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Convenção sobre Privacidade
proposta ao Conselho Europeu

Membros de 40 nações que integram a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa pediram no início de Setembro, após a morte da princesa Diana de Inglaterra, a elaboração de uma Convenção Europeia sobre a Privaciadade. A moção foi encabeçada pelo britânico David Atkinson e assinada pelos membros da Comissão de Assuntos Políticos de todos os grupos políticos europeus. Os deputados dos diversos Estados mostraram-se verdadeiramente alarmados pela contínua intromissão na vida pessoal, o que viola o artigo 8 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, sem que haja possibilidades de reagir com eficácia. O Gabinete da Assembleia remeteu o assunto para a Comissão para Assuntos Legais e Direitos Humanos, em ordem a poder elaborar-se uma Convenção que inclua, entre os seus princípios, a protecção da privacidade através do devido comportamento legal contra fotografias sem aprovação ou permissão.
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Conselho da Europa condenou a clonagem

Está previsto que o Conselho da Europa, na sua sessão do Outono, condene a clonagem humana, proibindo «toda a intervenção que tenha por fim criar um ser humano geneticamente idêntico a outro, vivo ou morto». O texto do protocolo, preparado pelo Comité de Bioética, deverá ser aprovado pela Assembleia Parlamentar e sujeito posteriormente à assinatura dos 40 Estados-membros da organização, durante uma cimeira de chefes de Estado e de Governo, que terá lugar em Estrasburgo, nos próximos dias 10 e 11 de Outubro.
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Caminhar

Na celebração litúrgica, é o homem todo que é chamado a participar, nas suas totais capacidades intelectivas, sensitivas e afectivas. Tudo se deve dispor de forma a facilitar esta total expressividade humana, chamada e orientada para a comunhão com Deus. Para além dos elementos acústicos e ópticos, das atitudes e dos gestos, o movimento tem um lugar importante que urge recuperar. De facto, pode dizer-se, que se tem dado relevo a alguns destes elementos (embora ainda não se tenha suficientemente superado uma certa tirania da palavra) e tem sido ignorado e em alguns casos suprimido este - o movimento.

Caminhar pode ter um sentido prático, utilitário (deslocar-se de um lado para o outro, movido por alguma necessidade) ou um sentido simbólico (exprimindo o desejo de mudança, de procura ou de passagem, com perspectivas ora utópicas ora transcendentes) ou, ainda, englobar os dois sentidos. A celebração que, por sua natureza não é utilitária, integra o movimento de forma a que o sentido simbólico absorva o sentido prático. Mas, na celebração litúrgica, é o homem peregrino (viator) que exprime a dimensão pascal (o trânsito ou a passagem), profundamente inscrita na história humana, pelo mistério pascal de Cristo.

A liturgia prevê vários movimentos, quer na Eucaristia, quer nos sacramentos e sacramentais, quer do decurso do ano litúrgico, quer, finalmente, na simples expressão religiosa cristã.

Na Missa, há quatro procissões que pontuam o ritmo da celebração: a entrada do Presidente com os ministros, antes do evangelho, precedendo a apresentação dos dons e para a comunhão. Quer incluam ou não todos os presentes, implicam-nos sempre. As orientações litúrgicas prevêem, entretanto, que alguns fiéis se possam incorporar nestas procissões. Por exemplo, na procissão de entrada: algumas crianças, nas missas com crianças (Cf. Directório, nº 34), os confirmandos, os que vão fazer a sua profissão religiosa, os ordinandos, os noivos; na procissão de evangelho: algumas crianças (Cf. Directório, nº 34); na procissão com os dons: alguns fiéis; e na comunhão.

No Baptismo, há três procissões (que o sentido prático de alguns celebrantes tende a abolir): da porta da igreja para o lugar da palavra, do lugar da palavra para o baptistério, do baptistério para altar. Nas ordenações e nas profissões religiosas, para além da entrada solene dos protagonistas, há o "passo" dos chamados que se aproximam do bispo ou do seu superior religioso. Nas exéquias, o cristão é levado de sua casa para a igreja e da igreja para o cemitério. Embora, o referido sentido prático tenda a abolir estas procissões, ao menos insista-se na procissão da igreja para o cemitério ou na passagem pela igreja, como forma expressiva de realizar a "última viagem".

Ao longo do ano litúrgico, a liturgia convida-nos a caminhar em procissão. No dia 2 de Fevereiro, na Apresentação do Senhor, indo ao encontro d'Aquele que é a luz das nações; na Sexta-feira santa, para adorar a Cruz; na Vigília pascal, seguindo o Círio pascal, símbolo de Cristo ressuscitado, vencedor das trevas; no Domingo de ramos, seguindo Cristo que inaugura a Sua Páscoa; no exercício da Via sacra, em comunhão com o Servo sofredor, Cristo, que nos convida a tomar a nossa cruz.

Fora da igreja, pelas ruas das aldeias, vilas e cidades: a procissão do Corpo de Deus, as procissões da semana santa, as procissões que acompanham as imagens da Virgem ou de algum santo, as rogações e, recentemente, a Igreja vem recomendando a recuperação das estações quaresmais.

A procissão é um riquíssimo elemento de participação popular e educativo do estilo peregrinante, radicalmente inserido na visão cristã da vida e da Igreja. Por isso mesmo, porque não valorizar a procissão (a começar pelas da Eucaristia), nomeadamente como elemento pedagógico e participativo, neste nosso tempo em que tanto se fala de evangelização e de participação litúrgica? Como dizia Romano Guardini, caminhar "pode converter-se em verdadeiro acto de culto". Caminhar com serenidade, resolutamente, sem arrastar-se, erguido, com equilíbrio estável: "quanta nobreza encerra um bom caminhar!". O Directório para as missas com crianças (e é nesta idade que se faz, também, a verdadeira educação litúrgica) diz que "entre as acções que se entendem como gestos, merecem especial menção as procissõesError! Reference source not found." (Cf. nº 34).
S.D.L.
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