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Assim, pode dizer-se que muitas das necessidades que o homem desta civilização experimenta são fruto da produção. Daqui nasce o consumismo, a necessidade e o hábito de consumir, que caracteriza as sociedades ricas, que podem dispor do indispensável poder de compra e que já não têm qualquer dificuldade em satisfazer as suas necessidades básicas. Galbraith afirma: À medida que a abundância aumenta numa sociedade, novas necessidades são criadas sem cessar, por efeito do próprio processo que as satisfaz. Este processo arrasta consigo um outro efeito: as reivindicações sociais e salariaIs. Torna-se necessário aumentar constantemente o poder de compra para que se possa ter acesso aos bens que todos os dias são lançados no mercado, quer se trate de novidades postas ao serviço do homem pela técnica, quer se trate somente de pequenas alterações nos bens já em circulação.
Podemos fazer um juizo de valor sobre a civilização de consumo? As características que definem esta civilização apresentam-se-nos com muitas ambiguidades.
Uma sociedade de consumo supõe um elevado nível de vida, um acentuado progresso económico e uma maior prosperidade. Isto é fruto do trabalho do homem, da sua capacidade de organização e do progresso social e cultural e está, por isso,na linha do seu desejado desenvolvimento. Por outro lado, propicia ao homem, sempre que seja capaz de aproveitar estas virtualidades, um grande leque de capacidades para a sua promoção nas várias dimensões da sua personalidade e dá-lhe possibilidade de contribuir para a promoção de outros homens que vivam em sociedades menos desenvolvidas. A comunidade europeia, por exemplo, no que se refere à relação entre os Estados que a compõem, não pode ser vista apenas como limitadora das soberanias nacionais, o que é um facto, mas também nas possibilidades que oferece de desenvolvimento para as regiões mais carecidas, como verdadeira afirmação de solidariedade humana. E será de desejar que esta colaboração no desenvolvimento se estenda a povos de outros continentes. É claro que isto tem a sua contrapartida, como tudo o que é humano. O desenvolvimento pode ser entendido apenas como acréscimo de riqueza material, de poder de compra, com desprezo pelos valores culturais e espirituais, valorizando mais o ter do que o ser e dando importância social às pessoas mais por aquilo que têm do que por aquilo que são. Cria-se assim o homem unidimensional, na justa expressão de Marcuse. É que aquilo que esta civilização oferece, aquilo que é constantemente proposto pela publicidade, que faz parte essencial desta máquina do consumismo, é o ter, o possuir mais e melhores bens materiais. Ora o ter não promove a libertação do homem, antes o escraviza. E aí temos a permanente insatisfação em que o homem de hoje vive por não poder possuir tudo quanto se lhe oferece. Não há nada melhor, para nos analisarmos a nós próprios, do que ver o comportamento de uma criança num hipermercado.
A ânsia de ganhar muito para construir fortunas faz esquecer ou negar os valores éticos (recordo o que disse aqui no último escrito) e dá a quem pode dispor do poder económico a tentação de o exercer no completo desprezo pelos direitos dos outros e na exploração dos que têm necessidade de vender o seu trabalho.
As leis que regulam estas sociedades de consumo obrigam a uma competição permanente e a uma luta desleal, onde não há lugar para um mínimo de regras de conduta. Esta agressividade marginaliza os menos capazes, como é o caso dos idosos e daqueles que não conseguem uma actualização e uma adaptação constante às tecnologias sempre em renovação. Esta agressividade permanente produz também desequilíbrios e desgastes psíquicos, com o seu cortejo de custos para o indivíduo, a família e a sociedade.
É verdade que o homem dispõe hoje de mais tempo livre. Mas a filosofia de vida subjacente a esta sociedade leva a que aqueles que têm oprtunidades multipliquem os seus compromissos de trabalho, fazendo umas horas aqui e outras além. Muitos outros, porque não existem nesta sociedade estímulos de ordem cultural ou espiritual (lembremos as queixas dos editores e livreiros na última feira do livro), limitam-se a consumir aquilo que está mais à mão, para além dos bens oferecidos nos hipermercados, as novelas das televisões.
| Gonçalves Moreira |
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Estão abertas as inscrições
para escola Diocesana de Ministérios Laicais para a liturgia,
relativas ao ano lectivo de 1996/97, durante o mês de Julho.
Fundada pelo Secretariado Diocesano de Liturgia e por ele orientada,
ministra os Cursos de Acólitos, Leitores e de Música
Litúrgica. A Escola Diocesana tem a sua sede no Seminário
Maior do Porto e os cursos, de duração trienal,
são leccionados, preferentemente, aos sábados de
manhã e de tarde, de Outubro a Junho. estes curo destinam-se
a religiosos e leigos que já são ou queiram vir
a ser animadores das celebrações litúrgicas.
