária que toda a Igreja deve ter. D. Júlio manifestou mesmo intenção de, para aqueles que o queiram fazer e de acordo com os superiores da Sociedade Missionária, convidar os padres naturais desta Diocese - mais de vinte - a que façam nela a sua incardinação. Esta forma de proceder poderá ajudar a criar novas condições para uma maior solicitude missionária por parte da Igreja diocesana.

Foram instituídos no ministério de Acólito: Augusto Moreira Vieira, de Sobretâmega (Marco de Canaveses) e pertencente aos Missionários do Sofrimento, Nuno Alexandre Henriques de Lima, da Sociedade Missionária da Boa Nova, e Pedro Manuel de Sousa Oliveira, de Gove, Baião. E no de Leitor: Ricardo António Dias da Silva, de Airães, Felgueiras.

Na homilia da celebração da Imaculada Conceição, D. Júlio lembrou a Padroeira de Portugal e o início da preparação para o Terceiro Milénio, tendo salientado que «Deus tem os seus caminhos», nem sempre convergentes com os caminhos dos homens. E apontou como exemplar a atitude de assentimento e obediência de Maria, tendo declarado que é de idêntica natureza a intenção dos sete jovens que ali se encontravam, disponíveis para a Missão. Enalteceu depois Maria como «caminho da vinda de Cristo», na humildade, fé, esperança, caridade, pureza e virgindade, tendo acrescentado que se tornou para nós «caminho aberto para Jesus... e medianeira de todas as graças».

Por último, apontou os santuários marianos como lugares onde habita a consolação e a esperança, onde Deus está próximo e se junta com o homem. E apelou à busca de Deus, tendo assegurado que, quem se mantiver ao lado de Maria, não terá medo e encontrará Deus, porque «maior é a Graça do que a desgraça» e o pecado.


Primeira Página Página Seguinte