Beatificação dos Pastorinhos
nos 80 anos da Aparições

Uma multidão de portugueses e estrangeiros acorreu à Cova da Iria nos dias 12 e 13, quando passam 80 anos das Aparições de Nossa Senhora em Fátima. E receberam com alegria a comunicação feita pelo vice-postulador para a beatificação de Francisco e Jacinta, P. Luís Kondor, de que o processo se encontra quase concluído e será entregue em Roima dentro de poucas semanas. A cura de uma senhora de 67 anos que estivera paralisada numa cama durante 22, por intercessão de Jacinta, foi o elemento considerado indispensável que fez avançar o processo. Do facto será dado conhecimento ao Papa João Paulo II no encontro que o P. Kondor e o Bispo D. Serafim vão ter com ele no dia 7 de Junho, na Polónia, onde será consagrado um santuário a Nossa Senhora de Fátima, edificado pelo povo polaco para agradecer o facto de ter sido salvo no atentado de 13 de Maio de 1981, na Praça de S. Pedro.

As cerca de 400 mil pessoas que acorreram a Fátima rejubilaram com a notícia que vem corroborar a grande devoção que, todos os meses, leva à Cova da Iria gente do País e de todo o mundo. Um sinal disso são as sete dezenas de profissionais da informação, 36 dos quais estrangeiros, que nos dias 12 e 13 ali se encontraram.

No dia 12, peregrinação foi presidida por D. Serafim Silva, bispo de Leiria-Fátima, que, na homilia, recordou a ida do Papa ao Líbano, num sinal de que a libertação de Cristo ultrapassa as tradicionais fronteiras da Igreja. Recordou ainda os flagelos dos tempos de hoje, desde a sida, a violência e a guerra, acrescentando que em Cristo todos poderão encontrar «razões de viver e a paz».

As celebrações do dia 13 foram presididas pelo Arcebispo de Colónia, Alemanha. O cardeal Meisner diz-se maravilhado pelo popvo português que soube assimilar os valores da mensagem de Fátima e ser mesmo capaz de os levar a todo o mundo. «Hoje não se pode imaginar Portugal sem Fátima, nem o movimento de Fátima sem os portugueses», tendo acrescentado que a Fé é o caminho da re-humanização da humanidade que foi perdendo os seus ancestrais valores. Ele veio agradecer mais uma vez à Virgem de Fátima a mudança que se deu no Leste europeu. Depois de adquirir a liberdade exterior, o homem deve agora conseguir a liberdade interior, pois permanece «preso, como escravo» a tantas cadeias de que só se libertará ao longo de anos. e que agora deve chegar


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