Os Bispos das Dioceses do Centro, D. António Marcelino (Aveiro), D. António Monteiro (Viseu), D. António dos Santos (Guarda), D. Augusto César (Portalegre e Castelo Branco), D. João Alves (Coimbra) e D. Serafim Ferreira e Silva, elaboraram uma reflexão pastoral sobre o "alcoolismo, flagelo a combater".
Esta reflexão surgiu porque em Portugal existem cerca de 700 mil alcoólicos e mais de um milhão de bebedores excessivos, destacando-se a cerveja como a bebida mais consumida, de acordo com recentes estudos.
O alcoolismo é, de facto, um problema grave, tanto a nível humano como social. As bebidas alcoólicas, em quantidades exageradas ou para quem, por várias razões, não as deva consumir "começam por aviltar as pessoas na sua dignidade e tornam-se, depois, uma causa certa de degradação de saúde, física e mental, de destruição inexorável da vida familiar e profissional e de muitas mortes e deficiências físicas irreversíveis".
Perante esta realidade "vemos com agrado que cresce a preocupação de organismos oficiais, ante o consumo crescente de bebidas alcoólicas e dos seus efeitos". Por isso mesmo se multiplicam e generalizam os meios de informação, de prevenção e de tratamento, por parte de serviços credenciados "com extensões em vários centros de saúde da nossa região". Neste âmbito também a Igreja, a nível de paróquias, tem vindo a desenvolver uma série de iniciativas "como encontros, conferências, trabalhos de grupos e equipas de apoio a doentes alcoólicos", havendo, em alguns casos, um serviço organizado e sistemático, concretamente através da Cáritas.
A finalizar a reflexão, os bispos deixam uma palavra amiga "às vítimas do alcoolismo e às suas famílias tantas vezes as mais atingidas por esta dolorosa situação".
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