Curso de Acólitos
Destina-se a dar formação para o
serviço litúrgico do altar e da presidência
na celebração da Eucaristia e dos outros Sacramentos
e sacramentais. Disciplinas: Introdução à
História da Salvação, Liturgia, Introdução
à Simbólica Litúrgica, Arte e Liturgia, Arte
de Movimento e expressão corporal, Cerimonial e Actividade
de Conjunto. Requisitos: 11º ano ou cultura equivalente e
apresentação dos párocos ou responsáveis
da Comunidade.
Curso de Leitores
Destina-se a dar formação para o
serviço litúrgico da Palavra (leitores, comentadores,
etc.). Disciplinas: Introdução à História
da Salvação, Liturgia, Introdução
à Sagrada Escritura, Leccionário, Arte de Dizer,
Proclamação Litúrgica, Leitura em Coro e
Actividade de Conjunto. Requisitos. 11º ano ou cultura equivalente
e apresentação dos párocos ou responsáveis
da Comunidade.
Curso de Música Litúrgica
Destina-se a dar formação para o serviço litúrgico do Canto e da Música (organistas, directores de coro e de assembleia, salmistas, cantores, etc.).
Curso Preparatório - Destina-se a preparar os candidatos ao Curso de Música Litúrgica.. Disciplinas: Educação musical, Piano, Coro e Actividade de Conjunto. Requisitos: 9º ano ou cultura equivalente, aprovação em teste de aptidões musicais (voz e ouvido), idade inferior a 26 anos e apresentação dos párocos ou responsáveis da Comunidade.
Curso Geral - Disciplinas: Introdução à História da Salvação, Liturgia, História da Música Sacra, Órgão, Harmonia, Direcção, Coro e Actividade de Conjunto. Requisitos: 11º ano ou cultura equivalente, 4º ano de Conservatório, em piano e educação musical, ou equivalente, aprovação em teste de aptidões musicais (voz e ouvido), idade inferior a 30 anos e apresentação dos párocos ou responsáveis da Comunidade.
Curso de Salmistas - Disciplinas:
Introdução à História da Salvação,
Liturgia, Arte de Dizer, Canto, Educação musical,
Iniciação a um instrumento de tecla, Coro e Actividade
de Conjunto. Requisitos: 9º ano de cultura equivalente, aprovação
em teste de aptidões musicais (voz e ouvido) e apresentação
dos párocos ou responsáveis da Comunidade.
As inscrições devem fazer-se na sede do S.D.L. (Seminário de Vilar - Casa Diocesana - R. Arcediago Van Zeller, 50 - 4050 Porto - Tel. 600 08 24) de 2ª a 6ª feira, das 9 às 12,30 e das 14.30 às 17.30 horas. O candidato deverá levantar, aí, um impresso para inscrição que, depois de, devidamente preenchido, deverá ser entregue, com fotografia, taxa de inscrição e outra documentação.
Os aluno que se inscreveram pela 1.ª vez no Curso de Música deverão apresentar-se na Escola (Seminário Maior do Porto), no dia 14 de Setembro às 15 horas.
As aulas terão início para todos os alunos, no dia 28 de Setembro, às 9.30 horas.
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Uma tal observação veio muito a propósito quando se reflectia sobre o desenvolvimento humano sustentável e sobre o diálogo inter-religioso na área do mediterrâneo e se preparava a celebração do Dia Mundial do Ambiente, no dia 5, e na perspectiva da Conferência da ONU a decorrer em Istambul, sobre o tema: «O futuro das cidades».
Recordando as preocupações da Igreja Católica sobre a defesa do ambiente e os problemas do desenvolvimento, João Paulo II sublinhou que a pessoa humana é o centro da criação, recordando que devemos preparar um mundo habitável com vista às gerações futuras.
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Referindo-se explicitamente às intervenções que habitualmente se fazem, o Papa apelou à consciência dos responsáveis do mundo científico e, de modo particular, aos médicos, para que se ponha termo à produção de embriões humanos, tendo em conta que não se antevê uma via de saída moralmente lícita para o destino humano dos milhares e milhares de embriões congelados, que são titulares dos direitos essenciais e, portanto, devem ser tratados juridicamente como pessoas.
Disse o Papa: A minha voz dirige-se também
a todos os juristas, para que se empenhem no sentido de que os
Estados e as instituições internacionais reconheçam,
juridicamente, os direitos naturais do próprio surgir da
vida humana e se tornem igualmente tutores dos direitos inalienáveis
que os milhares de embriões congelados adquiriram desde
o momento da fecundação. E acrescentou: Os
governantes não podem eximir-se a este empenho, para que
seja tutelado, desde as suas origens, o valor da democracia que
assenta as suas raízes nos direitos invioláveis
reconhecidos a cada ser humano.
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