Foram apontados os principais momentosda sua vida, desde a Missa Nova em 1945, na Murtosa, ao tempo da diocese do Porto, e o seu trabalho em favor dos mais desfavorecidos, a eleição como Bispo do Algarve em 1965 e a participação no Concílio do Vaticano II, a nomeação como Arcebispo de Mitilene e auxiliar do Patriarca de Lisboa, a presidência da Comissão Episcopal da Educação Cristã, a eleição para primeiro Bispo de Viana do Castelo e a presidência da Comissão Episcopal da Liturgia. Sublinhada foi depois a nomeação em 12 de Fevereiro de 1982 como Bispo do Porto e a tomada de posse em 2 de Maio seguinte, o acolhimento no dia 15 de Maio, no Porto, ao Papa João Paulo II e a eleição para o Conselho Permanente do Episcopado. Foram recordadas as suas Cartas Pastorais, a sua actividade de permanente intervenção pastoral e de reparação, restauro e construção de inúmeras capelas, igrejas e outras obras: 23 novas igrejas, o restauro de 19 e o projecto de outras nove. Em destaque foi posto «o despojamento e o humanismo» que caracterizam a sua personalidade e a invulgar dedicação aos outros, também expressa no esforço de dotar as Obras e Movimentos, e os padres e os leigos das necessárias estruturas de apoio, particularmente o Centro Pastoral de Vilar.
«É dever da Cidade do Porto» - disse Fernando Gomes - reconhecer no seu Pastor a actividade relevante que contribuiu de modo exemplar para uma Cidade Melhor». E a proposta colheu total unanimidade.
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